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Autoridades Regulatórias Nacionais de Saúde e Medicamentos | Como funciona o Modelo de Regulatory Reliance entre as Autoridades?

Autoridades Regulatórias Nacionais de Saúde e Medicamentos | Como funciona o Modelo de Regulatory Reliance entre as Autoridades?
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O Regulatory Reliance (Confiança Regulatória) é a espinha dorsal do sistema regulatório moderno e a principal resposta global para acelerar a aprovação de medicamentos e terapias sem abrir mão da segurança ou da qualidade.


Historicamente, a regulação farmacêutica operava em "silos": se uma fabricante quisesse lançar um produto em 50 países, 50 agências diferentes avaliariam os mesmos dados brutos e enviariam 50 inspetores diferentes para avaliar a mesma fábrica. O modelo Regulatory Reliance foi estruturado para quebrar esse ciclo de redundância técnica.


O Princípio Fundamental


Na prática, o Reliance ocorre quando uma autoridade regulatória em uma jurisdição (Agência B) leva em consideração e dá peso significativo às avaliações realizadas por outra autoridade de referência (Agência A) para tomar sua própria decisão.


Regra de Ouro: Confiança não é submissão. A agência que utiliza o Reliance mantém sua soberania e responsabilidade final. Ela não é obrigada a aprovar um dossiê só porque a outra agência o fez, mas utiliza o trabalho técnico prévio para poupar tempo e alocar seus especialistas apenas naquilo que falta.


Os Três Níveis de Aplicação

O modelo não é engessado e ocorre em diferentes graus de cooperação técnica:


1. Work-Sharing (Compartilhamento de Trabalho)


Duas ou mais agências se unem simultaneamente para dividir a avaliação de um dossiê novo. Em vez de uma terminar para a outra começar, elas colaboram e trocam relatórios de avaliação em tempo real.


  • Onde acontece: O Projeto Orbis (liderado pelo FDA) é um exemplo brilhante. Ele permite que agências parceiras, como a ANVISA (Brasil), MHRA (Reino Unido) e Health Canada, avaliem conjuntamente novos tratamentos oncológicos. Isso garante que pacientes de vários países tenham acesso a inovações quase no mesmo momento. Outro exemplo notável é o Access Consortium (formado por Austrália, Canadá, Singapura, Suíça e Reino Unido).


2. Abridged Review (Revisão Abreviada ou Otimizada)


É o formato mais utilizado para acelerar cronogramas de lançamentos globais. Se um produto já passou pelo crivo de uma agência de alto rigor, a agência local utiliza os relatórios públicos dessa aprovação em vez de reanalisar o dossiê clínico inteiro do zero.


  • Onde acontece: O foco da agência passa a ser a adequação ao contexto nacional. Ela avalia questões como a bula no idioma local, dados de estabilidade para a zona climática específica do país e farmacovigilância local. A ANVISA, por exemplo, possui a via de aprovação baseada em AREEs (Autoridades Reguladoras Estrangeiras Equivalentes), onde confia nas decisões de agências como EMA e FDA para reduzir o tempo de fila de análise no Brasil.


3. Mutual Recognition Agreements - MRAs (Acordos de Reconhecimento Mútuo)

Este é um tratado formal, muitas vezes em nível de Estado, onde as agências reconhecem legalmente as inspeções uma da outra. É fundamental para a cadeia de suprimentos e Boas Práticas de Fabricação (GMP).


  • Onde acontece: Existe um MRA robusto entre os Estados Unidos (FDA) e a União Europeia (EMA). Se a EMA inspeciona e aprova uma fábrica de princípios ativos na Alemanha, o FDA aceita esse certificado europeu e não envia sua própria equipe de fiscais até a Europa. Isso economiza milhões e evita paralisações na cadeia de distribuição.


O Propósito Sistêmico


Com o avanço científico de terapias gênicas, medicamentos biológicos complexos e inteligência artificial na saúde, nenhuma agência no mundo — nem mesmo o FDA ou a EMA — possui orçamento ou quadro técnico expansível o suficiente para analisar toda a inovação global de forma isolada.


A OMS defende que a documentação de um medicamento não muda magicamente ao cruzar uma fronteira geográfica. Portanto, o modelo de Reliance não é apenas uma conveniência burocrática, mas uma necessidade sistêmica para garantir que os pacientes recebam tecnologias vitais em meses, e não em anos.




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Autoridades Regulatórias Nacionais de Saúde e Medicamentos | O que exatamente a OMS exige para dar o selo de WLA - WHO-Listed Authority?

Autoridades Regulatórias Nacionais de Saúde e Medicamentos | O que exatamente a OMS exige para dar o selo de WLA - WHO-Listed Authority?#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #IndústriaDeMedicamentos #ANVISA #IEMA #IDA #IGBT #IICH #IOMS #IOPAS #IPEP #ISRA #ITAGWLA #IWLA


O selo da WLA - WHO-Listed Authority - fundamentalmente, a substituição de um modelo antigo e um tanto político por um sistema transparente e baseado em evidências.


Até pouco tempo atrás, a indústria farmacêutica se guiava pelo conceito de Stringent Regulatory Authority (SRA), que beneficiava automaticamente agências pertencentes ao conselho do ICH (focado na Europa, EUA e Japão), sem que passassem por uma auditoria formal da própria OMS. O modelo WLA mudou isso: agora, qualquer agência do mundo pode pleitear o mais alto reconhecimento global, desde que prove sua competência técnica e operacional.


Para conquistar esse selo, a OMS exige que a agência passe por uma verdadeira "maratona" de auditorias baseada em duas ferramentas principais: o Global Benchmarking Tool (GBT) e o Processo de Avaliação de Desempenho (PEP).


Nota técnica: A submissão para se tornar uma WLA é voluntária. O país precisa solicitar a avaliação da OMS.


Abaixo detalhamos as exigências técnicas de cada etapa dessa jornada:


1. Atingir o Nível de Maturidade 3 (Maturity Level 3)


A porta de entrada (o critério de elegibilidade) para pleitear o selo WLA é passar pelo Global Benchmarking Tool (GBT). O GBT é um framework massivo com mais de 260 indicadores. A OMS classifica as agências em níveis de 1 a 4.


Para ser considerada elegível ao selo, a agência precisa comprovar que atingiu, no mínimo, o Nível 3 (ML3), que significa ter um sistema regulatório estável, bem integrado e em pleno funcionamento. O Nível 4 (ML4) é destinado às agências que operam em nível avançado de melhoria contínua.


2. Comprovar Excelência em 8 Funções Regulatórias


Não basta ser bom apenas em analisar dossiês de registro. A auditoria do GBT escrutina a agência em oito funções vitais para o ciclo do produto:


  • Sistema Regulatório Nacional: A base legal e a independência política da agência.


  • Registro e Autorização de Mercado: A qualidade e o rigor científico na análise de dossiês.


  • Farmacovigilância: A capacidade de rastrear e agir contra eventos adversos de produtos já no mercado.


  • Vigilância de Mercado e Controle: O combate a medicamentos falsificados e subpadrão.


  • Licenciamento de Estabelecimentos: A fiscalização da cadeia de fornecimento.


  • Inspeção Regulatória: As auditorias de Boas Práticas de Fabricação (GMP) nas fábricas.


  • Testes Laboratoriais: A capacidade de realizar testes de controle de qualidade independentes.


  • Ensaios Clínicos: A supervisão ética e técnica de estudos com humanos.


3. O Processo de Avaliação de Desempenho (PEP)


Uma vez que a agência prova ter a estrutura (Maturity Level 3), ela entra na fase de Avaliação de Desempenho. Aqui, a OMS não olha mais apenas para os processos descritos no papel (SOPs), mas avalia os resultados (outputs) reais.


Inspetores internacionais e painéis da OMS verificam se as decisões da agência ao longo dos anos têm sido cientificamente sólidas, consistentes e alinhadas aos padrões internacionais de Boas Práticas Regulatórias (GRP).


4. O Crivo Final: TAG-WLA


Para garantir que não haja viés político na aprovação, o veredito final não é dado por burocratas da OMS, mas pelo Technical Advisory Group on WHO Listed Authorities (TAG-WLA).


Este é um conselho consultivo formado por experts globais independentes. Eles revisam todas as evidências geradas pelas auditorias e recomendam (ou não) a inclusão permanente da agência na cobiçada lista de WLAs da Organização Mundial da Saúde.




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Autoridades Regulatórias Nacionais de Saúde e Medicamentos | As Principais ao Redor do Mundo

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Abaixo apresento uma lista extensa das principais autoridades regulatórias nacionais de saúde e medicamentos ao redor do mundo, organizadas em ordem alfabética pelo nome do país (em português).


Vale ressaltar que, embora praticamente todos os 193 estados-membros da ONU possuam algum departamento de saúde que regula a entrada de produtos, esta lista foca nas agências, institutos e diretorias formalmente estabelecidos e reconhecidos internacionalmente.


A - C

  • Afeganistão: National Medicine and Healthcare Products Regulatory Authority (NMHRA)

  • África do Sul: South African Health Products Regulatory Authority (SAHPRA)

  • Albânia: National Agency for Medicines and Medical Devices (AKBPM)

  • Alemanha: Federal Institute for Drugs and Medical Devices (BfArM) / Paul-Ehrlich-Institut (PEI)

  • Angola: Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (ARMED)

  • Arábia Saudita: Saudi Food and Drug Authority (SFDA)

  • Argélia: Agence Nationale des Produits Pharmaceutiques (ANPP)

  • Argentina: Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología Médica (ANMAT)

  • Austrália: Therapeutic Goods Administration (TGA)

  • Áustria: Austrian Agency for Health and Food Safety (AGES)

  • Bélgica: Federal Agency for Medicines and Health Products (FAMHP)

  • Bolívia: Agencia Estatal de Medicamentos y Tecnologías en Salud (AGEMED)

  • Brasil: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)

  • Bulgária: Bulgarian Drug Agency (BDA)

  • Cabo Verde: Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS)

  • Canadá: Health Canada (HC)

  • Catar: Pharmacy and Drug Control Department (Ministry of Public Health)

  • Chile: Instituto de Salud Pública (ISP)

  • China: National Medical Products Administration (NMPA)

  • Colômbia: Instituto Nacional de Vigilancia de Medicamentos y Alimentos (INVIMA)

  • Coreia do Sul: Ministry of Food and Drug Safety (MFDS)

  • Costa Rica: Dirección de Regulación de Productos de Interés Sanitario (Ministerio de Salud)

  • Croácia: Agency for Medicinal Products and Medical Devices (HALMED)

  • Cuba: Centro para el Control Estatal de Medicamentos, Equipos y Dispositivos Médicos (CECMED)

D - G

  • Dinamarca: Danish Medicines Agency (DKMA)

  • Egito: Egyptian Drug Authority (EDA)

  • El Salvador: Dirección Nacional de Medicamentos (DNM)

  • Equador: Agencia Nacional de Regulación, Control y Vigilancia Sanitaria (ARCSA)

  • Espanha: Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios (AEMPS)

  • Estados Unidos: Food and Drug Administration (FDA)

  • Estônia: State Agency of Medicines (SAM)

  • Finlândia: Finnish Medicines Agency (Fimea)

  • França: Agence Nationale de Sécurité du Médicament et des Produits de Santé (ANSM)

  • Gana: Food and Drugs Authority (FDA Ghana)

  • Grécia: National Organization for Medicines (EOF)

  • Guatemala: Departamento de Regulación y Control de Productos Farmacéuticos (MSPAS)

H - L

  • Honduras: Agencia de Regulación Sanitaria (ARSA)

  • Hungria: National Institute of Pharmacy and Nutrition (OGYÉI)

  • Índia: Central Drugs Standard Control Organisation (CDSCO)

  • Indonésia: Badan Pengawas Obat dan Makanan (BPOM)

  • Irlanda: Health Products Regulatory Authority (HPRA)

  • Islândia: Icelandic Medicines Agency (IMA)

  • Israel: Pharmaceutical Administration (Ministry of Health - MoH)

  • Itália: Agenzia Italiana del Farmaco (AIFA)

  • Japão: Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA)

  • Jordânia: Jordan Food and Drug Administration (JFDA)

  • Líbano: Ministry of Public Health (MOPH) - Quality Assurance of Pharmaceutical Products

  • Lituânia: State Medicines Control Agency (VVKT)

M - P

  • Malásia: National Pharmaceutical Regulatory Agency (NPRA)

  • Marrocos: Direction du Médicament et de la Pharmacie (DMP)

  • México: Comisión Federal para la Protección contra Riesgos Sanitarios (COFEPRIS)

  • Moçambique: Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (ANARME)

  • Nigéria: National Agency for Food and Drug Administration and Control (NAFDAC)

  • Noruega: Norwegian Medicines Agency (NoMA)

  • Nova Zelândia: Medicines and Medical Devices Safety Authority (Medsafe)

  • Omã: Directorate General of Pharmaceutical Affairs and Drug Control (DGPA&DC)

  • Países Baixos: Medicines Evaluation Board (MEB)

  • Panamá: Dirección Nacional de Farmacia y Drogas (DNFD)

  • Paraguai: Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria (DINAVISA)

  • Peru: Dirección General de Medicamentos, Insumos y Drogas (DIGEMID)

  • Polônia: Office for Registration of Medicinal Products, Medical Devices and Biocidal Products (URPL)

  • Portugal: Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED)

Q - U

  • Quênia: Pharmacy and Poisons Board (PPB)

  • Reino Unido: Medicines and Healthcare products Regulatory Agency (MHRA)

  • República Tcheca: State Institute for Drug Control (SÚKL)

  • Romênia: National Agency for Medicines and Medical Devices (ANMDM)

  • Rússia: Roszdravnadzor / Minzdrav

  • Sérvia: Medicines and Medical Devices Agency of Serbia (ALIMS)

  • Singapura: Health Sciences Authority (HSA)

  • Suécia: Medical Products Agency (MPA)

  • Suíça: Swissmedic

  • Tailândia: Food and Drug Administration (Thai FDA)

  • Taiwan: Taiwan Food and Drug Administration (TFDA)

  • Tanzânia: Tanzania Medicines and Medical Devices Authority (TMDA)

  • Turquia: Turkish Medicines and Medical Devices Agency (TİTCK)

  • Ucrânia: State Expert Center of the Ministry of Health (SEC MOH)

  • União Europeia: European Medicines Agency (EMA) – Entidade supranacional

  • Uruguai: Dirección General de la Salud (Ministerio de Salud Pública - MSP)

V - Z

  • Venezuela: Instituto Nacional de Higiene "Rafael Rangel" (INHRR)

  • Vietnã: Drug Administration of Vietnam (DAV)

  • Zâmbia: Zambia Medicines Regulatory Authority (ZAMRA)

  • Zimbábue: Medicines Control Authority of Zimbabwe (MCAZ)




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