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Exemplos de Empresas da Indústria Farmacêutica que já superaram a resistência à IA

Exemplos de Empresas da Indústria Farmacêutica que já superaram a resistência à IA
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Em 2026, várias grandes farmacêuticas já conseguiram superar boa parte da resistência à IA, integrando inteligência artificial em R&D, farmacovigilância, market access e operações comerciais, com ganhos claros de eficiência, qualidade e velocidade de decisões. O que essas empresas têm em comum não é só o orçamento de tecnologia, mas sim uma estratégia de adoção de IA baseada em liderança forte, pilotos de alto impacto e governance ética, que transformaram a IA em uma ferramenta usual, não em um experimento isolado.

A Pfizer é um dos casos mais citados de uso de IA em farmacovigilância e descoberta de medicamentos. A empresa adotou ferramentas de IA para organizar e analisar grandes volumes de dados de segurança e eventos adversos, reduzindo o tempo de revisão de relatórios e aumentando a consistência das avaliações. Ao apresentar dados de melhorias de eficiência e segurança para times de farmacovigilância e regulação, a Pfizer transformou a IA de “ameaça à vigilância humana” em parceira operacional, desmontando muita da resistência inicial.

Além disso, a Pfizer utilizou plataformas como IBM Watson e parcerias com IA em nuvem para acelerar a análise de literatura científica, apoiar decisões de desenvolvimento e sugerir combinações de terapias em oncologia e outras áreas complexas. Ao deixar claro que a IA não decide, mas filtra, prioriza e condensa informações, a empresa gerou maior confiança em times de R&D e reforçou a narrativa de que a IA “libera tempo para análise crítica”, e não a substitui.

A AstraZeneca se destaca em descoberta de alvos terapêuticos orientada por IA. Em parceria com a BenevolentAI e outras plataformas de IA, a empresa conseguiu identificar novos candidatos em áreas como doença renal crônica e fibrose pulmonar idiopática, com patentes e publicações que validaram a abordagem de forma pública. Esse tipo de resultado científico tangível, visível em revistas de alto impacto e em portfólio de pipeline, ajudou a normalizar o uso de IA entre cientistas e regulatórios, reduzindo a percepção de “caixa‑preta sem valor clínico”.

A integração da IA no pipeline de R&D da AstraZeneca, com modelos de suporte a escolha de alvos, desenho de moléculas e análise de dados de biomarcadores, fez com que a tecnologia fosse vista como parte do processo de inovação, e não como um “projeto paralelo”. Quando a IA ajuda a acelerar ciclos de desenvolvimento ou reduzir a taxa de falha de candidatos, cientistas enxergam valor direto, o que diminui a resistência e aumenta a adesão.

A Roche / Genentech é outro exemplo relevante, com forte uso de IA e deep learning em dados de saúde real‑world e retinopatia diabética. A empresa desenvolveu modelos preditivos para identificar pacientes em risco de progressão de doenças crônicas, integrando dados clínicos, laboratoriais e de imagem, com publicações em revistas de alto impacto que reforçam o valor clínico da IA. Ao demonstrar que a IA contribui para decisões de tratamento, seleção de pacientes e design de ensaios, Roche consegue construir credibilidade entre médicos, pesquisadores e autoridades sanitárias.

A Bayer se destaca no uso de IA para automatizar triagem de eventos adversos e apoiar processos de farmacovigilância. Por meio de provedores de IA, a empresa conseguiu reduzir significativamente o volume de trabalho manual repetitivo em análise de relatórios, o que liberou farmacêuticos de segurança para focar em avaliação crítica e decisão de vigilância. Ao posicionar a IA como ferramenta de suporte, e não substituição, a Bayer conseguiu driblar boa parte da resistência operacional, mostrando ganhos concretos de produtividade sem perda de rigor de segurança.

A Merck & Co. (MSD) é frequentemente citada como líder em maturidade de IA na indústria, com uso de LLMs e modelos de IA generativa em unidades de negócios para suporte a relatórios, análise de mercado, preparação de materiais técnicos e até geração de roteiros de apresentação. Esse uso amplo dentro de múltiplas áreas favoreceu uma cultura de “data‑driven”, na qual a IA passou a ser vista como habilidade básica de negócio, e não como um “projeto de departamento de inovação”.

A combinação de IA em R&D, farmacovigilância, comercial e suporte a negócios fez com que a resistência interna à IA diminuísse, pois a maioria dos times já via algum benefício direto no dia a dia, seja na redução de tempo de redação de documentos, seja na priorização de oportunidades de mercado. Esses exemplos de Pfizer, Merck, AstraZeneca, Roche e Bayer mostram um padrão: o uso de IA é encarado como ferramenta estratégica quando a empresa consegue traduzir benefícios em resultados mensuráveis, narrativas claras e governança de IA bem definida.

Em 2026, projeções de mercado apontam que a Indústria Farmacêutica está aumentando a alocação de orçamento em IA em torno de 25% a 30% em relação a 2024, o que reforça a tendência de que a IA deixa de ser “nice to have” e vira um componente central de inovação, compliance e performance comercial. Para farmacêuticas brasileiras, o caminho indicado parece ser replicar essas práticas de liderança, governança e use cases de IA assistida, adaptando‑as a um ecossistema de SUS, ANS, planos de saúde e distribuição nacional.

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Vila Ilaria - Revista TIME100 Saúde 2026 - Líderes Mais Influentes do Mundo na Área da Saúde

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A TIME revelou a terceira edição anual da lista TIME100 Saúde, que reconhece as 100 pessoas mais influentes na área da saúde.


Vila Ilaria

Um novo modelo para o tratamento de doenças raras


Em dezembro, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou a primeira terapia gênica, Waskyra, para a síndrome de Wiskott-Aldrich, uma doença rara que afeta o sistema imunológico. O que é ainda mais notável é que se trata também da primeira terapia celular ou gênica aprovada pela FDA — notoriamente caras — patrocinada por uma organização sem fins lucrativos. “Doenças raras têm se tornado cada vez menos atraentes para a indústria, porque a proposta de valor do ponto de vista comercial é bastante limitada”, afirma Ilaria Villa, CEO da Fondazione Telethon, a instituição de caridade italiana por trás do medicamento. A organização foi fundada há mais de 30 anos por famílias de pessoas afetadas por distrofia muscular com o objetivo de arrecadar fundos por meio de doações para maratonas de TV, a fim de financiar pesquisas sobre doenças raras. Desde então, o grupo investiu fortemente na transformação de décadas de pesquisas financiadas em medicamentos.


A aprovação do Waskyra é um sinal positivo para o modelo da organização. Mas é um território desconhecido para uma organização sem fins lucrativos como a deles. "Temos que manter o equilíbrio entre tornar o produto o mais acessível possível aos pacientes e, ao mesmo tempo, conter os custos", diz Villa. "Precisamos encontrar uma abordagem melhor para tornar esses produtos disponíveis, sustentáveis ​​e escaláveis ​​ao longo do tempo."


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Emil Lou e Emma Dimery - Revista TIME100 Saúde 2026 - Líderes Mais Influentes do Mundo na Área da Saúde

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A TIME revelou a terceira edição anual da lista TIME100 Saúde, que reconhece as 100 pessoas mais influentes na área da saúde.


Emil Lou e Emma Dimery

Um tratamento pioneiro de imunoterapia contra o câncer


Emma Dimery tinha apenas 23 anos quando foi diagnosticada com câncer de cólon em estágio avançado. Por quase uma década, a moradora de Minnesota lutou com todos os recursos disponíveis na medicina. "Eu estava num ponto em que tudo parecia perdido", diz ela. Tudo mudou em 2022, quando um de seus oncologistas, o Dr. Emil Lou, da Universidade de Minnesota, a convidou para participar de um ensaio clínico com uma nova forma de imunoterapia. Lou e seus colegas extraíram as próprias células imunológicas de Dimery de um tumor, usaram edição genética para torná-las resistentes à supressão imunológica causada pelo câncer e as injetaram de volta em seu corpo. "Foi uma única infusão", diz Lou, que considera os efeitos "notáveis". Em poucos meses, o câncer de Dimery havia desaparecido. O procedimento, detalhado em um estudo publicado na Lancet Oncology em maio passado, tem o potencial de ser uma adição útil ao arsenal de imunoterapias para o câncer. Dimery permanece em remissão até hoje.


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