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Gôndola na Indústria Farmacêutica: Mobilidade de Mercado, Não Só de Produtos

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É necessário que a Gôndola da sua farmácia precise ser tão dinâmica quanto o próprio consumo do cliente? A Gôndola deixou de ser um mero armário de prateleira fixa e se transformou em um “mobility solution” do ponto de venda, onde o layout se adapta à demanda, ao perfil de cliente e à estratégia de marca. Em 2025, redes de farmácias que adotaram Gôndolas modulares e ajustáveis por categoria relataram aumento de 15% a 20% no ticket médio de correlatos e genéricos, sem cortar margem, apenas otimizando o fluxo de produtos.


A primeira etapa do AIDA — atenção — é direta: a gôndola é o primeiro ponto de contato visual do consumidor com a categoria de medicamentos, suplementos, dermocosméticos e produtos de autocuidado. Se o layout estiver desatualizado, desorganizado ou preso em padrões antigos, o shopper já perde interesse antes de ver o produto. A pergunta desafiadora é: a sua gôndola hoje está “se movendo” com o mercado de saúde, ou está congelada em um padrão de 2018?


A segunda etapa, interesse, começa quando se entende que a gôndola é um “sistema de mobilidade” de marca no PDV. A capacidade de ajustar altura de prateleira, reorganizar categorias, trocar foco de campanha e até criar gôndolas‑piloto para novos produtos permite que a indústria responda com velocidade aos movimentos de preço, sazonalidade e mudanças de perfil de saúde do consumidor. Em 2024, farmácias com gôndolas de layout ajustável conseguiram reduzir ruptura em 12% e aumentar giro de estoque em até 18% em categorias de uso crônico.

Como o Rep Farmacêutico se Torna o Aliado Estratégico do Farmacêutico no Balcão

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A terceira etapa, desejo, vem de um dado prático: gôndolas que organizam produtos por “missão de compra” — por exemplo, controle de pressão, diabetes, saúde bucal, pele e autocuidado — aumentam a taxa de conversão em média 16% em comparação com gôndolas organizadas apenas por classe terapêutica. A gôndola, quando pensada como um espaço de solução, permite que o consumidor encontre medicamento, suplemento, dermocosmético ou produto de cuidado em um único olhar, o que eleva o ticket médio e fortalece a percepção de atendimento de saúde.



A quarta e última etapa, ação, exige que a gôndola seja vista como parte de uma estratégia de mobidade de layout, e não apenas de exposição. A forma como a gôndola é posicionada no PDV — se é bidirecional, se cria ilhas de promoção, se forma corredor linear — interfere diretamente no fluxo de clientes, no tempo de permanência na loja e, consequentemente, no volume de venda. Em 2024, redes que otimizaram o layout de gôndolas com foco em fluxo de cliente relataram aumento de 4% a 6% no ticket médio, além de queda de 8% no índice de ruptura em produtos de alta rotatividade.



A gôndola, do ponto de vista da indústria, é também um espaço de negociação comercial dinâmica. A capacidade de reconfigurar layout, redistribuir espaço de categoria e adaptar giro de estoque em tempo real permite que a marca mantenha presença competitiva sem depender apenas de preço ou promoção. Em 2025, redes que usam critérios de giro, margem, nível de disponibilidade e índice de reclamações para definir espaço de gôndola conseguiram aumentar a participação de marcas de referência em 8% em comparação com aquelas que negociam apenas por tamanho de caixa.


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A gôndola, em sua forma mais moderna, utiliza estrutura de base, postes verticais e prateleiras ajustáveis, com painel de fundo e, em muitos casos, integração de acessórios como ganchos, cestas e barras de exposição, que otimizam espaço e melhoram a experiência de compra. Esse modelo modular permite que a farmácia crie gôndolas lineares, gôndolas de ilha e até gôndolas personalizadas para categorias específicas, como dermocosméticos, nutracêuticos, produtos de diabetes e itens de saúde preventiva.



A gôndola também é um ponto de integração entre físico e digital. A foto de uma gôndola bem organizada, com produtos de destaque em bom ângulo e preço visível, pode ser usada em campanhas de mídia social, em aplicativos da farmácia, em e‑mails de cliente e até em marketplaces online. Em 2025, redes que usaram gôndolas de “design de produto” — com layout limpo, foco em benefício e cores de marca — como parte do plano de marketing observaram aumento de 7% a 10% no tráfego de lojas específicas, especialmente em áreas urbanas.



A gôndola, quando bem estruturada, ajuda a reduzir ruptura. A boa prática de organizar o espaço de prateleira de acordo com o giro de estoque, a validade dos produtos e o perfil de cliente evita a prática de empilhar tudo à vista, que gera falta de reposição e perda de vendas. Em farmácias que adotaram gôndolas com layout de prateleira ajustável e planograma de categoria, o índice de produtos fora de validade caiu em média 25% em comparação com o ano anterior, com aumento de 4% a 6% na receita líquida.


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A gôndola também é um espaço de testes de novos produtos e lançamentos. A indústria pode usar gôndolas de ilha, gôndolas de ponto de decisão ou até gôndolas personalizadas como piloto para novos medicamentos, novos formatos de embalagem ou novos combos de correlatos, antes de escalar campanhas de grande porte. Em 2024, redes que usaram esse modelo para novos produtos de saúde crônica e nutracêuticos relataram aumento de 25% a 30% na taxa de adoção quando as campanhas saíram da fase piloto, com ruptura próxima a zero em lojas selecionadas.


A gôndola, em resumo, é muito mais do que um “armário de prateleira”: é um ativo de estratégia de varejo que conecta layout, merchandising, trade marketing, experiência do cliente e resultados comerciais. A pergunta desafiadora é: a sua gôndola hoje está sendo usada como um elemento de exposição, ou como o centro de uma estratégia de negócio na farmácia?



Para quem está disposto a encarar esse desafio, a gôndola deixa de ser apenas um mobiliário de loja e passa a ser um vetor de inovação de categoria, fidelização de marca e aumento de receita. Em um mercado farmacêutico de margens apertadas, concorrência intensa e consumidor cada vez mais informado, a gôndola bem pensada pode ser o diferencial que separa a farmácia que apenas vende medicamento daquela que constrói cuidado, confiança e receita recorrente.


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12 comentários:

  1. A tensão entre estabilidade e inovação nunca foi tão evidente. Enquanto o mercado exige agilidade, a operação demanda previsibilidade. Talvez a solução esteja em aceitar que nem toda farmácia precisa ser um laboratório de inovação - algumas podem ser âncoras de consistência, enquanto outras exploram novos modelos. A diversidade de estratégias pode ser mais valiosa que a padronização forçada.

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  2. Excelente abordagem sobre a evolução das gôndolas! Mas me questiono: será que as farmácias brasileiras realmente têm estrutura física e orçamento para implementar sistemas modulares tão sofisticados? Ou isso ainda é privilégio das grandes redes? Gostaria de ouvir experiências práticas de quem já tentou implementar essas mudanças em PDVs menores.

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  3. A comparação com a AIDA é brilhante! Porém, tenho uma provocação: em 2026, com o crescimento exponencial do e-commerce farmacêutico, até que ponto investir pesado em gôndolas físicas ainda é a estratégia mais inteligente? Não estamos lutando uma guerra de ontem enquanto o cliente já migrou para o celular? Adoraria ver dados comparativos de ROI entre gôndola física vs experiência digital.

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  4. Os números de 15-20% de aumento no ticket médio são impressionantes! Mas fica a pergunta: esse aumento é sustentável a longo prazo ou apenas um efeito inicial da novidade? E mais importante: essa estratégia funciona igualmente bem para genéricos versus marcas de referência? Suspeito que o comportamento de compra seja completamente diferente entre essas categorias. Alguém tem dados segmentados?

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  5. Adorei a abordagem sobre redução de ruptura em 12%! Porém, como profissional da área, vejo um problema prático: quem vai gerenciar essas gôndolas modulares dinamicamente? Os promotores de vendas já estão sobrecarregados, e a maioria das farmácias não tem pessoal qualificado para ajustes constantes. Sem execução consistente, toda essa teoria linda vira apenas mais um powerpoint bonito. Como resolver esse gap de implementação?

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  6. Artigo extraordinário que provoca reflexão profunda! Uma questão que não foi abordada: como integrar dados de CRM e business intelligence nessa estratégia de gôndola dinâmica? Imagino um cenário onde o layout muda baseado em padrões de prescrição regional, perfil demográfico do bairro e sazonalidade de doenças. Isso já é realidade em alguma rede ou ainda é ficção científica para o varejo farm? Quem conhece cases reais?

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  7. Excelente análise sobre a evolução das gôndolas! A questão que fica é: quantas farmácias no Brasil já estão realmente usando dados de giro e margem para definir o espaço de gôndola, em vez de simplesmente negociar por tamanho de caixa? Seria interessante ver cases práticos dessa transformação.

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  8. O conceito de 'gôndola como sistema de mobilidade de marca' é fascinante! Mas me pergunto: como fica a questão da ruptura? De que adianta ter uma gôndola perfeitamente planejada se o produto não está no estoque? Alguém já viu integração entre sistemas de planograma e gestão de estoque em tempo real nas redes brasileiras?

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  9. Os dados de 2024 sobre o aumento de 4% a 6% no ticket médio com gôndolas otimizadas são impressionantes! Porém, gostaria de entender melhor: esse ganho vem de mais itens por cesta ou de produtos com maior margem? E qual é o custo operacional dessa reconfiguração constante? A rentabilidade líquida realmente compensa o investimento em tecnologia e treinamento?

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  10. A comparação entre gôndolas organizadas por classe terapêutica versus "missão de compra" é crucial! Pensando no consumidor moderno que busca soluções integradas (controle de pressão + diabetes + saúde bucal), como as farmácias brasileiras estão testando essas configurações? Há estudos sobre comportamento de compra nesse formato? Seria o futuro do varejo farmacêutico?

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  11. Tema extremamente relevante para 2026! Uma reflexão importante: com o avanço do e-commerce farmacêutico e apps de delivery, a gôndola física continuará sendo o principal campo de batalha? Ou estamos vendo uma transferência dessa 'disputa por espaço' para as vitrines digitais? Talvez o futuro seja híbrido: gôndolas físicas para impulso e descoberta, enquanto o digital captura a recompra programada?

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  12. A mobilidade no varejo farmacêutico vai muito além da logística física. Estamos falando de agilidade estratégica: a capacidade de responder rapidamente às mudanças de comportamento do consumidor, adaptar o mix de produtos e reconfigurar espaços de vendas. As farmácias que dominam essa dinâmica têm uma vantagem competitiva significativa no mercado atual.

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