Acreditam mesmo que a
Inteligência Artificial vai salvar a lavoura e explodir a produtividade corporativa da noite para o dia.
Nada mais patético do que o delírio de que a automação tecnológica garante prosperidade automática para o mercado.
Definitivamente, os ganhos de eficiência prometidos pelos falsos profetas continuam sendo uma miragem inatingível.
Rir é a única reação possível quando vemos projeções absurdas de crescimento econômico que nunca se materializam na prática.
É cômico ver executivos substituindo pessoas de forma atabalhoada, sonhando com margens de lucro mágicas.
Limitar a
Inteligência Artificial a um mero cortador de custos rotineiros é a prova da falta de visão estratégica atual.
Uma verdadeira piada é achar que demissões em massa trarão inovação em vez de apenas sobrecarga.
Iludidas, as corporações adotam algoritmos sem infraestrutura digital adequada, colhendo frustrações milionárias.
Zombam da nossa inteligência ao vender a ideia de que cada emprego destruído será imediatamente substituído por outro melhor.
Basta olhar para a realidade: a adoção da
IA tem sido medíocre, marginal e totalmente focada em otimização mesquinha.
Esquecem convenientemente que o impacto real da tecnologia depende das escolhas de quem a implementa, e não da máquina.
Reducionismo puro é o que define o uso atual da inteligência artificial generativa nas empresas.
Ninguém parece notar que os trabalhadores já estão usando a ferramenta escondidos para não serem penalizados.
Assim, a tão sonhada produtividade esbarra na incompetência gerencial de não saber integrar humano e máquina.
Resta evidente que adotar a tecnologia apenas para automatizar o que já existe não cria valor real nenhum.
Desperdiçar o potencial de aliar a capacidade humana aos algoritmos é o maior erro corporativo da década.
Seguimos, portanto, estagnados: com muita tecnologia brilhante, mas sem o menor sinal da tal revolução na produtividade.