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Logística Reversa - Descarte Obrigatório?

Logística Reversa -  Descarte Obrigatório?

Ao acompanhar programas de consciência ambiental nos últimos anos, deve ter percebido algumas mudanças na abordagem. Passou-se da total responsabilização dos consumidores para a partilha de funções, no qual todos temos os nossos deveres para com o meio ambiente.

Imagine uma impressão invisível nas embalagens que envolvem os produtos. Isso vem ocorrendo na Alemanha. Centros de reciclagem de lixo usam máquinas inteligentes para fazer a separação automática com velocidade e eficiência. Câmeras fazem a leitura automática dos códigos de barra.

Num planeta onde a população cresce e aumenta o consumo, é preciso evitar que certos materiais, como o plástico, vão parar em lugar errado. Antes do destino final, o lixo agora pode passar por uma correia transportadora, ser separado, selecionado e encaminhado para a reciclagem. Tudo automaticamente, de diferentes formas conforme o tipo de material, que passa com velocidade de 3m/seg, onde câmeras e identificam cada item.

A leitura da arte impressa e invisível, identifica a origem da embalagem e suas características. Assim, por exemplo, uma garrafa plástica de refrigerante é tratada diferentemente de uma garrafa plástica de detergente na reciclagem. Trata-se de um processo de identificação de material impossível de ser realizado por olho humano. Os dados coletados servirão também para balizar os desenvolvimentos de embalagens por seus fabricantes.

Sem sombra de dúvida, vivemos um novo tempo de responsabilidade ambiental. Mais de 20 marcas mundiais, como a Nestlé, PepsiCo e Danone participam desse projeto. Abrangente às compras nos supermercados, que serão orientadas sobre dar tratamento final às suas embalagens. É fácil perceber o impulso que está sendo dado à logística reversa pela tecnologia digital e a inteligência artificial.

Vivemos uma era de nova revolução química, com tecnologias digital e inteligente.

Fonte de lucros

Programas de  Logística Reversa podem ser rentáveis. O setor de medicamentos precisa lidar com a necessidade de implementação de pontos dispersos para coletar pequenas quantidades de produtos, o que pode parecer inviável para muitas empresas.

Contudo, em parceria com supermercados e varejistas, aliada à cooperação do consumidor, essa coleta fica mais ágil. O tratamento dos resíduos colabora com empresas tratadoras terceirizadas e com as próprias fabricantes, que podem revender embalagens recicladas e reagentes.

Inovação

Os 3 R’s da sustentabilidade são: reduzir, reutilizar e reciclar. Portanto, para reduzir a quantidade de resíduos gerados, as empresas podem otimizar seus processos produtivos, tornando-os mais rentáveis e inovadores. Além disso, os tratamentos de resíduos resultam na criação de novos mercados e modelos de negócio para as companhias.

Como implementar um programa de Logística Reversa?
Caso a sua empresa ainda não conte com um programa interno de tratamento de resíduos, ela pode iniciar de maneira autônoma ou contar com o serviço de uma empresa tratadora terceirizada.

Além disso, a embalagem e as demais estratégias promocionais de seus produtos precisam contar com informações para que o consumidor possa dar o descarte correto aos produtos. Postos de coleta no varejo são uma excelente solução para facilitar essa coleta.

Logisticamente, a vida de um produto não termina quando ele é entregue ao cliente ou quando ele é descartado na lixeira. É bem verdade que os hábitos da população precisam ser revistos.

Contudo, indústrias farmacêutica e química precisam assumir a responsabilidade que têm na cadeia, já que elas apresentam potencial para reduzir, drasticamente, o impacto do descarte de medicamentos no meio ambiente.


Por meio de programas de  Logística Reversa, elas não só contribuem com a manutenção dos recursos naturais, conquistando maior confiança e empatia da sociedade, como também podem lucrar com os materiais resultados desses processos de tratamento.

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Logística Reversa - Impactos

Logística Reversa - Impactos

Os Medicamentos e suas embalagens poderão ter Logística Reversa obrigatória para o seu descarte.

CMAComissão de Meio Ambiente aprovou o projeto que inclui medicamentos, de uso humano e veterinário, e suas respectivas embalagens entre os produtos para os quais é exigido descarte final através de um Sistema de Logística Reversa

O texto segue para o CAS - Comissão de Assuntos Sociais, onde receberá decisão terminativa e poderá seguir para a análise da Câmara dos Deputados.

Aos poucos, as organizações, movimentos e os cidadãos entendem que a indústria precisa cumprir o seu papel para que mudanças significativas aconteçam e fenômenos como o aquecimento global sejam contidos. O fortalecimento e a regulamentação da Logística Reversa são resultados disso.



Quais são os impactos da logística reversa para a indústria farmacêutica?

Graças à PNRSPolítica Nacional de Resíduos Sólidos, farmácias, indústrias químicas e outros agentes de setor passam a ser diretamente responsabilizados pelo ciclo de vida dos produtos. Todos os produtos, incluindo suas embalagens, devem contar com um programa de logística reversa implementado, desde que exista viabilidade técnica e financeira.

Até então, não havia consenso sobre a responsabilidade de cada um na cadeia. A educação ambiental do consumidor é essencial para manutenção de um ciclo mais sustentável na produção. É ele quem ainda se responsabiliza pela devolução de embalagens, por exemplo. Contudo, sem o envolvimento das empresas e das organizações governamentais, esse consumidor pode não conseguir viabilizar sua colaboração.

Nem todas as cidades contam com programas de coleta seletiva. Além disso, os impactos de uma ação sistêmica, envolvendo empresas de coleta e tratamento, são muito maiores do que se nos concentrássemos somente na ação dos indivíduos.


Indústria farmacêutica

Desde 2013 o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Saúde tentam chegar, sem sucesso, a um entendimento com a Indústria Farmacêutica para a construção de um acordo setorial voltado à implantação de Sistema de Logística Reversa de medicamentos. No ano passado, o Ministério do Meio Ambiente chegou a abrir consulta pública para a edição de decreto com a finalidade de instituir a Logística Reversa de medicamentos. O prazo para contribuições da sociedade acabou e o governo não analisou as contribuições recebidas.


— Nesta conjuntura, é imprescindível a ação do Poder Legislativo para corrigir essa omissão, e nisto está o mérito do PLS 375/2016.

Projeto de Lei do Senado 375/2016 altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305, de 2010), que, entre outros temas, trata da Logística Reversa — um conjunto de ações, procedimentos e meios para viabilizar a coleta de produtos usados e entregá-los ao seus fabricantes. A intenção é reaproveitá-los num novo ciclo de produção ou providenciar uma destinação final adequada em termos ambientais.


Por que tantos desafios?

O Brasil é o sétimo país que mais consome medicamentos em todo o mundo, segundo pesquisa do CFFConselho Federal de Farmácia. O impacto socioambiental do descarte inadequado desses medicamentos, portanto, é considerável.

Quando antimicrobianos são jogados na natureza sem o devido cuidado, os agentes causadores de doenças, em contato com essa classe de medicamentos, ficam mais resistentes a eles. Como consequência, governos, institutos de pesquisa e empresas precisam investir em fármacos mais potentes, o que pode causar efeitos adversos nas pessoas. Isso pode levar anos e um grande volume de investimentos.

Em 2010, foi implantada a PNRSPolítica Nacional de Resíduos Sólidos - por meio da Lei Federal No 12.305 de 02 de agosto daquele ano. Esta estabelece que a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos seja compartilhada entre fabricantes, distribuidores, importadores e comerciantes.


O grande problema é que o Programa não estabeleceu parâmetros de mensuração para avaliar as propostas das empresas. Ao longo de 8 anos de implementação, não houve um grande desenvolvimento nesse sentido, pois há muitos obstáculos financeiros, tributários e operacionais. 

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Logística Reversa - Indústria Farmacêutica está insatisfeita com a ANVISA

Logística Reversa -  Indústria Farmacêutica está insatisfeita com a ANVISA

A Indústria Farmacêutica brasileira, que representa um mercado de R$ 120 bilhões, posiciona-se contrariamente as novas regras e mudanças estabelecidas pela ANVISA. O setor julga que tais normas de transporte de medicamentos - Logística Reversa - podem elevar preços.

O setor reclama sobretudo da RDC 304|19 – que regulamenta o transporte, determina a temperatura máxima para a logística e exige o controle na armazenagem e no deslocamento.


Pela lei atual, a Logística Reversa é obrigatória para embalagens de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, produtos eletrônicos e seus componentes.

Atual descarte inadequado

É certo que as sobras de medicamentos ou produtos fora do prazo de validade são descartados indevidamente, provocando graves danos ambientais, com poluição da água e prejuízos à saúde das pessoas e animais. Além do elevado número de acidentes por ingestão desses remédios por crianças.

Lixo comum, pias, ralos e vasos sanitários são os destinos mais frequentes através dos quais os medicamentos descartados alcançarão o meio ambiente, provocando danos diversos como contaminação da biota, feminização de peixes machos, o desenvolvimento de resistência a antibióticos, bem como a poluição de recursos hídricos.


No Brasil, aproximadamente 14 mil toneladas de medicamentos perdem a validade por ano, sendo na maior parte descartados de maneira ambientalmente incorreta, no lixo comum, no esgoto ou no solo.

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