Propósito

✔ Brazil SFE® Pharma Produtivity, Effectiveness, CRM, BI, SFE, ♕Data Science Enthusiast, ✰BI, Big Data & Analytics, ✰Market Intelligence, ♕Sales Force Effectiveness, Vendas, Consultores, Comportamento, etc... Este é um lugar onde executivos e profissionais da Indústria Farmacêutica atualizam-se, compartilham experiências, aplicabilidades e contribuem com artigos e perspectivas, ideias e tendências. Todos os artigos e séries são desenvolvidos por profissionais da indústria. Este Blog faz parte integrante do grupo AL Bernardes®.

Meni

.: Vitrine

Carregando artigos...

Views

Mostrando postagens com marcador fidelização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fidelização. Mostrar todas as postagens

Como as grandes redes transformaram os GLP-1 em vetor de recorrência e ticket — Estudo de Caso. RD Saúde, Pague Menos, Panvel.

Como as grandes redes transformaram os GLP-1 em vetor de recorrência e ticket — Estudo de Caso. RD Saúde, Pague Menos, Panvel.
#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #GLP1 #VarejoFarmacêutico #RDSaúde #Recorrência #TicketMédio #Fidelização #IndústriaFarmacêutica #Omnicanalidade #Mounjaro #MarketShare #EstudoDeCaso


Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


As maiores redes de farmácia do Brasil enxergaram nos agonistas de GLP-1 muito mais do que uma categoria em alta. Elas perceberam que esses tratamentos contínuos podiam se tornar um motor de recorrência, ticket e fidelização, e construíram em torno deles uma estratégia que hoje serve de referência para todo o setor.


Como as grandes redes transformaram os GLP-1 em vetor de recorrência e ticket — Estudo de Caso. RD Saúde, Pague Menos, Panvel.


No centro dessa transformação está uma constatação simples: o usuário de GLP-1 não compra uma vez, ele volta. A categoria já responde por 8% a 9% da receita de grandes redes como RD Saúde, Pague Menos e Panvel, com projeção de chegar a 20% até 2030, e esse peso vem da repetição, não do volume pontual.


Diferente de um analgésico de compra esporádica, o tratamento exige reposição mensal por longos períodos. As redes que entenderam isso primeiro pararam de tratar a venda como evento e passaram a tratá-la como relacionamento, desenhando toda a operação para sustentar a recompra ao longo do tempo.


Resultados concretos validam a aposta. A RD Saúde declarou ter ganhado 1,7 ponto percentual de participação de mercado em 2025 e apontou os GLP-1 como vetor relevante de crescimento, com a categoria já representando um patamar de dois dígitos baixo nas vendas do varejo.


É o ticket médio que torna esse cliente tão valioso. O usuário de GLP-1 apresenta gasto de duas a três vezes superior ao da média, e capturar esse consumidor de alto valor de forma recorrente vale muito mais do que somar várias compras avulsas de baixo envolvimento.


 Série Consultores, Propagandistas e Representantes 

O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: 5 Importantes Características (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz BernardesO Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Maximizando as Visitas (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes  O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Aumentando a Efetividade da Força de Vendas Farmacêutica: A Interação entre Análises, IA e Interação Humana (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Inteligência Artificial (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade — Otimizando a Estratégias para o Sucesso (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Quais são os Canais de Marketing Farmacêutico a se Testar? (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes


Lançamentos reorganizaram a disputa e as redes souberam aproveitar. Quando o Mounjaro chegou em maio de 2025 e saltou para perto de metade das vendas da classe até agosto, as operações que mantinham sortimento ágil capturaram a nova demanda sem perder o cliente para a falta de produto.


Uma das chaves foi a gestão de abastecimento. Com as importações da categoria crescendo 77% em um único ano, garantir disponibilidade tornou-se uma vantagem competitiva direta, porque a ruptura em um tratamento contínuo não custa uma venda, custa toda a série de recompras seguinte.


Integrar canais foi o segundo pilar do sucesso. As redes que conectaram loja física, aplicativo e site permitiram ao cliente iniciar o tratamento com orientação presencial e fazer a reposição pelo digital, mantendo o consumidor dentro do próprio ecossistema em todas as etapas.


Zerar a fricção na recompra foi decisivo. Lembretes de reposição, recompra programada e checkout simplificado por aplicativo e PIX transformaram a renovação mensal em um hábito quase automático, reduzindo a chance de o cliente buscar o produto em um concorrente ou marketplace.


Buscando reter esse público, as redes ampliaram o serviço para além da venda. Acompanhamento farmacêutico, monitoramento de glicemia e orientação sobre uso e efeitos colaterais aumentaram a adesão ao tratamento, e maior adesão se traduz diretamente em mais ciclos de recompra.


Esse cuidado posicionou a farmácia como parceira do tratamento, não apenas como ponto de venda. O usuário que recebe orientação confiável tende a concentrar suas compras onde se sente acompanhado, e essa confiança é o que sustenta a fidelização em uma categoria sensível.


Recorrência gerou previsibilidade de receita, algo raro no varejo. Saber que uma base crescente de clientes voltará todo mês para repor o tratamento permite às redes planejar estoque, fluxo de caixa e metas com uma segurança que poucas categorias oferecem.


Nos resultados financeiros, o efeito aparece com clareza. As projeções apontam crescimento consolidado de vendas em mesmas lojas de cerca de 12% ao ano para a maior rede do país, com receita bruta avançando perto de 19%, sustentada em boa parte pela força dos tratamentos metabólicos.


Aproveitando os dados gerados pela recorrência, as redes refinaram a personalização. Conhecer o ciclo de compra de cada cliente permitiu antecipar a reposição, sugerir produtos complementares e ajustar ofertas, transformando informação de venda em inteligência de relacionamento.


Reforçando a estratégia, as redes posicionaram a categoria como porta de entrada para outras vendas. O cliente que volta todo mês para repor o GLP-1 é exposto a vitaminas, dermocosméticos e serviços, ampliando o valor de cada visita muito além do tratamento principal.


Diversificar o ponto de contato foi outro acerto. Ao manter presença consistente no canal físico, no e-commerce próprio e, com critério, nos marketplaces, as redes garantiram estar onde o cliente decide, sem entregar a recompra recorrente para terceiros.


Esse conjunto de movimentos mostra que o sucesso não veio do produto em si, mas do modelo construído ao redor dele. A molécula está disponível para todos; o que diferencia as grandes redes é a capacidade de transformar uma demanda recorrente em um relacionamento rentável e duradouro.


Seguir esse caminho é a lição mais clara para o restante do mercado. Em uma categoria que pode alcançar R$ 50 bilhões e 15 milhões de usuários até 2030, vencer não dependerá de quem vende mais caixas, e sim de quem construir, em torno da recorrência, a relação mais sólida e inteligente com o consumidor.  



👉 Siga André Bernardes no Linkedin. Clique aqui e contate-me via What's App.

Comente e compartilhe este artigo!

brazilsalesforceeffectiveness@gmail.com

Farmácia que não retém, sangra: o mapa cruel para aumentar clientes e faturamento no varejo farmacêutico

Farmácia que não retém, sangra: o mapa cruel para aumentar clientes e faturamento no varejo farmacêutico
#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #Farmácia #VarejoFarmacêutico #RetençãoDeClientes #Faturamento #CRM #Fidelização #Omnichannel #Precificação #GestãoDeEstoque #ExperiênciaDoCliente #MargemDeLucro #FarmáciaIndependente #SaúdeDigital #Associativismo


Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


As Farmácias brasileiras continuam insistindo no mesmo truque velho: vender uma vez e torcer para o cliente voltar por milagre, como se fidelidade fosse reação química e não gestão.


A verdade é mais feia do que o balcão quer admitir: quem não domina retenção, caixa e experiência está apenas acumulando visitas sem construir receita recorrente.


E aqui mora a armadilha que derruba o faturamento: o cliente não abandona só por preço, ele abandona por conveniência, demora, ruído na comunicação e falta de motivo para escolher a mesma loja de novo.


No varejo farmacêutico, retenção não é gentileza; é defesa contra a guerra de margens, a pressão das grandes redes e a erosão silenciosa dos independentes.




A leitura dos dados mais recentes mostra um setor em expansão desigual, com o fechamento superando a abertura em parte relevante do mercado e as pequenas operações pagando a conta da falta de escala.


Isso significa que aumentar faturamento não pode depender apenas de fluxo espontâneo. A Farmácia precisa transformar cada atendimento em probabilidade de retorno, cada retorno em ticket maior e cada ticket maior em sobrevivência.


O primeiro erro é tratar o cliente como passageiro de balcão. Quem compra medicamento, perfumaria e conveniência quer solução rápida, relação confiável e memória positiva, não um roteiro de atraso e improviso.


A segunda falha é achar que promoções resolvem tudo. Desconto sem estratégia só educa o consumidor a esperar a próxima liquidação e empurra a margem para o abismo.


Farmácia que quer faturar mais precisa saber quem compra, quando compra, o que compra e por qual motivo compra. Sem isso, gestão vira chute com planilha bonita.


O CRM deixou de ser luxo e virou instrumento básico de guerra comercial. Ele organiza histórico, segmenta clientes e permite comunicação útil em vez de spam disfarçado de marketing.


Quando a Farmácia automatiza tarefas simples, a equipe ganha tempo para vender com inteligência. Quando insiste em processo manual, entrega dinheiro ao erro humano e à lentidão operacional.


A experiência do cliente também virou moeda dura. Atendimento humanizado, resposta rápida, canais integrados e solução real de problemas valem mais do que propaganda vazia em vitrine.


Em 2026, o cliente brasileiro já compra com os dedos antes de comprar com os pés. Se a Farmácia não aparece bem no digital, não responde bem no WhatsApp e não integra loja física com online, ela some da jornada.


A omnicanalidade não é moda; é sobrevivência. O consumidor quer começar no celular, continuar no balcão e concluir sem atrito, porque conveniência hoje pesa tanto quanto preço.


Programas de fidelidade funcionam quando entregam benefício relevante e recorrência real, não quando viram cartela de carimbo que ninguém lembra de usar.


O mix de produtos também precisa ser tratado com menos vaidade e mais ciência. Farmácia que expõe tudo para todos vende menos do que a loja que entende o perfil do bairro, sazonalidade e giro.


Ainda tem quem acredite que estoque cheio é sinônimo de loja forte. Na prática, estoque inchado é capital sequestrado, e capital sequestrado mata margem, trava caixa e reduz capacidade de investir em retenção.


A precificação continua sendo um dos pontos mais mal executados do setor. Quem define preço sem olhar elasticidade, tributo, concorrência e ciclo promocional está terceirizando o próprio prejuízo.


O mercado está punindo a Farmácia que só sabe vender remédio e ignorar categoria, jornada e relacionamento. Quem entende o cliente como ativo constrói valor; quem o trata como transação constrói rotatividade.


A loja precisa parar de vender só produto e começar a vender confiança, conveniência e continuidade de cuidado. Essa mudança não é poética, é comercial.


Dados de mercado mostram que as independentes seguem sob pressão, enquanto redes e grupos mais estruturados capturam escala, tecnologia e poder de negociação.


Quando a Farmácia perde cliente, ela perde mais do que uma venda. Perde frequência, ticket médio, previsibilidade e capacidade de amortecer os próprios erros.


A fidelização, portanto, não deve ser tratada como campanha eventual, mas como sistema permanente de gestão de relacionamento, oferta e experiência.


O varejo farmacêutico brasileiro tem um problema de base: ainda confunde movimento com rentabilidade. Loja cheia não paga conta sozinha; o que paga conta é cliente recorrente comprando com margem saudável.


Por isso, quem quer crescer precisa medir CAC, recorrência, ruptura, satisfação, recompra e aderência por categoria. Sem indicadores, a Farmácia navega com os olhos fechados.


A equipe também é peça central da retenção. Vendedor mal treinado destrói confiança, e confiança destruída é quase impossível de recuperar em um mercado com tantas opções.


Farmácia vencedora é a que reduz atrito em toda a jornada: encontra, orienta, separa, entrega, acompanha e volta a chamar o cliente com relevância, não com insistência barata.


No Brasil, isso exige maturidade operacional e leitura local do mercado. Bairro, renda, perfil epidemiológico, concorrência e sazonalidade mudam o jogo muito mais do que manual genérico de vendas.


A integração entre loja física e canal digital já separa operações profissionais de operações nostálgicas. Quem não integra dados e canais está insistindo em competir como se 2015 ainda fosse amanhã.


A retenção aumenta quando a Farmácia aprende a ser útil antes de ser insistente. Mensagens segmentadas, lembretes, ofertas contextualizadas e pós-venda consistente funcionam melhor do que barulho.


O faturamento cresce quando o cliente sente que a loja reconhece sua necessidade, economiza seu tempo e resolve sua vida. Parece simples, mas é justamente o básico que mais falta.


A digitalização também ajuda a enxergar o óbvio que muita direção prefere ignorar: produto encalhado, categoria ruim, cliente perdido e canal mal explorado.


As associações e modelos colaborativos ganharam espaço porque ajudam a corrigir a desvantagem estrutural do pequeno varejo frente às grandes redes.


Mas associativismo sem execução continua sendo só uma promessa coletiva com problemas individuais. A loja ainda precisa fazer a lição de casa no estoque, no atendimento e na rotina comercial.


Farmácia que quer faturar mais em 2026 deve pensar como empresa de saúde e comércio ao mesmo tempo, sem se esconder atrás de discurso bonito para encobrir processo ruim.


Quem continua apostando apenas em preço está escolhendo competir no campo preferido dos gigantes, onde escala, negociação e mídia esmagam qualquer romantismo de balcão.


A saída passa por inteligência: conhecer o cliente, antecipar demanda, ajustar mix, comunicar com relevância e transformar cada compra em relacionamento duradouro.


No fim, a pergunta não é como vender mais em uma Farmácia. A pergunta é por que tantas Farmácias ainda insistem em operar como se o cliente tivesse obrigação moral de voltar.


Logo abaixo estão reunidos TODOS os artigos referentes aos respectivos anos:




Série: Consultores, Propagandistas e Representantes

👉 Siga André Bernardes no Linkedin. Clique aqui e contate-me via What's App.

Comente e compartilhe este artigo!

brazilsalesforceeffectiveness@gmail.com