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A História dos Contrastes do Sudeste Asiático

A História dos Contrastes do Sudeste Asiático
#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #PIB


O Sudeste Asiático é um microcosmo perfeito da economia mundial em muitos aspectos.

A Indonésia é um exemplo clássico de escala econômica (PIB de US$ 1,4 trilhão) impulsionada pelo tamanho da população (284 milhões de pessoas).

Por outro lado, Cingapura tem apenas 6,1 milhões de habitantes e construiu uma economia de US$ 565 bilhões (com o maior PIB per capita da região, de quase US$ 93.000).

E depois há Timor-Leste, um dos países mais pobres do mundo, com um PIB per capita de US$ 1.500.

Enquanto isso, os gastos com educação de Brunei (4,4% do PIB) sugerem um planejamento de longo prazo além da dependência do petróleo.


O PIB (Produto Interno Bruto) é a métrica econômica que representa o valor total de todos os bens e serviços produzidos dentro de um país em um determinado período, geralmente medido em dólares ou na moeda local. Ele é usado para medir o nível médio de riqueza ou produção econômica por pessoa em um país, oferecendo uma ideia do padrão de vida e da produtividade econômica.

Tipos de PIB per capita

PIB per capita nominal: Calculado com base nos valores atuais de mercado, sem ajustes para inflação ou diferenças no custo de vida entre países.
PIB per capita ajustado por paridade de poder de compra (PPC): Leva em conta as diferenças no custo de vida e no poder de compra entre países, oferecendo uma comparação mais precisa do padrão de vida.
Para que serve?

Comparação entre países: Permite comparar a prosperidade econômica entre nações, embora não capture desigualdades internas.
Indicador de desenvolvimento: Países com PIB per capita mais alto geralmente têm melhores padrões de vida, acesso a serviços e infraestrutura.
Análise econômica: Ajuda a entender o crescimento econômico e a produtividade média por pessoa.
Limitações

Não reflete desigualdade: Um PIB per capita alto não significa que todos os cidadãos têm o mesmo nível de riqueza.
Ignora fatores não econômicos: Não considera qualidade de vida, saúde, educação ou meio ambiente.
Variações regionais: Pode mascarar diferenças dentro de um país.

Portugal - Como os Gerentes Seguem Motivando suas Forças de Vendas


Sem clientes não há empresa que resista. Servir o cliente é, então, o objetivo primordial de qualquer negócio. A maioria das empresas encontram sua razão de existência na aquisição dos seus produtos ou serviços por parte relevante dos consumidores.

A Força de Vendas é o elo entre a empresa e seu mercado. Aos seus membros compete fazer chegar os bens/serviços ao cliente, quer este seja consumidor final ou intermediário. Sem a Força de Vendas, os produtos acumular-se-iam e os serviços não seriam prestados.

Dependendo fortemente de sua Força de Vendas, todas as empresas procuram motivá-las para delas extrair o máximo de transações possível. O método mais tradicional é o de pagar aos vendedores em função do volume vendido, i.e., quanto mais venderem mais recebem. O dinheiro seria então a motivação máxima e primordial.



Tendo estabelecido tal sistema, muitas empresas deparam-se com um paradoxo: baixa das vendas. Sendo o produto o mesmo, como explicar este fenômeno?


A verdade é que as motivações humanas são múltiplas e não se resumem a ganhar mais dinheiro

As motivações variam em função da cultura de cada país. O que funciona na Espanha muito provavelmente não será tão eficaz na Indonésia.

Vários estudos apontam para 4 determinantes culturais da motivação:

  1. Individualismo da sociedade, 
  2. Distância ao poder, 
  3. Aversão à incerteza e 
  4. Orientação temporal.


Portugal, por exemplo, tem um perfil individualista, em que as pessoas têm dificuldade em cooperar umas com as outras com vista a atingir um objetivo, já os países nórdicos estão no polo oposto. Em Portugal, a distância do poder é grande, ao contrário de países como a Holanda em que é mais reduzida. Já em termos de aversão à incerteza, os portugueses são dos primeiros e a sua orientação temporal tende a ser média em contraste com os chineses, em que é longa.



Assim, em países como Portugal, um sistema motivacional baseado em comissões puras tenderá a não apresentar resultados e criará muita insatisfação. Primeiro porque introduz uma enorme incerteza, fator fortemente rejeitado pelos portugueses, depois porque é um estímulo de curto prazo quando a orientação temporal é de médio prazo. Por outro lado, exacerba o individualismo, elevando a competição interna extremada e a práticas desonestas.

Em Portugal, um sistema que promova uma redução de incerteza, por exemplo, um componente salarial fixo relevante, permite uma orientação temporal considerável, com um sistema de promoções salariais com base nas vendas acumuladas ao longo de um período, que estimule o trabalho em equipe, como comissões por equipe, é, comprovadamente, mais eficaz e gerador de maiores volumes de vendas.




É tempo de as empresas alinharem o sistema de incentivos com a matriz cultural nacional, aumentando sua eficácia.


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