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✔ Brazil SFE® Pharma Produtivity, Effectiveness, CRM, BI, SFE, ♕Data Science Enthusiast, ✰BI, Big Data & Analytics, ✰Market Intelligence, ♕Sales Force Effectiveness, Vendas, Consultores, Comportamento, etc... Este é um lugar onde executivos e profissionais da Indústria Farmacêutica atualizam-se, compartilham experiências, aplicabilidades e contribuem com artigos e perspectivas, ideias e tendências. Todos os artigos e séries são desenvolvidos por profissionais da indústria. Este Blog faz parte integrante do grupo AL Bernardes®.

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2️⃣ Inteligência Artificial e Next Best Action (NBA): Algoritmos ditando a estratégia de campo - O Futuro do SFE na Indústria Farmacêutica Global

2️⃣ Inteligência Artificial e Next Best Action (NBA): Algoritmos ditando a estratégia de campo - O Futuro do SFE na Indústria Farmacêutica Global#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #NextBestAction #InteligênciaArtificial #SFEFarma #EngajamentoMédico #IAEmVendas #AnálisePreditiva #EficáciaComercial #CRM


Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


Sim! O SFE - Sales Force Effectiveness - analógico morreu. A sua operação comercial está preparada para a próxima década?


Indústria Farmacêutica Global está passando por uma transformação brutal. Continuar gerindo a Força de Vendas baseado apenas em volume de visitas e territórios estáticos é o caminho mais rápido para perder market share em um mercado hiperconectado.


Os médicos mudaram. O varejo mudou. O regulatório mudou. O Sales Force Effectiveness precisa evoluir de um departamento de auditoria para o "Cérebro Algorítmico" da companhia.


 Série Consultores, Propagandistas e Representantes 

O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: 5 Importantes Características (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz BernardesO Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Maximizando as Visitas (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes  O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Aumentando a Efetividade da Força de Vendas Farmacêutica: A Interação entre Análises, IA e Interação Humana (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Inteligência Artificial (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade — Otimizando a Estratégias para o Sucesso (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Quais são os Canais de Marketing Farmacêutico a se Testar? (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes


Para ajudar líderes comerciais, analistas de BI e executivos a navegarem nessa complexidade, lançei no Brazil SFE® uma série exclusiva e profunda de artigos sob o tema:


"O Futuro do SFE na Indústria Farmacêutica Global".


Nesta série com 8 artigos densos e práticos, desconstruímos os pilares que realmente estão definindo o sucesso praticado pelos na Indústria Farmacêutica Global que pertence a elite:



A diferença entre bater a meta de forma previsível ou depender da sorte geográfica está na arquitetura dos seus dados.


A Supremacia da Next Best Action com Inteligência Artificial no SFE


O volume de dados gerados diariamente no mercado de saúde atingiu níveis que a mente humana é incapaz de processar de forma autônoma. Equipes comerciais farmacêuticas lidam com históricos de prescrição, engajamentos em portais educacionais, aberturas de e-mail e respostas de pesquisas clínicas simultaneamente. Diante deste cenário brutal de hiperinformação, o representante de vendas que ainda baseia o seu planejamento diário exclusivamente na sua intuição ou na afinidade pessoal com o médico está com os dias contados.


A complexidade atual da visitação B2B exige uma capacidade analítica superior para evitar a perda sistemática de oportunidades milionárias. Profissionais de saúde rejeitam abordagens padronizadas e punem laboratórios que desperdiçam o seu tempo com discursos genéricos. O desafio crítico dos departamentos de Sales Force Effectiveness (SFE) não é mais apenas entregar dados ao vendedor em campo, mas traduzir esse oceano estatístico em uma recomendação tática, simples e imediata.


A resolução definitiva desse obstáculo atende pelo nome de Next Best Action ou NBA. Potencializado por algoritmos de Inteligência Artificial, este conceito atua como o cérebro tático do representante moderno, indicando proativamente qual deve ser o próximo passo lógico e comercialmente mais rentável com cada cliente. Ao implementar o NBA com rigor metodológico, a companhia transforma vendedores comuns em consultores cirúrgicos, ampliando a penetração de receituário de maneira assustadoramente eficiente.


Historicamente, o planejamento de campo operava através de roteiros estáticos desenhados no início do ciclo promocional. O propagandista recebia um painel engessado e a instrução rudimentar de visitar os alvos principais quatro vezes ao mês. Essa abordagem falha gravemente ao ignorar a dinamicidade da jornada do cliente, onde eventos cruciais ocorrem a todo momento, exigindo respostas em tempo real que sistemas legados não conseguem fornecer.


A lógica do Next Best Action estilhaça esse planejamento arcaico. O motor de Inteligência Artificial opera nos bastidores do CRM (como Veeva ou Salesforce) analisando todas as pegadas digitais e comportamentais do médico. Ao cruzar essas variáveis com a auditoria de receituário e com o calendário de congressos, o sistema calcula estatisticamente a probabilidade de conversão e gera uma diretriz clara e individualizada.


Para o profissional de vendas em campo, a mudança na rotina é brutalmente positiva. Ao abrir o seu tablet pela manhã, ele não vê apenas uma lista de nomes, mas comandos precisos gerados pela IA. O sistema pode sugerir, por exemplo, o envio prévio de um estudo clínico sobre tolerabilidade antes da visita física das dez horas, maximizando as chances de o médico aceitar a nova molécula discutida.


O impacto desta predição na eficácia comercial é absolutamente tangível e rápido. Pesquisas rigorosas e implementações globais atestam que projetos bem sucedidos de NBA conseguem elevar substancialmente a produtividade das equipes, organizando a pauta diária e otimizando recursos financeiros. Profissionais guiados por recomendações analíticas fecham ciclos promocionais com níveis de batimento de cota que seriam inatingíveis sob o modelo puramente intuitivo.


O verdadeiro poder da IA neste processo é a hiperpersonalização do engajamento. Cada médico possui um viés terapêutico exclusivo; alguns valorizam estudos de segurança de longo prazo, enquanto outros priorizam resultados imediatos de eficácia. O motor de NBA identifica essas inclinações nas entrelinhas dos dados e orienta o vendedor a selecionar o Visual Aid exato que ataca a objeção primária daquele prescritor.


Entretanto, é fundamental alertar que o sucesso do Next Best Action depende integralmente da qualidade da infraestrutura de dados da empresa. Inúmeros projetos farmacêuticos milionários falham logo no primeiro ano por tentarem acoplar algoritmos sofisticados em bases de dados fragmentadas e não higienizadas. Se o motor de IA for alimentado por relatórios enviesados ou desatualizados, as recomendações geradas serão inúteis ou, pior, contraproducentes.


A fundação do projeto exige a unificação de todas as fontes corporativas, desde o sistema de eventos médicos até os portais de serviços a pacientes. Somente com a camada semântica perfeitamente resolvida o algoritmo de Machine Learning consegue encontrar padrões ocultos no comportamento do cliente. Essa engenharia de dados é o que separa as farmacêuticas vanguardistas dos laboratórios que apenas simulam inovação.


Uma objeção clássica enfrentada pelos líderes de SFE é o medo da equipe de campo de ser substituída pela automação. A comunicação interna deve destruir esse mito rapidamente. O Next Best Action não foi desenhado para eliminar o representante, mas para atuar como o seu principal navegador estratégico. A sensibilidade empática, a oratória e a capacidade de conduzir negociações complexas face a face continuam sendo prerrogativas exclusivas do talento humano.


Para acelerar a adoção da ferramenta nas ruas, a liderança regional desempenha um papel inegociável. O gerente distrital deve ser o primeiro grande patrocinador do motor de IA. Em vez de apenas cobrar o número de visitas diárias, o líder moderno monitora a taxa de aceitação e execução das sugestões propostas pelo NBA. Quando o gestor incorpora a ferramenta no seu Coaching prático, o time entende que o sistema é oficial e obrigatório.


A transição exige paciência algorítmica e treinamento ostensivo. Nas primeiras semanas de operação, é natural que o sistema gere algumas recomendações imprecisas, pois o motor de Aprendizado por Reforço precisa do feedback do próprio usuário para calibrar os seus pesos analíticos. O consultor farmacêutico deve reportar ao sistema quando uma sugestão de visita ou conteúdo não fez sentido, treinando a IA a se tornar mais letal no ciclo seguinte.


As aplicações desta tecnologia extrapolam a simples visitação médica. No universo de Contas Especiais (Key Account Management) e clínicas oncológicas, o NBA mapeia a complexa teia de influenciadores dentro da instituição. O sistema sugere o exato momento de envolver o Medical Science Liaison (MSL) para uma discussão puramente científica, separando o momento transacional do momento clínico com perfeição matemática.


No varejo e Trade Marketing, os resultados são igualmente explosivos. Ao monitorar o histórico de compras e cruzá-lo com dados regionais de incidência de patologias, a IA alerta o vendedor sobre uma possível ruptura de estoque na principal farmácia do seu território antes mesmo que o gerente da loja perceba. Essa antecipação preventiva blinda o market share corporativo e garante a lealdade incondicional do parceiro comercial.


A estruturação dessa inteligência também resolve problemas graves de justiça territorial e cotas. Ao entender a real complexidade de acesso a certas clínicas e o perfil de pagamento de cada região, o SFE consegue equalizar metas com base no potencial analítico, e não apenas na demografia. Isso eleva drasticamente o engajamento da equipe, pois o vendedor percebe que o jogo corporativo é gerido por métricas justas e não por sorte geográfica.


Essa previsibilidade mitiga fortemente a alta rotatividade de profissionais de vendas. Quando o laboratório fornece ferramentas de altíssimo nível, que facilitam o atingimento agressivo de metas, o consultor prefere desenvolver a sua carreira na instituição do que migrar para concorrentes que ainda operam de forma analógica. O Next Best Action atua, na prática, como uma poderosa âncora de retenção de talentos de elite.


No campo regulatório, a recomendação inteligente garante aderência irrestrita aos programas de Compliance. O sistema jamais sugerirá o envio de materiais promocionais ou contatos para médicos que não forneceram as devidas assinaturas de consentimento prévio, bloqueando judicialmente o laboratório contra processos. A IA transforma regras engessadas em barreiras tecnológicas nativas do processo de venda.


Avaliar o sucesso desta implantação exige novos Indicadores Chave de Performance (KPIs). Além de medir o Sell-out, a companhia precisa mensurar a taxa de conversão das ações recomendadas versus as ações intuídas pelo vendedor. Geralmente, os relatórios trimestrais revelam que o ROI dos contatos orientados pelo motor preditivo supera violentamente as iniciativas isoladas executadas à margem do sistema.


O investimento financeiro neste tipo de arquitetura exige coragem executiva, mas o custo da inércia tecnológica é infinitamente superior. O crescimento global deste mercado atesta que o modelo preditivo não é uma moda passageira. As projeções mostram investimentos pesados da indústria na área, sinalizando que quem não dominar essa mecânica na atual década será impiedosamente devorado por concorrentes mais ágeis e digitalizados.


Ao final da jornada de implantação, a força de vendas abandona a reatividade crônica para assumir uma postura comercial propositiva. A relação com a classe médica deixa o status de incômodo e atinge a plenitude consultiva, construindo alicerces relacionais indestrutíveis baseados na geração contínua de valor científico e logístico.


Com o motor omnicanal rodando perfeitamente e a Inteligência Artificial sinalizando o próximo passo de conversão do cliente, surge um novo imperativo estratégico. Esse nível de agilidade técnica exige que as áreas geográficas de cobertura do vendedor sejam tão flexíveis e responsivas quanto os algoritmos que as guiam. Esta evolução de mobilidade territorial nos conduz imediatamente ao nosso terceiro e vital tópico da série: o Alinhamento Dinâmico de Território ou Agile SFE.



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7️⃣ Customer Experience Médico e Hiperpersonalização: A modularização do conteúdo (Content Tagging) - O Futuro do SFE na Indústria Farmacêutica Global

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Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


Sim! O SFE - Sales Force Effectiveness - analógico morreu. A sua operação comercial está preparada para a próxima década?


Indústria Farmacêutica Global está passando por uma transformação brutal. Continuar gerindo a Força de Vendas baseado apenas em volume de visitas e territórios estáticos é o caminho mais rápido para perder market share em um mercado hiperconectado.


Os médicos mudaram. O varejo mudou. O regulatório mudou. O Sales Force Effectiveness precisa evoluir de um departamento de auditoria para o "Cérebro Algorítmico" da companhia.


 Série Consultores, Propagandistas e Representantes 

O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: 5 Importantes Características (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz BernardesO Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Maximizando as Visitas (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes  O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Aumentando a Efetividade da Força de Vendas Farmacêutica: A Interação entre Análises, IA e Interação Humana (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Inteligência Artificial (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade — Otimizando a Estratégias para o Sucesso (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes O Representante Farmacêutico - Buscando a Efetividade: Quais são os Canais de Marketing Farmacêutico a se Testar? (Série Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes


Para ajudar líderes comerciais, analistas de BI e executivos a navegarem nessa complexidade, lançei no Brazil SFE® uma série exclusiva e profunda de artigos sob o tema:


"O Futuro do SFE na Indústria Farmacêutica Global".


Nesta série com 8 artigos densos e práticos, desconstruímos os pilares que realmente estão definindo o sucesso praticado pelos na Indústria Farmacêutica Global que pertence a elite:



A diferença entre bater a meta de forma previsível ou depender da sorte geográfica está na arquitetura dos seus dados.


A Fronteira do Customer Experience Médico: SFE e Hiperpersonalização


A paciência da classe médica global chegou ao limite, esgotada por décadas de repetição corporativa. O modelo no qual a Indústria Farmacêutica desenhava uma única apresentação visual (o Visual Aid) e a Força de Vendas a repetia mecanicamente para milhares de médicos, independentemente do perfil de cada um, faliu. No centro do Sales Force Effectiveness (SFE) moderno, a briga comercial não é mais travada apenas na prateleira da farmácia, mas na qualidade da experiência intelectual que o laboratório proporciona ao prescritor.


O médico contemporâneo consome plataformas de streaming, interage com bancos digitais e compra em e-commerces que preveem o seu comportamento com precisão milimétrica. Quando ele entra no consultório e recebe um representante de vendas que lhe apresenta dados genéricos, o choque de realidade é brutal e gera atrito. O profissional de saúde exige da Indústria Farmacêutica o mesmo nível de hiperpersonalização que ele experimenta na sua vida privada como consumidor de alta renda.


Essa exigência inaugura a era do Customer Experience (CX) Médico, um conceito onde a hiperpersonalização de conteúdo deixa de ser um "luxo do marketing" para se tornar uma métrica de sobrevivência financeira. Para as corporações líderes, o engajamento médico não se resume a bater a meta de visitas diárias; trata-se de arquitetar uma jornada fluida, onde cada interação constrói valor real sobre a dor científica específica daquele profissional.


Entender a hiperpersonalização exige a desconstrução do antigo conceito de "segmentação". Classificar médicos em grupos como "Alto Potencial" ou "Adeptos a Inovação" foi um passo importante, mas tornou-se insuficiente no atual ecossistema de dados. A personalização verdadeira desce ao nível atômico: o motor de inteligência da empresa precisa saber não apenas que o médico "A" é um inovador, mas que ele prefere consumir inovação através de pílulas de vídeo de três minutos, enviadas exclusivamente às sextas-feiras no período da manhã.


A base tecnológica para essa operação cirúrgica é a adoção agressiva de Inteligência Artificial acoplada ao CRM. Sem Machine Learning, hiperpersonalizar em escala é humanamente impossível. O sistema rastreia continuamente o comportamento do médico em webinars da companhia, a sua taxa de abertura de e-mails científicos e as respostas às pesquisas enviadas após a visita do Medical Science Liaison (MSL). Esses dados criam um "DNA digital" inconfundível para cada conta.


Com esse DNA mapeado, a área de Marketing Farmacêutico sofre a sua maior transformação estrutural: o fim das campanhas monolíticas. O modelo atual exige a Modularização de Conteúdo, ou Content Tagging. A equipe criativa já não entrega uma apresentação estática de quarenta slides para o iPad do representante. Em vez disso, ela aprova legalmente pequenos blocos independentes de informação: um gráfico de segurança gástrica, um vídeo sobre posologia e um artigo sobre redução de mortalidade.


É aqui que a magia do Customer Experience acontece. Quando o propagandista abre o seu aplicativo para iniciar a visita, o algoritmo já filtrou esses módulos e montou, em milissegundos, uma apresentação única e exclusiva para aquele exato médico. Se o histórico daquele prescritor mostra uma preocupação crônica com efeitos adversos em pacientes idosos, o iPad destacará espontaneamente os slides de tolerabilidade, ocultando informações que ele consideraria irrelevantes.


A visitação torna-se uma conversa de altíssimo nível, livre de burocracias promocionais. O médico percebe que o laboratório respeita o seu tempo e entende as angústias da sua prática clínica diária. Esse fenômeno gera o gatilho da reciprocidade: o profissional de saúde sente-se compelido a retribuir essa curadoria de conhecimento com lealdade terapêutica e abertura para futuros contatos, blindando o território contra a concorrência.


Além da customização da mensagem, o CX Médico impõe a personalização do Canal. Obrigar um médico que odeia interações físicas a receber representantes presencialmente é um erro primário que aumenta o Churn (taxa de abandono) de prescrição. A hiperpersonalização dita que o cliente escolha a via: Inside Sales remoto, contato via WhatsApp corporativo, e-mail marketing ou a clássica visita de campo.


Essa fluidez omnicanal elimina os "pontos cegos" do relacionamento corporativo. Se um oncologista não tem agenda para visitas físicas durante um congresso internacional, o laboratório inteligente não tenta forçar a barra. O ecossistema pausa a rota do representante e dispara automaticamente um resumo executivo por e-mail com os principais insights daquele evento, mantendo a presença da marca de forma sutil, elegante e extremamente útil.


Para o representante de vendas, a hiperpersonalização atua como o maior propulsor de autoconfiança imaginável. O frio na barriga causado pela incerteza da receptividade do cliente desaparece. O vendedor entra no consultório calçado por evidências irrefutáveis de que a mensagem que ele carrega é exatamente aquela que o médico desejava ouvir. A rejeição diminui drasticamente, elevando o moral e a retenção de talentos no departamento comercial.


O desafio central dessa estratégia, porém, repousa sobre a governança de materiais promocionais e aprovações regulatórias. Departamentos médicos e jurídicos (Legal, Medical and Regulatory - LMR) historicamente lentos costumam travar a velocidade da modularização de conteúdo. O SFE de elite atua em simbiose com o Compliance para criar fluxos de aprovação ágeis, garantindo que a hiperpersonalização ocorra rapidamente, sem ferir qualquer protocolo ético da saúde.


Mensurar o sucesso do Customer Experience Médico exige o abandono de KPIs baseados apenas em volume. Não importa quantas visitas a equipe fez no mês; importa qual foi o Nível de Satisfação (NPS ou CSAT) do médico com aquele contato específico. As companhias avançadas enviam micro pesquisas automatizadas ao final de interações cruciais, perguntando diretamente ao profissional de saúde se a visita agregou valor real ao seu conhecimento.


Essa escuta ativa e contínua retroalimenta o motor de Inteligência Artificial. O Feedback Loop garante que o sistema de recomendação de conteúdo se torne cada vez mais inteligente e refinado a cada ciclo promocional. Erros de abordagem são detectados e isolados rapidamente antes de contaminarem o relacionamento com Key Opinion Leaders (KOLs) — os formadores de opinião estratégicos que ditam as tendências de receituário em grandes hospitais.


No universo do Market Access (Acesso ao Mercado) e do atendimento a contas chaves (KAM), a personalização salva negócios multimilionários. Diretores de operadoras de saúde e gestores de compras hospitalares não têm tempo para apresentações poéticas sobre a marca. Eles querem ver o Business Case farmacoeconômico customizado para a população restrita do plano de saúde deles. O SFE garante que os dados de eficácia sejam formatados no idioma financeiro do decisor.


Outro ponto cego resolvido pelo CX hiperpersonalizado é a manutenção da receita em áreas de difícil acesso logístico. Clínicas em regiões distantes ou de periculosidade elevada frequentemente ficam sem cobertura presencial. A orquestração digital empodera a empresa a criar jornadas eletrônicas altamente ricas e customizadas para esses profissionais, democratizando o acesso à informação científica de ponta e pulverizando a receita da companhia.


O impacto nos lançamentos de medicamentos (NPI - New Product Introduction) é devastador para a concorrência. Quando um laboratório domina a leitura do DNA do cliente, ele identifica com precisão cirúrgica quais médicos da sua base atuarão como Early Adopters da nova molécula. O esforço inicial e o orçamento pesado de Marketing são direcionados exclusivamente para esse nicho de alta propensão, acelerando a curva de adoção do produto em tempo recorde.


As lideranças comerciais, como os gerentes distritais e regionais, precisam assumir a responsabilidade de auditar essa experiência no terreno. O foco do Coaching durante a visita acompanhada muda. O gerente deixa de avaliar apenas a dicção do representante e passa a focar na sua capacidade de interpretar as pistas deixadas pela IA, questionando se a adaptação do Visual Aid estava em harmonia com os desafios revelados pelo médico nos contatos anteriores.


Além disso, a área de Treinamento e Desenvolvimento precisa reciclar o modelo de formação da equipe. Representantes devem ser treinados a operar o CRM não como um bloco de anotações burocrático, mas como o coração pulsante da hiperpersonalização. Um registro raso no sistema compromete todo o algoritmo corporativo, enquanto anotações qualitativas sobre as dúvidas clínicas do cliente garantem que a próxima interação seja impecável.


Empresas que ignoram o chamado do Customer Experience Médico começam a sofrer perdas graduais e silenciosas de market share. O médico não costuma ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório para reclamar de uma visita inútil; ele simplesmente para de receber o representante e transfere silenciosamente as suas prescrições para a marca concorrente que lhe oferece um serviço mais consultivo e assertivo.


A rentabilidade desta estruturação justifica cada centavo investido em software e treinamento. Laboratórios hiperpersonalizados observam ganhos expressivos no tempo de duração das consultas, na adoção de e-mails corporativos e, consequentemente, no ROI das campanhas publicitárias. Eles gastam muito menos dinheiro pulverizando materiais ignorados e faturam muito mais acertando o alvo em cheio.


Ao tratar cada profissional de saúde como um indivíduo único em suas preferências, a indústria não apenas fecha cotas agressivas, mas cumpre o seu papel primário: apoiar médicos com a melhor evidência disponível para curar pacientes. A tecnologia a serviço do relacionamento humano cristaliza o sucesso e afasta as antigas práticas de mercado calcadas na insistência comercial.


Contudo, este nível profundo de captura e armazenamento de comportamentos médicos e institucionais gera uma vulnerabilidade jurídica sem precedentes. O poder do CX só é sustentável se os dados estiverem legalmente blindados. Isso nos leva imediatamente à necessidade máxima de estruturação do oitavo e último tópico desta série: a Governança de Dados e o Compliance Estratégico em tempos de legislações estritas de privacidade (LGPD/GDPR).



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