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Como as grandes redes transformaram os GLP-1 em vetor de recorrência e ticket — Estudo de Caso. RD Saúde, Pague Menos, Panvel.

Como as grandes redes transformaram os GLP-1 em vetor de recorrência e ticket — Estudo de Caso. RD Saúde, Pague Menos, Panvel.
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Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


As maiores redes de farmácia do Brasil enxergaram nos agonistas de GLP-1 muito mais do que uma categoria em alta. Elas perceberam que esses tratamentos contínuos podiam se tornar um motor de recorrência, ticket e fidelização, e construíram em torno deles uma estratégia que hoje serve de referência para todo o setor.


Como as grandes redes transformaram os GLP-1 em vetor de recorrência e ticket — Estudo de Caso. RD Saúde, Pague Menos, Panvel.


No centro dessa transformação está uma constatação simples: o usuário de GLP-1 não compra uma vez, ele volta. A categoria já responde por 8% a 9% da receita de grandes redes como RD Saúde, Pague Menos e Panvel, com projeção de chegar a 20% até 2030, e esse peso vem da repetição, não do volume pontual.


Diferente de um analgésico de compra esporádica, o tratamento exige reposição mensal por longos períodos. As redes que entenderam isso primeiro pararam de tratar a venda como evento e passaram a tratá-la como relacionamento, desenhando toda a operação para sustentar a recompra ao longo do tempo.


Resultados concretos validam a aposta. A RD Saúde declarou ter ganhado 1,7 ponto percentual de participação de mercado em 2025 e apontou os GLP-1 como vetor relevante de crescimento, com a categoria já representando um patamar de dois dígitos baixo nas vendas do varejo.


É o ticket médio que torna esse cliente tão valioso. O usuário de GLP-1 apresenta gasto de duas a três vezes superior ao da média, e capturar esse consumidor de alto valor de forma recorrente vale muito mais do que somar várias compras avulsas de baixo envolvimento.


 Série Consultores, Propagandistas e Representantes 

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Lançamentos reorganizaram a disputa e as redes souberam aproveitar. Quando o Mounjaro chegou em maio de 2025 e saltou para perto de metade das vendas da classe até agosto, as operações que mantinham sortimento ágil capturaram a nova demanda sem perder o cliente para a falta de produto.


Uma das chaves foi a gestão de abastecimento. Com as importações da categoria crescendo 77% em um único ano, garantir disponibilidade tornou-se uma vantagem competitiva direta, porque a ruptura em um tratamento contínuo não custa uma venda, custa toda a série de recompras seguinte.


Integrar canais foi o segundo pilar do sucesso. As redes que conectaram loja física, aplicativo e site permitiram ao cliente iniciar o tratamento com orientação presencial e fazer a reposição pelo digital, mantendo o consumidor dentro do próprio ecossistema em todas as etapas.


Zerar a fricção na recompra foi decisivo. Lembretes de reposição, recompra programada e checkout simplificado por aplicativo e PIX transformaram a renovação mensal em um hábito quase automático, reduzindo a chance de o cliente buscar o produto em um concorrente ou marketplace.


Buscando reter esse público, as redes ampliaram o serviço para além da venda. Acompanhamento farmacêutico, monitoramento de glicemia e orientação sobre uso e efeitos colaterais aumentaram a adesão ao tratamento, e maior adesão se traduz diretamente em mais ciclos de recompra.


Esse cuidado posicionou a farmácia como parceira do tratamento, não apenas como ponto de venda. O usuário que recebe orientação confiável tende a concentrar suas compras onde se sente acompanhado, e essa confiança é o que sustenta a fidelização em uma categoria sensível.


Recorrência gerou previsibilidade de receita, algo raro no varejo. Saber que uma base crescente de clientes voltará todo mês para repor o tratamento permite às redes planejar estoque, fluxo de caixa e metas com uma segurança que poucas categorias oferecem.


Nos resultados financeiros, o efeito aparece com clareza. As projeções apontam crescimento consolidado de vendas em mesmas lojas de cerca de 12% ao ano para a maior rede do país, com receita bruta avançando perto de 19%, sustentada em boa parte pela força dos tratamentos metabólicos.


Aproveitando os dados gerados pela recorrência, as redes refinaram a personalização. Conhecer o ciclo de compra de cada cliente permitiu antecipar a reposição, sugerir produtos complementares e ajustar ofertas, transformando informação de venda em inteligência de relacionamento.


Reforçando a estratégia, as redes posicionaram a categoria como porta de entrada para outras vendas. O cliente que volta todo mês para repor o GLP-1 é exposto a vitaminas, dermocosméticos e serviços, ampliando o valor de cada visita muito além do tratamento principal.


Diversificar o ponto de contato foi outro acerto. Ao manter presença consistente no canal físico, no e-commerce próprio e, com critério, nos marketplaces, as redes garantiram estar onde o cliente decide, sem entregar a recompra recorrente para terceiros.


Esse conjunto de movimentos mostra que o sucesso não veio do produto em si, mas do modelo construído ao redor dele. A molécula está disponível para todos; o que diferencia as grandes redes é a capacidade de transformar uma demanda recorrente em um relacionamento rentável e duradouro.


Seguir esse caminho é a lição mais clara para o restante do mercado. Em uma categoria que pode alcançar R$ 50 bilhões e 15 milhões de usuários até 2030, vencer não dependerá de quem vende mais caixas, e sim de quem construir, em torno da recorrência, a relação mais sólida e inteligente com o consumidor.  



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2024 | Top 10 Maiores Redes de Farmácia do Brasil por Número de Lojas Físicas

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O crescimento das maiores redes de farmácia do Brasil é uma ótima notícia para quem busca acesso rápido a medicamentos, conveniência e serviços de saúde mais próximos de casa.

Esse avanço não acontece por acaso: ele acompanha uma demanda cada vez mais consistente por cuidado, prevenção e bem-estar, com a farmácia assumindo um papel mais completo na jornada de saúde do consumidor.

No varejo brasileiro como um todo, 2024 foi um ano de desempenho positivo, e o segmento de “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria” apareceu como o de maior crescimento em volume, com alta de 7,4% no ano.

Esse contexto ajuda a explicar por que redes com boa execução operacional e forte presença territorial conseguem acelerar a abertura de lojas e ampliar participação nas principais regiões do país.


Quando olhamos para as 300 maiores empresas do varejo, o canal farma também ganha protagonismo, com redes figurando entre os maiores grupos nacionais em vendas e capilaridade.

Na edição 2025 do Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro Mastercard | IRTT (com dados de 2024), a RD Saúde aparece entre as maiores varejistas do país, evidenciando a força do setor no grande varejo nacional. 

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Essa relevância se traduz em escala: quanto maior a rede, mais ela consegue investir em logística, sortimento e experiência, mantendo lojas abastecidas e serviços disponíveis com regularidade.

Além disso, a proximidade física se tornou um diferencial competitivo decisivo, porque o consumidor valoriza resolver necessidades de saúde no bairro, na rota do trabalho e nas cidades do interior.

Outro ponto extremamente positivo é que a expansão vem acompanhada de uma “evolução” do papel da farmácia, que deixa de ser apenas ponto de compra e passa a integrar um ecossistema de saúde e bem-estar.


O próprio IRTT destaca a busca por conveniência e a expansão de lojas físicas como traços relevantes do varejo brasileiro recente, o que se encaixa perfeitamente na dinâmica do segmento farma.

Dentro desse cenário, um recorte muito útil para análise é o número de lojas físicas (PDVs), pois ele revela capilaridade, presença regional e capacidade de atender diferentes perfis de consumidores.

Com base no levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT) citado no texto original, estas são as 10 maiores redes de farmácia do Brasil por número de lojas físicas.

@RD Saúde  — 3.230 unidades

@Farmácias Pague Menos — 1.649 lojas

@Grupo DPSP — 1.600 lojas

@Rede de Farmácias São João  — 1.200 lojas

@Grupo Total de Drogarias — 668 lojas

@CLAMED Farmácias — 650 lojas

@Grupo Panvel — 631 lojas

@Farma Conde — 500 lojas

@Farmácias Nissei — 465 lojas

@Rede Drogal — 397 lojas



Esse “top 10” mostra uma fotografia clara do quanto o setor é forte e plural, com líderes nacionais e redes regionais muito bem estruturadas convivendo e crescendo.

Na prática, isso significa mais opções para o consumidor: mais lojas, mais horários, mais bairros atendidos e maior chance de encontrar o que precisa com agilidade.

Também significa maior competitividade, o que tende a estimular promoções, programas de fidelidade mais robustos e iniciativas de experiência que tornam a compra mais simples e inteligente.

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Um dado recente que reforça essa capilaridade é o balanço do setor associado à Abrafarma: as redes associadas encerraram 2024 com 11.244 pontos de venda, crescimento de 8,17% em relação ao ano anterior.
Nesse recorte da Abrafarma, a RD Saúde lidera em número de lojas, com Pague Menos na sequência e o Grupo DPSP logo depois, seguidos por Farmácias São João e Panvel, além da Nissei em destaque regional.
Esse tipo de expansão tem um efeito muito positivo para a saúde pública e para o bem-estar cotidiano, porque amplia a conveniência e reduz o custo de “tempo e deslocamento” para acesso a itens essenciais.
Além de medicamentos, o mix ampliado — higiene, beleza, dermocosméticos e itens de conveniência — ajuda a explicar o fluxo constante de clientes e a sustentabilidade do modelo de loja física.
Outro motor é a inovação em serviços, com as grandes redes incorporando rotinas clínicas e soluções digitais para facilitar o cuidado contínuo.
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Do ponto de vista de estratégia de varejo, a leitura do IRTT sobre a complexidade de abrir lojas no Brasil (mais de 5.500 municípios) valoriza ainda mais a conquista logística e operacional das redes farma.
Isso ocorre porque, em um país continental, ter escala envolve dominar distribuição, planejamento de estoque, negociação e execução no ponto de venda com alta consistência.
A presença fora das capitais também é um elemento-chave, já que o varejo recente mostra força do interior em várias leituras de desempenho, incentivando redes a adensar cobertura em regiões intermediárias.
Quando redes conseguem equilibrar expansão e experiência, elas ampliam a confiança do consumidor, que passa a enxergar a farmácia como um lugar seguro para comprar e também para se orientar.
No topo do mercado, a RD Saúde é um exemplo de crescimento estruturado no grande varejo, aparecendo entre as maiores do país em vendas no ranking do IRTT e mantendo ritmo intenso de expansão.
Esse protagonismo ajuda a empurrar o setor inteiro para cima, elevando padrões de serviço, uso de dados, eficiência e omnicanalidade, o que beneficia o consumidor final.
O resultado é um círculo virtuoso: mais lojas bem localizadas aumentam conveniência; mais conveniência aumenta tráfego; mais tráfego sustenta investimentos em serviços e tecnologia.
Outro indicador do vigor do segmento é que, no recorte do IRTT, “Drogarias e Perfumarias” aparece entre os setores com crescimento expressivo (2023–2024), com expansão de 15,4% no agrupamento apresentado.
Isso fortalece a visão de que as redes não estão apenas abrindo unidades, mas operando em um mercado com demanda consistente e espaço para desenvolvimento de novas categorias.
Para quem acompanha o varejo farmacêutico, vale observar que rankings por lojas e rankings por faturamento podem variar, porque estratégias regionais, formatos de loja e mix influenciam muito o desempenho.
Ainda assim, o que permanece é a mensagem positiva: o setor está mais relevante, mais capilarizado e mais integrado à vida das pessoas, conectando saúde, bem-estar e conveniência no dia a dia.
Em termos de impacto econômico, esse movimento também é muito favorável, pois redes maiores tendem a gerar empregos, investimentos em centros de distribuição e modernização de operações em diferentes estados.
Um exemplo do apetite por expansão no setor é a comunicação de planos de abertura de lojas e investimentos logísticos por grandes grupos, sinalizando continuidade do crescimento.
Para o consumidor, a consequência prática é simples e excelente: mais acesso, mais variedade, mais serviços e uma experiência cada vez mais fluida entre loja física, app e e-commerce.
E para o mercado, o recado é igualmente positivo: farmácia é um dos motores do varejo brasileiro, com crescimento, capilaridade e capacidade de inovar com foco real na vida das pessoas.


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