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República Democrática do Congo - Um País em Guerra Controla 76% do Cobalto do Mundo — e Isso É um Problema de Saúde Global | Top 50 Países Maiores Produtores

República Democrática do Congo - Um País em Guerra Controla 76% do Cobalto do Mundo — e Isso É um Problema de Saúde Global | Top 50 Países Maiores Produtores

#BrazilSFE #Cobalto #Congo #RDC #Farmacêutica #EquipamentosMédicos #Baterias #SupplyChain #MineraisCríticos #RiscoGeopolítico #Dispositivos


Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


A concentração mais extrema de qualquer mineral crítico no mundo não está no Oriente Médio, não está na Rússia e não está na China. Está no coração da África Central, em um país que enfrenta décadas de instabilidade política, conflitos armados recorrentes e uma das maiores crises humanitárias do planeta. A República Democrática do Congo, segundo a lista TOP 50 dos maiores produtores mundiais, produz 76% de todo o cobalto extraído no mundo e detém 53% das reservas globais conhecidas desse mineral. Para a indústria de saúde, esse dado não é apenas impressionante. É perturbador.


Top 50 Países Maiores Produtores

Nenhum outro mineral crítico de relevância direta para equipamentos médicos apresenta nível de concentração geográfica equivalente ao do cobalto congolês. O petróleo tem a OPEP, mas está distribuído entre dezenas de países. O lítio está dividido entre Austrália, Chile e Argentina. O cobre é extraído em pelo menos quinze países com escala relevante. O cobalto, não. Três quartos de tudo que o mundo extrai vêm de um único território, instável, remoto e com infraestrutura precária. Essa realidade deveria estar no topo da lista de preocupações de qualquer gestor de supply chain do setor de saúde.


Dimensionar o impacto real dessa concentração exige compreender onde o cobalto aparece na cadeia de saúde. Ele está nas baterias de íons de lítio que alimentam desfibriladores externos automáticos. Está nos marcapassos e cardiodesfibriladores implantáveis de nova geração. Está nos sistemas de ventilação mecânica portátil usados em UTIs móveis e em transporte aeromédico. Está nos equipamentos de monitoramento sem fio de pacientes crônicos. E está, crescentemente, nos veículos elétricos das frotas hospitalares e nas baterias de backup de sistemas críticos de saúde. Ignorar essa presença é operar com um ponto cego que pode ter consequências graves.


Congo (RDC) — com uma presença no ranking:


Cobalto (#13 — 220 kt — 76% mundial — reservas: 53%)


A produção congolesa de cobalto atingiu 220 mil toneladas em 2024, número que representa um crescimento expressivo impulsionado pela rampa de operação das minas de Kisanfu e Tenke Fungurume, ambas com participação majoritária de empresas chinesas. Esse dado revela uma camada adicional de complexidade: não apenas o cobalto está concentrado no Congo, como o controle operacional das principais minas está nas mãos de grupos empresariais chineses, o que significa que a cadeia do cobalto passa por dois pontos de concentração geopolítica distintos antes de chegar ao fabricante de baterias ocidental. 

Fonte: https://natural-resources.canada.ca/minerals-mining/mining-data-statistics-analysis/minerals-metals-facts/cobalt-facts


Não é exagero afirmar que a China possui controle de fato sobre o cobalto mundial. Ela extrai no Congo, refina em território próprio, com cerca de 75% da capacidade global de refino de cobalto concentrada em refinarias chinesas, e fornece o material processado para fabricantes de baterias que abastecem toda a cadeia downstream, incluindo a de dispositivos médicos. Esse modelo de integração vertical transnacional é sofisticado, eficiente do ponto de vista comercial e extremamente vulnerável do ponto de vista de segurança de abastecimento para qualquer país ou empresa que não faça parte dessa cadeia. 

Fonte: https://www.mining-technology.com/analyst-comment/global-cobalt-supply-2024/


Dirigir a atenção para as reservas consolida ainda mais a gravidade do cenário. Com 53% das reservas mundiais de cobalto, o Congo não é apenas o maior produtor atual. É o país que vai continuar dominando esse mercado por décadas, independentemente de quanto outros países invistam em exploração. A Austrália tem a segunda maior reserva, com cerca de 15% do total global. A Indonésia e Cuba têm participações menores. Nenhum conjunto alternativo de países consegue, mesmo combinado, oferecer uma substituição real à posição congolesa no médio prazo. 

Fonte: https://worldpopulationreview.com/country-rankings/cobalt-reserves-by-country


Realçando a dimensão humana dessa cadeia, é impossível discutir o cobalto congolês sem mencionar a mineração artesanal, conhecida pela sigla ASM, que ainda responde por uma parcela significativa da produção total. Essa mineração envolve condições de trabalho precárias, ausência de equipamentos de proteção adequados, exposição a poeiras tóxicas e, em alguns casos documentados, trabalho infantil. Para empresas farmacêuticas e fabricantes de equipamentos médicos que operam sob padrões ESG rigorosos e que precisam demonstrar responsabilidade em toda a cadeia de fornecimento, a origem do cobalto congolês representa um desafio de compliance que vai muito além do técnico.



Integrando essa realidade ao contexto regulatório, a União Europeia aprovou regulamentação que exige due diligence obrigatória sobre minerais de risco em cadeias de fornecimento industriais. Os Estados Unidos têm legislação equivalente no âmbito do Dodd-Frank Act aplicável a minerais de conflito. O Brasil, embora ainda não possua legislação tão específica, está sujeito às exigências de seus principais parceiros comerciais e de investidores internacionais que demandam transparência sobre a origem de minerais críticos usados nos produtos que compram ou nos quais investem.


Zelar pela rastreabilidade do cobalto ao longo da cadeia de fornecimento é, portanto, uma obrigação crescente para qualquer empresa do setor de saúde que utilize baterias de íons de lítio em seus produtos ou equipamentos. Isso exige auditorias de fornecedores, certificações de origem, participação em iniciativas como a Responsible Minerals Initiative e a construção de contratos que incluam cláusulas específicas sobre práticas de mineração responsável. Esse nível de exigência já é padrão entre os maiores fabricantes de equipamentos médicos do mundo e vai se disseminar progressivamente para toda a cadeia.


Bernardo, gerenciando o processo de qualificação de fornecedores de baterias para uma linha de equipamentos portáteis de monitoramento de pacientes, enfrenta hoje uma questão concreta que não existia há dez anos: como garantir que as células de lítio-cobalto que compra não têm origem em mineração de conflito no Congo? A resposta exige um nível de investigação da cadeia de fornecimento que começa vários elos antes do fabricante direto da bateria e que demanda ferramentas, processos e parcerias que muitas empresas do setor ainda não têm estruturadas.


A Indonésia tem emergido como o segundo maior produtor de cobalto, com participação crescente impulsionada pela expansão da sua indústria de níquel e por processos de extração de cobalto como subproduto. Com cerca de 10% do total global e reservas estimadas em 640 mil toneladas, a Indonésia representa a alternativa mais concreta ao domínio congolês no horizonte de médio prazo. Mas mesmo com o crescimento indonésio, a dependência do Congo permanece estrutural e não será revertida em curto ou médio prazo sem investimentos massivos em exploração e em infraestrutura de refino fora da órbita chinesa. 

Fonte: https://databoks.katadata.co.id/en/mining/statistics/67a0837bd5cc3/indonesia-to-become-one-of-the-worlds-top-cobalt-producers-in-2024


Um aspecto que merece atenção específica é a tendência da indústria de baterias de reduzir o teor de cobalto nas células de nova geração. As baterias de fosfato de ferro e lítio, conhecidas como LFP, que não utilizam cobalto em sua composição, têm ganhado participação de mercado significativa, especialmente em aplicações onde a densidade energética não é o fator crítico. Para a indústria de equipamentos médicos, essa transição tecnológica representa uma oportunidade real de redução da exposição ao risco congolês, embora para dispositivos de alta densidade energética, como implantáveis e portáteis de alta performance, o cobalto permaneça como componente difícil de substituir no curto prazo.


Não existe solução simples para o problema do cobalto congolês. Mas existem ações concretas que empresas do setor de saúde podem adotar hoje para reduzir progressivamente sua exposição a esse risco. A primeira é mapear com precisão quais produtos e equipamentos da sua linha dependem de baterias com cobalto. A segunda é trabalhar com fornecedores de baterias que tenham programas certificados de sourcing responsável. A terceira é avaliar a viabilidade técnica de migração para tecnologias de bateria sem cobalto nas aplicações onde isso é tecnicamente possível sem comprometimento de performance clínica.


Olhando para o futuro, o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem de cobalto representa uma das rotas mais promissoras para reduzir a dependência da mineração primária congolesa. Baterias de segunda vida, processos hidrometalúrgicos de recuperação de cobalto e programas de logística reversa de dispositivos médicos descartados são iniciativas que algumas empresas pioneiras já implementam e que tendem a se tornar padrão de mercado à medida que o valor econômico do cobalto reciclado se equipara ao do virgem.


Somar a isso a crescente pressão de investidores, de reguladores e de consumidores por transparência e responsabilidade nas cadeias de fornecimento de minerais críticos cria um ambiente onde a inação deixa de ser uma opção defensável. Empresas que ainda não iniciaram o processo de mapeamento e gestão do risco cobalto em suas cadeias estão acumulando passivo de compliance que vai se materializar em exigências regulatórias, em questionamentos de auditores e em pressão de clientes corporativos que já têm políticas mais avançadas de minerais responsáveis.


A República Democrática do Congo é um país de riqueza mineral extraordinária e de sofrimento humano igualmente extraordinário. Essa contradição não é acidental. Ela é, em parte, produto de décadas de exploração desordenada de recursos naturais que enriqueceu cadeias produtivas globais sem transformar de forma proporcional a vida da população local. Para a indústria de saúde, que tem como missão declarada melhorar a saúde humana, existe uma responsabilidade ética adicional de garantir que os minerais que entram nos seus produtos não perpetuam o ciclo de pobreza e conflito que define a realidade de milhões de congoleses que vivem sobre as maiores reservas de cobalto do mundo.


O cobalto que sai do Congo e chega ao seu equipamento médico carrega consigo uma história que precisa ser conhecida, contada e transformada. Não apenas porque a regulação vai exigir isso. Mas porque o setor que se dedica a salvar vidas não pode ignorar, por conveniência logística ou por pressão de custo, as condições sob as quais os minerais que tornam possíveis seus produtos são extraídos do subsolo africano. Essa é a pergunta que o cobalto congolês faz para toda a cadeia de saúde global. E ela ainda está esperando uma resposta à altura.


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全球前50大药品生产国——而制药行业至今仍未意识到这一点

全球前50大药品生产国——而制药行业至今仍未意识到这一点
#巴西SFE #大宗商品  #供应链 #医药 #原材料 #关键矿产 #农业综合企业 #辅料 #地缘政治 #生物经济 #原料药


系列:顾问、宣传员和代表


全球生产并非随机分布在世界各地,而是遵循着一种集中化的逻辑,而鲜有其他行业像制药业那样对此理解得如此透彻。世界上绝大多数的开采、种植、提炼和加工产品都集中在五十个国家。这种集中化不仅仅是一个经济事实,更是一种权力结构,它决定了谁来生产药品、生产成本如何、供应安全如何以及应对危机的能力如何。

全球前50大药品生产国——而制药行业至今仍未意识到这一点

没有原材料,就没有药物制剂。没有土地、气候、地质条件或人类劳动,就没有原材料。仔细阅读全球前50大制药企业名单,你会发现一幅跨越各大洲的相互依存关系图,它将农田与生物实验室连接起来,将钴矿与诊断设备联系起来,将甘蔗种植园与抗生素瓶装产品联系起来。这张图真实存在,但很少有人认真对待它。


挑战制药行业,使其跳出眼前的监管和商业边界,并非出于理性思考,而是迫在眉睫的现实。掌握这一理念的专业人士,相比那些仅依赖本地市场数据运作的同行,拥有真正的竞争优势。关键不在于对地域的好奇心,而在于能否预见风险、把握机遇,并在一个日益变幻莫测的世界中构建真正具有韧性的供应链。


巴西大豆以1.69亿吨的产量位居榜首,占据全球40%的市场份额。它不仅仅是一种谷物,更是药用卵磷脂、植物甾醇(激素的前体)、注射剂的油载体以及医院营养配方所需的分离蛋白的来源。巴西在塞拉多地区种植大豆,同时向法兰克福、上海和圣保罗的实验室供应这些原料,而这些原料出现在产品说明书中却只字未提其农业来源。 

来源:https://soygrowers.com/news-releases/how-does-us-soybean-production-compare-to-brazil/


随后,中国在世界50强中出现了十次,分别在钢铁、煤炭、铝、大米、小麦、黄金、稀土、石墨、猪肉和水泥等领域占据主导地位。这种在如此多个不同领域同时占据主导地位的情况,在现代经济史上是前所未有的。对于制药行业而言,这意味着从分子合成到最终包装,药品生产过程的几乎所有环节都无法完全摆脱中国产业链的影响。 

来源:https://www.visualcapitalist.com/the-worlds-mineral-production-by-country/


继中国之后,美国成为石油、玉米和大豆的主要供应国,这三种大宗商品直接用于生产制药所需的聚合物、赋形剂和磷脂链。澳大利亚则供应铁矿石、锂和羊毛,其中锂对于便携式医疗设备和病人监护设备电池的未来至关重要。沙特阿拉伯俄罗斯也成为能源领域的焦点,石油和天然气的供应影响着所有工业化学合成的成本。 

来源:https://investingnews.com/daily/resource-investing/energy-investing/oil-and-gas-investing/top-oil-producing-countries/


将分析划分为若干主题板块,关键矿产构成了医疗卫生领域最为紧迫的战略要素。刚果钴占全球总产量的76%,占全球已探明储量的53%,是电池的重要组成部分,而电池为从心脏起搏器到呼吸机和影像设备等各种医疗设备提供动力。印尼镍占全球市场份额的52%,用于制造外科器械和骨科植入物所需的金属合金。澳大利亚锂占全球产量的46%,是日益增长的无线医疗设备电池的核心元素。 

来源:https://www.mining-technology.com/analyst-comment/global-cobalt-supply-2024/


将这些要点与制药领域进行精准的技术联系:南非铂金占世界总产量的70%,占全球已知储量的91%,被用作高度复杂的有机合成反应的催化剂,以及生物传感器电极的组成部分。中国稀土占全球总产量的69%,用于磁共振成像设备、图像引导放射治疗系统和分子诊断传感器。哈萨克斯坦铀占世界总产量的43%,是生产用于诊断和治疗核医学的放射性同位素的反应堆的燃料。 

来源:https://ourworldindata.org/countries-critical-minerals-needed-energy-transition


认真阅读全球前50名榜单,你会发现一些令人不安的数字,足以让任何稍有组织性的实验室的供应链部门感到不安。马达加斯加控制着全球80%的香草产量,危地马拉拥有全球70%的小豆蔻产量,伊朗则生产了全球90%的藏红花。单独来看,这些数字或许只是些奇特的现象。但综合起来,它们揭示了一个贯穿整个榜单的模式:对单一供应国的过度依赖,使得某些产品虽然看似无关紧要,却在医药调味剂、具有临床疗效的生物活性化合物以及注册植物疗法制剂的成分等领域有着直接的应用。 

来源:https://www.fao.org/statistics/highlights-archive/highlights-detail/agricultural-production-statistics-2010-2024/en


确保供应商多元化并非监管上的杞人忧天,而是近年来该行业在供应链中断中汲取的惨痛教训。TOP 50榜单清晰地表明,真正的多元化在结构上难以实现,因为全球生产本质上是集中化的。钴矿没有第二个刚果,铂金矿没有第二个南非,优质香草矿没有第二个马达加斯加。真正可行的多元化体现在运输路线、加工商和战略储备上,而非原材料产地。


和所有在制药行业管理原材料合同的专业人士一样,贝尔纳多每天都面临着安全库存成本与供应中断风险之间的权衡。TOP 50 提供了技术和经济论证,证明增加来自生产集中度高、地缘政治不稳定国家的关键原材料库存是合理的。这一论证需要以具体数据而非直觉来支撑,并提交给财务规划会议。


前50大经济体的农业供应链因其产生的辅料数量巨大而值得特别关注。美国玉米淀粉、中国大米淀粉、巴西木薯淀粉、印度棉花纤维素、非洲阿拉伯胶、巴西甘蔗山梨糖醇、中国猪明胶、印尼棕榈油等,所有这些原料每天都出现在世界主要监管机构批准的药品制剂中。患者光顾的药房,在某种程度上,正是全球这一领域的缩影。 

来源:https://scihub101.com/sustainability/countries-that-produce-the-most-food


巨额资金在这些供应链中流动,而医疗专业人员却对此浑然不觉。加拿大枫糖浆占据全球73%的市场份额,看似是一种小众美食产品。但加拿大同时也是世界第四大石油生产国,其阿尔伯塔油砂储量占全球总储量的9.8%。此外,加拿大还在其研究实验室中生产源自木材和森林生物质的化合物,这些化合物可应用于控释药物系统。一个国家的生产力多样性很少能用单一商品来概括。 

来源:https://investingnews.com/daily/resource-investing/energy-investing/oil-and-gas-investing/top-oil-producing-countries/


按地理区域划分的分析揭示了更多有趣的格局。拉丁美洲在大豆、咖啡、糖、铜、锂、藜麦、鳄梨、香蕉和藏红花等领域占据领先地位,委内瑞拉还拥有丰富的石油储量。亚洲在稻米、小麦、煤炭、铝、钢铁、石墨、稀土元素、镍、棕榈油、天然橡胶、茶叶、椰子和猪肉方面占据主导地位。非洲控制着钴、铂金、可可和香草。西欧在橄榄油领域领先。中东则主导着传统石油。这种分布并非历史偶然,而是地质、气候以及数十年来农业和产业政策累积的结果。


在巴西运营的制药实验室制定市场准入策略时,需要将地缘政治视角纳入考量。巴西患者最终获得的药品价格,部分取决于利雅得、北京、圣地亚哥和雅加达等地的决策。忽视这一因果链,就如同对市场存在片面的理解。了解这些关联性的公司,在制定定价、采购和产品开发策略时,能够比那些仅依赖国内市场数据的公司更加精准。


在排名前50位的产品中,识别出地缘政治集中风险最高的产品,是每个医药供应链委员会至少每年应该进行一次的工作。例如,钴76%的产量集中在一个国家,香草80%的产量集中在一个岛屿,藏红花90%的产量集中在一个国家,铂金70%的产量集中在一个地区。这些数字并非一成不变。干旱、战争、出口政策、矿工罢工以及对某种无替代品的原材料拥有垄断权的单一政府的决策,都会导致这些数字的变化。 

来源:https://natural-resources.canada.ca/minerals-mining/mining-data-statistics-analysis/minerals-metals-facts/cobalt-facts


与任何复杂系统一样,全球药品供应链的脆弱性并非显而易见。它不在于那些大型产品、大国或大公司,而在于那些隐形的环节,那些直到耗尽才有人关注的微小投入,那些直到停止出口才有人涉足的国家。马达加斯加的香草,哈萨克斯坦的铀,南非的铂金,危地马拉的豆蔻。这些环节一旦断裂,便无法立即替代,其影响会在供应链中悄然蔓延,最终导致药店货架上的药品短缺。


如果医药专业人士将“全球50强”榜单仅仅视为一份地理奇观清单,那就错失了将其用作战略情报工具的机会。这份榜单的真正价值在于它描绘了一幅全球生产力地图,揭示了支撑医药生产的相互依存关系,并为构建更具韧性的供应链提供了路线图。巧妙运用这张地图是供应链、研发或战略采购专业人士能够掌握的最宝贵技能之一。问题不在于世界是否过于集中——答案是肯定的。问题在于,在下一次危机迫使企业做出应对之前,每个组织将如何利用这些信息。


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Die 50 größten Produktionsländer – und die Pharmaindustrie hat es immer noch nicht begriffen.

Die 50 größten Produktionsländer – und die Pharmaindustrie hat es immer noch nicht begriffen.
#BrazilSFE #Rohstoffe   #Lieferkette #Pharmazeutika #Rohstoffe #KritischeMineralien #Agrarwirtschaft #Hilfsstoffe #Geopolitik #Bioökonomie #Wirkstoffe


Reihe: Berater, Propagandisten und Repräsentanten


Die globale Produktion ist nicht zufällig über den Planeten verteilt. Sie folgt einer Konzentrationslogik, die kaum ein Sektor so schlecht versteht wie die Pharmaindustrie. Fünfzig Länder produzieren den überwiegenden Teil aller Rohstoffe, die weltweit gewonnen, angebaut, raffiniert und verarbeitet werden. Diese Konzentration ist nicht nur eine wirtschaftliche Tatsache. Sie ist eine Machtstruktur, die bestimmt, wer Medikamente herstellt, zu welchem ​​Preis, mit welcher Versorgungssicherheit und mit welcher Krisenreaktionsfähigkeit.

Die 50 größten Produktionsländer – und die Pharmaindustrie hat es immer noch nicht begriffen.

Kein Arzneimittel kommt ohne Rohstoffe aus. Kein Rohstoff existiert ohne Bodenbeschaffenheit, Klima, geologische Gegebenheiten oder menschliche Arbeitskraft, die auf eine natürliche Ressource angewendet wird. Die Top 50 der weltweit größten Produzenten offenbaren bei genauer Betrachtung eine Karte der Abhängigkeiten, die Kontinente überspannt, landwirtschaftliche Flächen mit biologischen Laboren, Kobaltminen mit Diagnosegeräten und Zuckerrohrplantagen mit Antibiotika-Abfüllanlagen verbindet. Diese Karte existiert. Nur wenige nehmen sie mit der gebotenen Ernsthaftigkeit wahr.


Die Pharmabranche aufzufordern, über ihre unmittelbaren regulatorischen und kommerziellen Grenzen hinauszublicken, ist keine bloße intellektuelle Bequemlichkeit, sondern eine operative Notwendigkeit. Fachleute, die dies verstehen, haben einen echten Wettbewerbsvorteil gegenüber jenen, die sich ausschließlich auf lokale Marktdaten stützen. Es geht nicht um geografische Neugier, sondern um die Fähigkeit, Risiken vorherzusehen, Chancen zu erkennen und in einer zunehmend unberechenbaren Welt wirklich widerstandsfähige Lieferketten aufzubauen.


Brasilianische Sojabohnen führen die Liste mit 169 Millionen Tonnen und 40 % Marktanteil an. Sie sind nicht nur ein Getreide, sondern auch Rohstoffe für pharmazeutisches Lecithin, Phytosterin (Vorstufe von Hormonen), Ölträger für Injektionspräparate und isoliertes Protein für die Ernährung in Krankenhäusern. Brasilien , wo Sojabohnen in der Cerrado-Region angebaut werden, beliefert gleichzeitig Labore in Frankfurt, Shanghai und São Paulo mit Inhaltsstoffen, deren landwirtschaftliche Herkunft in den Produktinformationen nicht erwähnt wird. 

Quelle: https://soygrowers.com/news-releases/how-does-us-soybean-production-compare-to-brazil/


In der Folge erscheint China nicht nur einmal, nicht nur zweimal, sondern gleich zehnmal unter den Top 50 und dominiert die Bereiche Stahl, Kohle, Aluminium, Reis, Weizen, Gold, Seltene Erden, Graphit, Schweinefleisch und Zement. Diese mehrfache und gleichzeitige Präsenz in so unterschiedlichen Segmenten ist in der modernen Wirtschaftsgeschichte beispiellos. Für die Pharmaindustrie bedeutet dies, dass praktisch kein Schritt im Produktionsprozess eines Medikaments, von der Molekülsynthese bis zur Endverpackung, vollständig vom Einfluss der chinesischen Produktionskette unberührt bleibt. 

Quelle: https://www.visualcapitalist.com/the-worlds-mineral-production-by-country/


Nach China avancieren die USA zu einem wichtigen Lieferanten von Öl, Mais und Sojabohnen – drei Rohstoffe, die direkt für die Herstellung von Polymeren, Hilfsstoffen und Phospholipiden in der pharmazeutischen Industrie benötigt werden. Australien kontert mit Eisenerz, Lithium und Schafwolle, wobei Lithium für die Zukunft tragbarer medizinischer Geräte und Batterien für Patientenüberwachungssysteme von entscheidender Bedeutung ist. Saudi-Arabien und Russland teilen sich die Hauptrolle im Energiesektor, wobei Öl und Erdgas die Kosten der gesamten industriellen chemischen Synthese maßgeblich bestimmen. 

Quelle: https://investingnews.com/daily/resource-investing/energy-investing/oil-and-gas-investing/top-oil-producing-countries/


Die Analyse gliedert sich in thematische Blöcke, wobei kritische Mineralien die Gruppe mit der größten strategischen Dringlichkeit für den Gesundheitssektor bilden. Kongo -Kobalt, mit 76 % des weltweiten Gesamtvorkommens und 53 % der bekannten globalen Reserven, ist ein essenzieller Bestandteil von Batterien, die von Herzschrittmachern über Beatmungsgeräte bis hin zu bildgebenden Verfahren alles mit Strom versorgen. Indonesisches Nickel, mit einem Anteil von 52 % am Weltmarkt, wird in Metalllegierungen für chirurgische Instrumente und orthopädische Implantate verwendet. Australisches Lithium, mit 46 % der Weltproduktion, ist der zentrale Bestandteil von Batterien für die wachsende Anzahl drahtloser medizinischer Geräte. 

Quelle: https://www.mining-technology.com/analyst-comment/global-cobalt-supply-2024/


Diese Punkte lassen sich präzise mit dem pharmazeutischen Bereich verknüpfen: Südafrikanisches Platin, das 70 % der Weltproduktion und 91 % der bekannten Reserven der Erde ausmacht, wird als Katalysator in hochkomplexen organischen Synthesereaktionen und als Bestandteil von Elektroden für biologische Sensoren eingesetzt. Chinesische Seltene Erden, die 69 % der weltweiten Gesamtmenge repräsentieren, finden Verwendung in Magnetresonanztomographen, bildgesteuerten Strahlentherapiesystemen und molekulardiagnostischen Sensoren. Uran aus Kasachstan , das 43 % der Weltproduktion ausmacht, dient als Brennstoff für Reaktoren, die Radioisotope für die diagnostische und therapeutische Nuklearmedizin erzeugen. 

Quelle: https://ourworldindata.org/countries-critical-minerals-needed-energy-transition


Ein unvoreingenommener Blick auf die Top 50 offenbart Konzentrationen, die in den Lieferkettenabteilungen jedes noch so gut organisierten Labors Besorgnis auslösen dürften. Madagaskar kontrolliert 80 % der weltweiten Vanilleproduktion. Guatemala hält 70 % des globalen Kardamoms. Der Iran produziert 90 % des weltweiten Safrans. Einzeln betrachtet mögen diese Zahlen kurios erscheinen. Zusammengenommen verdeutlichen sie jedoch ein Muster, das sich durch die gesamte Liste zieht: extreme Abhängigkeit von einem einzigen Lieferland für Produkte, die zwar auf den ersten Blick unbedeutend wirken mögen, aber direkte Anwendung in pharmazeutischen Aromastoffen, in bioaktiven Verbindungen mit nachgewiesener klinischer Wirksamkeit und in Inhaltsstoffen registrierter Phytotherapeutika finden. 

Quelle: https://www.fao.org/statistics/highlights-archive/highlights-detail/agricultural-production-statistics-2010-2024/en


Die Sicherstellung der Lieferantenvielfalt ist keine übertriebene Regulierungsmaßnahme. Sie ist eine schmerzhafte Lektion, die der Sektor in den letzten Jahren aufgrund der Lieferkettenunterbrechungen gelernt hat. Die Top 50 zeigen deutlich, dass echte Diversifizierung strukturell schwierig ist, da die globale Produktion naturgemäß konzentriert ist. Es gibt keinen zweiten Kongo für Kobalt, kein zweites Südafrika für Platin und kein zweites Madagaskar für hochwertige Vanille. Die mögliche Diversifizierung liegt in den Transportwegen, den Verarbeitungsbetrieben und den strategischen Lagerbeständen, nicht unbedingt in den primären Herkunftsländern.


Bernardo, wie jeder Experte im Rohstofflieferantengeschäft der Pharmaindustrie, steht täglich vor dem Dilemma zwischen den Kosten für Sicherheitsbestände und dem Risiko von Lieferengpässen. Die TOP 50 liefern die technischen und wirtschaftlichen Argumente, um größere Lagerbestände kritischer Rohstoffe aus Ländern mit hoher Produktionskonzentration und geopolitischer Instabilität zu rechtfertigen. Diese Argumentation muss in Finanzplanungsbesprechungen mit konkreten Daten und nicht mit Intuition untermauert werden.


Die Agrarlieferkette der TOP 50 verdient aufgrund der enormen Menge an Hilfsstoffen, die sie produziert, besondere Aufmerksamkeit. Amerikanische Maisstärke, chinesische Reisstärke, brasilianische Maniokstärke, aus indischer Baumwolle gewonnene Cellulose, afrikanisches Gummi arabicum, Sorbit aus brasilianischem Zuckerrohr, Gelatine von chinesischen Schweinen, Pflanzenöle aus indonesischem Palmöl. All diese Rohstoffe finden sich täglich in pharmazeutischen Zubereitungen wieder, die von den wichtigsten Zulassungsbehörden weltweit zugelassen werden. Die Apotheke, die der Patient aufsucht, ist somit zum Teil ein Spiegelbild dieses globalen Marktes. 

Quelle: https://scihub101.com/sustainability/countries-that-produce-the-most-food


Unzählige Geldströme zirkulieren durch diese Lieferketten, ohne dass Angehörige der Gesundheitsberufe den Zusammenhang erkennen. Kanadischer Ahornsirup, der 73 % des Weltmarkts ausmacht, mag wie ein Nischenprodukt der Gastronomie erscheinen. Doch Kanada ist auch der viertgrößte Ölproduzent der Welt; die Reserven in den Ölsanden von Alberta machen 9,8 % der globalen Gesamtmenge aus. Dasselbe Kanada produziert in seinen Forschungslaboren Verbindungen aus Holz und Waldbiomasse, die in Systemen zur kontrollierten Wirkstofffreisetzung Anwendung finden. Die produktive Vielfalt eines Landes lässt sich selten durch eine einzige Produktlinie erfassen. 

Quelle: https://investingnews.com/daily/resource-investing/energy-investing/oil-and-gas-investing/top-oil-producing-countries/


Eine Analyse nach geografischen Regionen offenbart noch interessantere Muster. Lateinamerika ist führend bei Sojabohnen, Kaffee, Zucker, Kupfer, Lithium, Quinoa, Avocados, Bananen und Safran und verfügt zudem über bedeutende Ölreserven in Venezuela. Asien dominiert bei Reis, Weizen, Kohle, Aluminium, Stahl, Graphit, Seltenen Erden, Nickel, Palmöl, Naturkautschuk, Tee, Kokosnüssen und Schweinefleisch. Afrika kontrolliert Kobalt, Platin, Kakao und Vanille. Westeuropa ist führend bei Olivenöl. Der Nahe Osten beherrscht konventionelles Öl. Diese Verteilung ist kein historischer Zufall. Sie ist das Ergebnis geologischer und klimatischer Gegebenheiten sowie jahrzehntelanger Agrar- und Industriepolitik.


Pharmaunternehmen, die in Brasilien tätig sind, müssen ihre Marktzugangsstrategien um diese geopolitische Perspektive als zusätzliche Analyseebene erweitern. Der Preis von Medikamenten, die brasilianische Patienten erreichen, wird unter anderem durch Entscheidungen in Riad, Peking , Santiago und Jakarta bestimmt. Wer diese Wirkungskette ignoriert, betrachtet den Markt nur unvollständig. Unternehmen, die diese Zusammenhänge verstehen, können Preis-, Beschaffungs- und Produktentwicklungsstrategien deutlich präziser gestalten als solche, die sich ausschließlich auf Daten des heimischen Marktes stützen.


Die Identifizierung der Produkte mit dem höchsten Risiko geopolitischer Konzentration unter den TOP 50 ist eine Aufgabe, die jedes Komitee für pharmazeutische Lieferketten mindestens einmal jährlich durchführen sollte. Kobalt konzentriert sich zu 76 % in einem einzigen Land, Vanille zu 80 % auf einer einzigen Insel, Safran zu 90 % in einem einzigen Land und Platin zu 70 % in einem einzigen Gebiet. Diese Zahlen sind nicht statisch. Sie verändern sich aufgrund von Dürren, Kriegen, Exportpolitiken, Streiks von Bergleuten und Entscheidungen einzelner Regierungen, die eine Monopolstellung bei einem Rohstoff ohne unmittelbaren Ersatz innehaben. 

Quelle: https://natural-resources.canada.ca/minerals-mining/mining-data-statistics-analysis/minerals-metals-facts/cobalt-facts


Wie bei jedem komplexen System liegt die Schwachstelle der globalen pharmazeutischen Lieferkette nicht dort, wo man sie sofort vermutet. Sie liegt nicht bei den großen Produkten, den großen Ländern oder den großen Konzernen. Sie liegt in den unsichtbaren Gliedern, den kleinsten Vorprodukten, die niemand überwacht, bis sie ausgehen, in den Ländern, die niemand besucht, bis sie ihre Exporte einstellen. Madagaskar mit Vanille. Kasachstan mit Uran. Südafrika mit Platin. Guatemala mit Kardamom. Diese Glieder lassen sich, wenn sie brechen, nicht sofort ersetzen, und ihre Auswirkungen breiten sich unbemerkt durch die Kette aus, bis sie sich schließlich in Produktknappheit in den Apothekenregalen bemerkbar machen.


Pharmazeutische Fachkräfte, die die TOP 50 lediglich als Liste geografischer Kuriositäten betrachten, verpassen die Chance, sie als strategisches Analyseinstrument zu nutzen. Die Liste bietet in Wahrheit eine Landkarte der globalen Produktionskraft, eine detaillierte Analyse der Abhängigkeiten in der pharmazeutischen Fertigung und einen Fahrplan für den Aufbau widerstandsfähigerer Lieferketten. Der intelligente Umgang mit dieser Landkarte ist eine der wertvollsten Kompetenzen, die Fachkräfte in den Bereichen Lieferkette, Forschung & Entwicklung oder strategischer Einkauf erwerben können. Die Frage ist nicht, ob die Welt zu konzentriert ist – das ist sie. Die Frage ist vielmehr, wie die einzelnen Unternehmen diese Informationen nutzen werden, bevor die nächste Krise ein Eingreifen erzwingt.