Perguntou-se alguma vez por que, em muitas farmácias, o layout de Gôndola continua parecido com o de 2015, mesmo que o comportamento do consumidor de saúde tenha mudado completamente?
A Gôndola é um dos ativos de maior retorno de investimento do varejo farmacêutico, mas ainda é tratada em muitos lugares como um mero armário de prateleira, quando, na verdade, é o ponto central de decisão do shopper. Dados de 2025 indicam que farmácias que adotaram layout de Gôndola mais dinâmico e orientado por missão de compra conseguiram aumentar o ticket médio em até 19% em categorias de autocuidado e correlatos, sem cortar margem.
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A primeira pergunta provocadora é: a sua gôndola está organizada por categoria genérica ou por “missão de compra”? A maioria das lojas ainda separa medicamentos, genéricos, correlatos e skincare em corredores rígidos, enquanto o consumidor entra com uma necessidade clara, como “controlar pressão”, “tratar gengivite” ou “cuidar do pé diabético”. Gôndolas organizadas por missão de compra, com medicamento, suplemento, dermocosmético e material de informação em um mesmo fluxo, aumentam a taxa de conversão em média 16% em comparação com layouts tradicionais, segundo dados de 2024.
A segunda mudança prática é a reorganização da gôndola em zonas de visão. A área entre os olhos e a cintura continua sendo a mais sensível à decisão de compra, com produtos expostos nessa faixa gerando até 30% mais vendas do que os mesmos itens em regiões mais baixas ou mais altas. Layouts que priorizam a zona de visão para medicamentos de uso crônico, genéricos de maior margem e produtos de autocuidado de maior ticket conseguem aumentar o giro de estoque em até 18% em lojas de médio porte.
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A terceira ideia de layout vem da criação de gôndolas de ilha e gôndolas de ponto de decisão. Em vez de apenas seguir o corredor linear, a farmácia pode usar gôndolas de ilha com foco em campanhas de saúde, lançamentos de produtos ou promoções de medicamentos de uso crônico. Redes que adotaram gôndolas de ilha em posições estratégicas de passagem registraram aumento de 15% a 20% no ticket médio dessas áreas, com melhora direta na visibilidade de marca.
A quarta inovação de layout é a adoção de gôndolas modulares, com prateleiras ajustáveis, painel de fundo removível e estrutura sem parafuso, que permite reconfigurar o layout em poucos minutos. Esse tipo de gôndola é especialmente útil para campanhas sazonais, promoções de indústria e reposicionamento de categoria, sem precisar paralisar o varejo. Em 2024, farmácias com gôndolas modulares conseguiram reduzir a ruptura em 12% e aumentar a eficiência de espaço em 15% em categorias de uso crônico.
A quinta mudança de layout é a combinação de produtos complementares em uma mesma gôndola. A prática de cross merchandising, com a união de medicamento e produto de autocuidado, por exemplo, analgésico com compressa térmica, antisséptico com curativos ou probiótico com vitamina, aumenta o ticket médio em até 20% em lojas que aplicam o conceito de forma estruturada. A gôndola, nesse caso, deixa de ser um espaço de um único produto e se torna um ponto de solução, que o cliente associa à marca e não apenas ao preço.
A sexta ideia de layout é a criação de gôndolas temáticas por sazonalidade e campanha de saúde. A gôndola de gripes e resfriados, a gôndola de vacinação, a gôndola de pele e a gôndola de saúde bucal são exemplos de configurações adaptadas ao calendário de saúde e à necessidade do consumidor. Campanhas de gôndola alinhadas ao calendário de saúde pública geraram aumento de 18% a 22% nas vendas dessas categorias em farmácias de médio e grande porte, segundo dados de 2024.
A sétima mudança de layout é a integração entre físico e digital no design da gôndola. A gôndola bem organizada, com preço claro, benefício destacado e QR Code para conteúdo educativo, pode ser fotografada e usada em campanhas de mídia social, e‑mail, WhatsApp de clientes e aplicativo da farmácia. Em 2025, redes que usaram esse tipo de gôndola como parte de uma estratégia 360 reportaram aumento de 7% a 10% no tráfego de lojas específicas, especialmente em áreas urbanas.
A oitava ideia é a redução da sobrecarga de SKU na gôndola. Muitas farmácias exibem tantos produtos iguais que o consumidor fica paralisado diante da escolha, o que gera frustração e perda de venda. A reorganização do layout com foco em ABC de vendas, giro de estoque e margem permite que a gôndola exiba menos produtos, mas com melhor visibilidade e giro. Farmácias que reduziram o número de SKUs em gôndolas de correlatos, mantendo apenas os de maior rotatividade, conseguiram aumento de 12% na margem bruta dessas categorias em 2024.
A nona prática relevante é o uso de gôndolas para testes de novo produto. A gôndola de piloto, com layout específico para um novo medicamento, suplemento ou dermocosmético, permite que a indústria e o varejo verifiquem giro, comportamento de compra e preço aceito antes de escalar o espaço de exposição. Em 2024, lançamentos de medicamentos de uso crônico em gôndolas‑piloto registraram aumento de 25% a 30% na taxa de adoção quando as campanhas saíram da fase piloto, com ruptura próxima a zero em lojas selecionadas.
A décima mudança de layout é a criação de gôndolas de serviço, que combinam produto e atendimento. A gôndola de cuidado de pele, por exemplo, pode ter medicamento, creme, sabonete facial e frasco de tonificante, com a possibilidade de teste rápido ou orientação de farmacêutico ao lado. Em 2024, farmácias que associaram campanhas de gôndola a serviços de atendimento registraram aumento de até 25% no ticket médio dessas áreas, além de melhora na percepção de qualidade do PDV.
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A décima primeira oportunidade de layout está na otimização do fluxo de cliente. A disposição da gôndola dentro do PDV interfere diretamente no tempo de permanência do consumidor na loja e na quantidade de categorias que ele atravessa. Gôndolas posicionadas em pontos de espera, próximo ao balcão de atendimento e em ilhas de passagem aumentam o tempo de exposição à marca e o índice de compra por impulso. Em redes que reorganizaram a gôndola com foco em fluxo de cliente, o ticket médio subiu em média 4% a 6%, com queda de ruptura em produtos de alta rotatividade.
A décima segunda ideia é a criação de gôndolas de valor, que destacam promoções, lançamentos e produtos de maior margem. A gôndola de valor, com layout limpo, foco em benefício, preço bem visível e comunicação direta, gera mais conversão do que campanhas de preço escondidas entre produtos. Em 2024, campanhas de gôndola de valor para genéricos e correlatos aumentaram as vendas desses SKUs em até 28% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A décima terceira prática relevante é a atenção à iluminacão. A gôndola bem iluminada, com foco direto em produtos de destaque, gera até 20% mais visualização de marca em comparação com gôndolas de luz ambiente padrão. A combinação de iluminação dirigida e materiais de sinalização brilhantes torna o espaço de destaque inegável, especialmente em categorias de skincare, nutracêuticos e produtos de saúde preventiva.
A décima quarta mudança de layout é a adoção de gôndolas versáteis, com estrutura modulada, capaz de acomodar caixas de diferentes tamanhos, ganchos, cestas e até pequenos monitores de TV ou QR Code. Esse tipo de gôndola é ideal para campanhas de promoção, lançamentos de produto e serviços de saúde, pois permite integrar produto, informação e interação em um único ponto de decisão. Fabricantes de gôndola, em 2025, estimam que 68% das lojas de varejo médio e grande já usam esse tipo de layout modulável, com grande impacto em giro e ticket.
A décima quinta ideia é a padronização de layout por rede, mas com adaptação local. A gôndola não precisa ser igual em todas as lojas, mas o padrão visual, de cores, de altura de foco e de posicionamento de marca pode ser mantido, enquanto a combinação de produtos pode ser ajustada ao perfil de cliente, tamanho de loja e região de venda. Redes que adotaram esse modelo de layout padronizado, com ajustes locais, relataram aumento de 14% na consistência de experiência de marca, com impacto direto na fidelização.
A décima sexta prática é a criação de gôndolas de educação em saúde, com foco em conteúdos informativos, checklists de uso de medicação e materiais de adesão ao tratamento. A gôndola educativa, com folhetos, QR Code e materiais de referência, contribui para a percepção de que a farmácia é um centro de cuidado, e não apenas de venda. Em 2024, farmácias com gôndolas de educação em saúde observaram aumento de 18% na taxa de recompra de clientes de uso crônico.
A décima sétima oportunidade de layout é a integração de gôndola com PDV digital. A gôndola bem organizada, com layout pensado para ser fotografada, passa a ser um ativo de marketing digital, aparecendo em redes sociais, marketplaces e aplicativos de clientes. A foto de uma gôndola com layout limpo, cores de marca bem usadas e preço de promoção legível gera impacto maior do que um anúncio isolado, porque mostra o que o cliente realmente encontra na loja física.
A décima oitava ideia é a reorganização periódica do layout de gôndola, com troca de campanha a cada 15 a 20 dias. Manter o mesmo layout por meses faz com que o shopper aprenda a ignorar a gôndola, tratando a área de promoção como um banner decorativo. A alternância de campanha, de foco de saúde e de combinação de produtos mantém o interesse vivo e aumenta o índice de compra por impulso, com relatos de aumento de até 18% no engajamento em campanhas de saúde crônica.
A décima nona mudança de layout é a criação de gôndolas de fidelização, com foco em programas de saúde, clubes de descontos e produtos de uso recorrente. A gôndola de fidelidade, com mensagens de “medicação em dia”, “check‑up de saúde” e “programa de desconto para usuários de app”, integra o PDV à estratégia digital de fidelização. Em 2024, redes que usaram esse tipo de gôndola registraram aumento de 19% no índice de recompra em 90 dias para clientes que utilizaram os programas de fidelidade.
A vigésima prática relevante é a atenção à acessibilidade. O layout de gôndola deve ser pensado para que o consumidor consiga ver, tocar e compreender o produto em poucos segundos, sem precisar se inclinar muito ou forçar a visão. A adoção de prateleiras com espaçamento adequado, etiquetas legíveis e organização de produtos por tamanho e uso fácil aumenta a percepção de conforto e organizaçao, o que reverte em maior ticket médio e menor índice de frustração de compra.
A vigésima primeira e última grande mudança de layout é entender que a gôndola é o ponto de convergência entre estratégia de marca, trade marketing e experiência de cliente. A pergunta desafiadora é: a sua gôndola hoje está sendo projetada apenas para encaixar mais caixa, ou para vender solução, confiança e fidelidade em cada segundo que o consumidor passa na loja?
Para quem está disposto a encarar o layout de gôndola como um eixo estratégico, e não apenas como um detalhe operacional, a gôndola deixa de ser apenas um mobiliário de loja e passa a ser um vetor de inovação, fidelização e crescimento de receita. Em um mercado farmacêutico de margens apertadas, concorrência intensa e consumidor cada vez mais informado, a gôndola bem projetada pode ser o diferencial que separa a farmácia que apenas vende medicamento daquela que constrói cuidado, confiança e resultado recorrente.


















Excelente artigo! As ideias apresentadas sobre layouts de gôndola são extremamente relevantes e demonstram profundo conhecimento do varejo farmacêutico. A sugestão de utilizar layouts dinâmicos que se adaptam ao fluxo de clientes e à sazonalidade é particularmente inteligente e pode realmente fazer a diferença no faturamento das farmácias. Concordo plenamente que muitas farmácias ainda subutilizam o potencial estratégico da gôndola. Gostaria de ver mais conteúdo como este, talvez com estudos de caso reais mostrando os resultados dessas implementações. Parabéns ao autor pela visão estratégica e por compartilhar esses insights valiosos com a comunidade farmacêutica. Artigos assim elevam o nível do debate no setor!
ResponderExcluirO layout de gôndola precisa evoluir para se tornar adaptativo e sazonal. Estamos presos em modelos estáticos que ignoram sazonalidades, eventos locais e até mesmo o clima. Uma farmácia inteligente deveria reorganizar automaticamente seus layouts baseada em dados preditivos: mais antialérgicos na primavera, hidratantes no inverno, protetores solares no verão. A tecnologia existe, falta coragem para inovar.
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