Representantes - Olhar e Ver

Representantes - Olhar e Ver





































“a verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos” 
Marcel Proust
Em busca do tempo perdido

O caos diário promove uma camuflagem natural na qual o nosso cérebro automaticamente se embrenha. Nossa percepção ignora facilmente as coisas mais corriqueiras tentando concentrar-se somente no que for realmente relevante.

Não é incomum que um grupo de desconhecidos ou pouco conhecidos sequer sejam notados, sendo ignorados com a mesma facilidade e peso, quais membros descartável do mesmo grupo.

A correria, pressão e as necessidades diárias nos prende a um estado de 'piloto automático' desde o momento que acordamos e vemos a primeira mensagem em nosso celular. Esse adestramento mental resulta em ignorarmos com a maior facilidade tudo aquilo que não for importante no momento.

Você, representante é notado quando faz a sua visita ao Médico? Ele sabe dizer o seu nome e o do laboratório que representa, após deixar o consultório?

Meditar um pouco no cenário acima servirá para refletirmos sobre o que significa olhar e ver. É como se depois de vermos fosse necessário que olhássemos, para só então, novamente vermos. Desse modo estabelecemos um ritmo - um processo de olhar-ver. Ver e olhar se complementam, são dois movimentos do mesmo gesto que envolve sensibilidade e atenção.
O ato de ver transmite a ideia da percepção através do sentido da visão: O Médico chegou para clinicar e viu que haviam 5 Representantes esperando para serem recebidos. Ver é algo superficial, não envolve interesse.
Agora olhar envolve a experiência de estar atento a algo. Não é como se passasse os olhos por cima, antes como se buscasse por algo.
Novamente imagine-se sentado na sala de espera dum consultório, junto com outros 4 Representantes, além dos clientes do médico. Em poucos instantes o médico chega e não somente lhe reconhecesse como também chama-o pelo nome, pedindo para que o acompanhe ao consultório. Neste caso, ele teria olhado para você.

“Vi que haviam muitas pessoas, mas não olhei para seus rostos”.

A atitude acima é comum a todos nós. O que alguém precisar fazer, ou melhor, o que alguém precisa ser para lhe darmos alguma atenção especial num ambiente com muitos outros?

Tudo requer a nossa atenção. Tudo está acontecendo rápido e simultaneamente. Somente aqueles com quem desenvolvemos alguma experiência emocional positiva é que nos darão a atenção que precisamos. E quando fizerem isso lhes transmitiremos mensagens relevantes e importante sobre a nossa empresa e os nossos produtos.

É importante mantermos a mesma conexão, desenvolvendo novos elos na cadeia de relacionamento profissional. Cada elo deve ser composto por algo realmente importante para o nosso interlocutor.

Quando o médico nos notar com a expectativa de que poderemos lhe agregar conhecimento e experiências diferenciadas, poderemos nos sentir bem por estar sendo olhados por ele.



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