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TOP 6 Estratégias de Pós-venda para Aumentar a Fidelização na Indústria Farmacêutica

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Você já parou para pensar que o momento mais importante de um relacionamento comercial não é o fechamento do contrato, mas sim o que acontece logo depois? Na indústria farmacêutica, onde a confiança e os resultados são tudo, a jornada do cliente apenas começa quando a venda é concretizada. Como então transformar um cliente em um verdadeiro parceiro leal?

Em um setor tão guiado por valor e outcomes, a pós-venda deixa de ser um departamento de suporte e se torna o coração estratégico da fidelização. Não basta apenas fornecer um produto excelente; é preciso garantir que ele seja utilizado da melhor forma possível, não concorda? Richard Saynor, CEO da Sandoz, destacou perfeitamente essa mentalidade: "Nossa meta não é ser o maior fornecedor de genéricos e biossimilares, mas o mais confiável. A confiança é construída no dia seguinte à venda, com suporte consistente e valor contínuo." (Fonte: Entrevista ao Financial Times, maio de 2023).

Imagine um cliente hospitalar que recebe um novo medicamento biológico. A entrega foi perfeita, mas e agora? Um programa de pós-venda robusto entra em cena com treinamentos especializados para a equipe de enfermagem, assegurando a administração correta e manuseio seguro. Um Diretor de Enfermagem de um grande hospital universitário nos EUA relatou que a iniciativa de treinamento pós-venda de uma farmacêutica de genéricos complexos reduziu erros de medicação em sua unidade em 15%, criando um laço de confiança inabalável com a marca.

E que tal ir além do produto físico? O verdadeiro pós-venda na farmacêutica moderno é sobre oferecer serviços embrulhados em valor. Um Gerente de Contas Estratégicas na Roche implementou um programa de acompanhamento de resultados com relatórios personalizados para seus clientes hospitalares, mostrando dados agregados de eficácia que ajudavam os médicos em suas pesquisas clínicas. Isso não é suporte; é uma parceria científica.

A comunicação proativa é a chama que mantém o relacionamento aquecido. Em vez de esperar um chamado de ajuda, que tal ser você a ligar para checar se está tudo bem? Um simples gesto de "estamos aqui" pode ser o diferencial que impede que um cliente frustrado com um pequeno entrave migre para um concorrente. Essa abordagem humaniza a marca e mostra um genuíno interesse no sucesso do cliente.

A criação de comunidades de prática é uma estratégia magistral. Já pensou em conectar seus clientes entre si? Um Head de Marketing de uma empresa europeia de medicamentos orphan drugs criou um fórum online exclusivo para gestores de saúde discutirem melhores práticas no tratamento de doenças raras usando seu produto. Essa plataforma, facilitada pela farmacêutica, mas liderada pelos clientes, gerou insights valiosos e fortaleceu tremendamente a lealdade à marca.

O feedback não é uma crítica; é um presente gratuito de R&D. Implementar ciclos estruturados para coletar e, o mais importante, agir com base no feedback dos clientes é crucial. Mostrar que você ouviu e implementou uma sugestão é o maior gesto de respeito. Um Diretor de Unidade de Negócios na Pfizer compartilhou que uma mudança na embalagem de um medicamento injetável, sugerida por um farmacêutico hospitalar, levou a uma redução de 30% no desperdício e solidificou a parceria por anos.

A pós-venda também é sobre antecipar necessidades. Com a análise de dados de uso, você pode prever quando um hospital precisará de um novo lote ou quando um paciente pode estar perto de precisar de uma nova dosagem. Essa antecipação não só simplifica a vida do cliente como demonstra um nível de cuidado que é impossível de ignorar. Emma Walmsley, CEO da GSK, enfatizou a importância dessa visão: "A digitalização permite-nos passar de um modelo transacional para um relacional, antecipando necessidades e oferecendo suporte hiperpersonalizado ao longo de toda a jornada terapêutica." (Fonte: Discurso na Web Summit, novembro de 2023).

Programas de fidelidade e reconhecimento para profissionais de saúde também funcionam, mas será que estamos pensando da forma certa? Em vez de brindes, que tal oferecer acesso a cursos de educação médica continuada de alto nível, assinaturas de journals científicos ou oportunidades para participar de advisory boards? Um Diretor de Vendas de uma empresa de dispositivos médicos na Johnson & Johnson estruturou um programa que concedia créditos para educação continuada baseado no volume de compras, que foi recebido com enorme entusiasmo pela comunidade médica.

A agilidade na resolução de problemas é onde a teoria encontra a prática. Quando algo dá errado – e algo sempre pode dar errado – a velocidade e a eficácia com que sua equipe resolve o problema definirá a percepção da sua marca para sempre. Ter um canal direto e dedicado para clientes estratégicos não é um custo; é um investimento direto em retenção.

Nunca subestime o poder do check-in pessoal. Em um mundo digital, uma visita presencial de um representante ou um telefonema de um gestor sênior apenas para saber "como as coisas estão" possui um impacto emocional profundo. Revive a conexão humana e lembra ao cliente que ele é mais do que um número em uma planilha.

A customização do suporte é essencial. Um pequeno laboratório não tem as mesmas necessidades que um grande hospital universitário. Segmentar suas estratégias de pós-venda e oferecer planos sob medida mostra que você entende as particularidades de cada negócio. Um Gerente de Relacionamento com o Cliente na AstraZeneca desenvolveu três tiers diferentes de programas de suporte pós-venda, cada um com seu próprio conjunto de benefícios e nível de acesso a especialistas, aumentando drasticamente a satisfação em todos os segmentos.

E a sustentabilidade? Essa é uma preocupação crescente. Um programa de logística reversa para embalagens ou descarte consciente de medicamentos, oferecido como parte do pacote pós-venda, alinha sua marca aos valores de ESG dos seus clientes, aprofundando a relação em uma nova dimensão.

A inovação contínua no suporte é o que mantém a parceria fresca. O que você ofereceu de valor no pós-venda no ano passado pode ser commodity hoje. Estar sempre um passo à frente, criando novos serviços e formas de engagement, é fundamental. David Ricks, CEO da Eli Lilly, comentou sobre essa evolução: "O ciclo de vida de um produto não termina no lançamento. Nossa capacidade de inovar nos serviços de suporte ao paciente e ao médico é tão importante quanto inovar em P&D." (Fonte: Relatório Anual de Inovação da Eli Lilly, 2022).

No final, a fidelização na indústria farmacêutica é construída com tijolos de valor contínuo, assentados com a argamassa da confiança. Cada interação pós-venda é uma oportunidade de reforçar por que você foi escolhido e por que deve continuar sendo a escolha no futuro. Não se pergunta mais "o que estamos vendendo?", mas sim "que problema estamos ajudando a resolver hoje?".



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Os perigos escondidos de ignorar os marketplaces na estratégia farmacêutica — Lado Sombrio/Riscos. Fragmentação, preço, procedência, concorrência

Os perigos escondidos de ignorar os marketplaces na estratégia farmacêutica — Lado Sombrio/Riscos. Fragmentação, preço, procedência, concorrência
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Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


Ao decidir não atuar em marketplaces, muitas operações farmacêuticas acreditam estar evitando riscos. Na prática, ocorre o oposto: a ausência não protege ninguém, apenas transfere o controle da narrativa, do preço e do cliente para terceiros. Ignorar esses ambientes é uma escolha que cobra um preço silencioso e crescente.


Os perigos escondidos de ignorar os marketplaces na estratégia farmacêutica — Lado Sombrio/Riscos. Fragmentação, preço, procedência, concorrência


Nenhum desses perigos aparece de imediato. Eles se acumulam de forma quase imperceptível, e quando se tornam visíveis no faturamento ou na percepção de marca, recuperar o terreno perdido já custa muito mais caro do que teria custado prevenir.


Deixar de estar presente onde o consumidor pesquisa é o primeiro perigo. Plataformas como Amazon e Mercado Livre se tornaram ambientes de descoberta, comparação e decisão, e quem não aparece nesse momento simplesmente não entra na disputa, perdendo a venda antes mesmo que ela comece.


Renunciar a esse espaço é especialmente arriscado em categorias de alto crescimento. Os agonistas de GLP-1 já respondem por 8% a 9% da receita das grandes redes e podem chegar a 20% até 2030, e parte dessa demanda começa justamente com uma busca de preço em marketplace.


É um erro imaginar que a ausência preserva a margem. Mesmo fora dessas plataformas, o produto continua sendo vendido por concorrentes e revendedores, que passam a ditar o preço de referência percebido pelo consumidor, sem que a marca tenha qualquer influência sobre ele.


Longe dos holofotes, a perda de controle sobre o preço é um dos danos mais profundos. Em categorias de alta demanda como as canetas emagrecedoras, com parte expressiva das vendas já migrando para o online, a ausência de uma estratégia ativa de precificação deixa a marca refém da guerra de preço alheia.


Um segundo perigo é a vulnerabilidade à procedência e à reputação. Quando a marca não ocupa o espaço, ele é preenchido por anúncios de origem duvidosa, armazenamento inadequado de medicamentos sensíveis e ofertas que comprometem a confiança, e o desgaste recai sobre o fabricante, não sobre o vendedor.


Intensifica esse risco a natureza dos produtos farmacêuticos. Itens que exigem cadeia de frio, validade controlada e orientação de uso não toleram manuseio amador, e um único caso de produto deteriorado vendido em marketplace pode contaminar a percepção de toda uma linha.


Zonas de concorrência desleal se formam justamente nesse vácuo. A facilidade de entrada nos marketplaces reduz barreiras para novos competidores e para revendedores informais, e a marca ausente perde a chance de se diferenciar por serviço, garantia e autenticidade no exato lugar onde o cliente decide.


Brechas regulatórias agravam o cenário. Com a expectativa de regras mais claras para a venda online de medicamentos apenas para os próximos anos, e com a retenção de receita já exigida para algumas substâncias desde junho de 2025, operar de forma improvisada ou ausente expõe a operação a riscos jurídicos e de conformidade.


Existe ainda o perigo da invisibilidade nos dados. Com a fragmentação dos canais digitais, parte das transações ocorre fora dos modelos tradicionais de mensuração, e quem ignora os marketplaces perde a leitura de um pedaço inteiro do próprio mercado, decidindo no escuro.


Raciocinar com dados incompletos leva a erros estratégicos em cascata. Sem enxergar o que acontece nessas plataformas, a empresa subestima a concorrência, interpreta mal a própria participação de mercado e planeja sortimento e preço com base em uma fotografia parcial da realidade.


Não participar também significa abrir mão de aprendizado. Os marketplaces geram dados ricos sobre busca, comparação e comportamento de compra, e quem está fora não apenas perde vendas, mas perde a inteligência que poderia orientar decisões em todos os outros canais.


Ainda há o custo de oportunidade da recorrência. O consumidor que encontra a reposição de um tratamento contínuo no marketplace de um concorrente tende a permanecer ali, e cada cliente perdido nesse primeiro contato representa não uma venda, mas uma série inteira de recompras mensais.


Reverter essa perda depois é caro e lento. Reconquistar um cliente que já criou hábito de compra em outra plataforma exige investimento muito superior ao que teria sido necessário para captá-lo no momento certo, dentro de uma estratégia de marketplace bem desenhada.


Diante de tudo isso, fica claro que o risco real não está em entrar nos marketplaces, e sim em deixá-los sem governança. O perigo não é a presença mal feita apenas, é a ausência que entrega o terreno, o preço e o cliente a quem chegar primeiro.


Evitar esses perigos não significa estar em toda plataforma a qualquer custo. Significa decidir de forma consciente quais categorias entram, com qual política de preço, qual proteção ao canal próprio e qual monitoramento de procedência, transformando um risco passivo em uma posição ativa e controlada.


Subestimar os marketplaces, em um mercado que pode alcançar R$ 50 bilhões e 15 milhões de usuários apenas na categoria de GLP-1 até 2030, é abrir mão de influência sobre o ponto exato em que o consumidor compara, decide e escolhe com quem vai se relacionar pelos próximos anos.  



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Trade Marketing | A Farmácia Não Compete Mais Só com Outra Farmácia, e Esse é o Verdadeiro Choque do Setor

Trade Marketing | A Farmácia Não Compete Mais Só com Outra Farmácia, e Esse é o Verdadeiro Choque do Setor
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DOE UM CAFÉ


EXPERIMENTE! Abaixo estão fotos e suas respectivas análises com o uso de IA. Você também poderá obter acesso a este prompt para usar em suas Gôndolas, solicite-nos por e-mail no final deste artigo.

A farmácia não compete mais apenas com outra farmácia da esquina. Essa é uma das mudanças mais subestimadas do setor, e quem ainda mede o concorrente olhando só para a loja vizinha está disputando o jogo errado. Hoje a batalha pela decisão do paciente acontece num campo muito mais amplo e muito mais disputado do que qualquer gestor imaginava há poucos anos.


A nova concorrência tem rostos inesperados. A farmácia disputa atenção e decisão com as redes sociais, com os marketplaces, com os algoritmos de recomendação, com os influenciadores de saúde, com as plataformas digitais e com os comparadores de preço. Cada um desses canais morde uma fatia da jornada do paciente antes mesmo de ele pensar em entrar na loja física.


E aqui está o detalhe que muda tudo: boa parte dos pacientes toma a decisão antes de cruzar a porta da farmácia. Esse é o verdadeiro choque do setor. Quando o consumidor chega ao balcão, a escolha muitas vezes já está feita, influenciada por uma tela que ninguém na operação consegue controlar, e entender esse deslocamento é o que separa quem se adapta de quem perde mercado em silêncio.


O paciente atual chega à farmácia com um novo perfil bem definido. Ele chega mais informado, porque pesquisou antes. Chega mais influenciado, porque viu opiniões e recomendações nas redes. Chega mais acelerado, com menos paciência e menos tempo. Mas chega também mais confuso, porque o excesso de informação raramente traz clareza, e essa contradição abre uma janela enorme de oportunidade para quem souber aproveitá-la.


É justamente por isso que o valor da farmácia deixou de estar apenas em dispensar produtos. O valor migrou para algo muito mais difícil de replicar por qualquer plataforma digital. Está em gerar confiança no contato humano, em interpretar as necessidades reais de quem chega, em acompanhar o paciente da forma correta ao longo do tratamento e em oferecer critério em meio ao excesso de informação que confunde mais do que orienta.



A tecnologia vai continuar crescendo dentro do setor, sem volta. A inteligência artificial também vai seguir avançando, automatizando tarefas e personalizando recomendações em escala. Ainda assim, o verdadeiro diferencial competitivo provavelmente continuará sendo humano, porque há um tipo de cuidado e de julgamento clínico que nenhum algoritmo reproduz por completo no momento sensível de uma decisão de saúde.


A razão de fundo é poderosa e atual: quando absolutamente tudo compete por atenção, a confiança se transforma em vantagem estratégica. Num ambiente saturado de estímulos, telas e ofertas, a relação de confiança construída entre o paciente e quem o atende vira o ativo mais escasso e, por isso mesmo, o mais valioso de todo o varejo farmacêutico.


Vale acrescentar um dado que reforça essa leitura no mercado farmacêutico atual: a expansão acelerada das farmácias digitais e dos marketplaces de saúde tem redesenhado a jornada de compra, mas o atendimento presencial qualificado segue como fator decisivo de fidelização, sobretudo em tratamentos crônicos e em momentos de dúvida sobre o uso correto do medicamento. Para a indústria farmacêutica, isso significa que apoiar o canal físico na construção de confiança não é nostalgia, é estratégia de proteção de demanda.


Diante de tudo isso, a grande pergunta do setor mudou de natureza. Ela já não é mais a velha questão de como vender mais, que assombrava as reuniões comerciais. A pergunta verdadeira, a que realmente importa para o futuro do negócio, é se a farmácia está de fato se adaptando à forma como o paciente mudou, ou se continua operando com um manual escrito para um consumidor que já não existe, esperando resultados de um mundo que ficou para trás.




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