O primeiro erro comum é recomendar medicamentos sem prescrição médica. Isso viola normas da Anvisa para Indústria Farmacêutica e expõe a farmácia a multas graves, além de comprometer a saúde do cliente.
Para evitar, sempre encaminhe o cliente ao farmacêutico responsável e registre a solicitação no sistema para auditoria interna.
Outro equívoco frequente é ignorar interações medicamentosas. Balconistas sem treinamento alertam pouco sobre riscos, gerando problemas graves para pacientes polimedicados.
A solução passa por memorizar combinações críticas e usar apps validados para checagem rápida, sempre confirmando com o responsável técnico.
Falta de empatia no atendimento é erro recorrente. Respostas secas ou impaciência com idosos e crianças afastam clientes fiéis da farmácia.
Treine escuta ativa: repita a dúvida do cliente em suas palavras para validar compreensão e oferecer explicações personalizadas com paciência.
Não lavar as mãos entre atendimentos compromete a higiene. Esse descuido transmite bactérias e afeta a confiança no balcão farmacêutico.
Adote protocolo rígido: álcool gel 70% após cada contato e luvas descartáveis para manipulação de produtos sensíveis ou caixas de clientes.
Pressão por vendas imediatas ignora ética. Sugerir suplementos desnecessários ou marcas mais caras erode a credibilidade construída com esforço.
Foque no diagnóstico da necessidade real: pergunte sobre sintomas e histórico antes de qualquer indicação complementar ética e útil.
Mau gerenciamento de filas causa insatisfação. Em horários de pico, clientes abandonam carrinhos, reduzindo receita e imagem positiva.
Organize rodízio de equipe e use displays digitais para informar tempo médio de espera, acalmando a ansiedade do público.
Ignorar estoque de validade é erro operacional grave. Medicamentos vencidos chegam ao cliente, gerando recalls custosos e perda de confiança.
Implemente verificação quinzenal rigorosa e sistema FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai) para rotatividade eficiente no balcão.
Falar alto sobre condições de saúde viola privacidade. Clientes se sentem expostos em farmácias movimentadas, buscando concorrentes discretos.
Use linguagem codificada ou convide para canto reservado do balcão, garantindo confidencialidade absoluta em todos os atendimentos.
Não conhecer genéricos e similares limita orientação. Clientes pagam mais à toa quando o balconista não informa opções equivalentes de qualidade.
Estude bulas principais e crie cheat sheet impresso no balcão com principais substituições aprovadas pela Anvisa para consultas rápidas.
Postura desleixada afeta percepção profissional. Uniforme amassado ou celular em mãos durante atendimento transmite descaso com a saúde alheia.
Mantenha crachá visível, postura ereta e celular no modo silencioso, projetando seriedade essencial ao varejo farmacêutico.
Interromper o cliente apressadamente é erro de comunicação. Ele sai confuso sobre posologia ou cuidados, comprometendo adesão ao tratamento.
Pratique a regra dos 80/20: ouça 80% do tempo, fale 20%, garantindo que cada explicação seja completa e compreensível.
Não registrar vendas no PDV causa falhas fiscais. Nota fiscal perdida gera problemas com fisco e cliente insatisfeito na garantia.
Digitalize tudo imediatamente e ofereça QR Code para download da nota, facilitando reembolso e fidelizando clientes organizados.
Sobrecarregar o farmacêutico com dúvidas banais desperdiça tempo dele. Balconistas despreparados criam gargalos operacionais desnecessários.
Capacite-se em temas básicos via cursos online gratuitos da Anvisa, reservando supervisão apenas para casos clínicos complexos.
Desconsiderar feedback do cliente é erro estratégico. Reclamações ignoradas viram avaliações negativas online, impactando tráfego local.
Crie formulário rápido no balcão ou QR para Google Reviews, respondendo todas as sugestões em até 24 horas para demonstrar compromisso.
Falta de atualização sobre promoções causa perda de vendas. Clientes migram para concorrentes mais informados sobre descontos sazonais.
Mantenha quadro visível com ofertas da semana e treine equipe para mencionar ativamente durante atendimentos rotineiros.
Não checar alergias antes da venda é risco latente. Reações adversas pós-compra mancham a reputação da farmácia inteira.
Inclua pergunta padrão "tem alergia conhecida?" em todo atendimento e anote no cadastro para alertas futuros automáticos.
Por fim, procrastinar treinamentos internos perpetua todos esses erros. Balconistas estagnados limitam o crescimento sustentável do varejo farmacêutico.
Agende capacitações mensais obrigatórias, medindo evolução por KPIs como taxa de retorno e satisfação medida em pesquisas rápidas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Compartilhe sua opinião e ponto de vista: