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IQVIA® Retail Digital Commerce | Como Construir Indicadores que Realmente Explicam o E-commerce Farmacêutico

IQVIA® Retail Digital Commerce | Como Construir Indicadores que Realmente Explicam o E-commerce Farmacêutico
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DOE UM CAFÉ


Antes de construir qualquer indicador de canal digital, é preciso responder a uma pergunta simples e frequentemente ignorada, qual decisão de negócio esse número vai apoiar. Indicadores criados sem esse propósito claro acabam virando números decorativos em um relatório que ninguém realmente usa para decidir nada.


Nenhum painel de indicadores deveria começar pela ferramenta, ele deveria começar pela pergunta de negócio. Só depois de definir claramente o que se quer entender, seja penetração do canal, seja competitividade por bandeira, é que faz sentido pensar em qual estrutura de dados e qual visualização vão sustentar essa resposta.


Definir a métrica de penetração digital é geralmente o primeiro indicador estruturado por qualquer equipe que está começando esse trabalho, calculada como a proporção do valor vendido pelo canal online sobre o valor total vendido pela categoria, permitindo acompanhar sua evolução ao longo do tempo e comparar com a média do mercado.



Recomenda-se sempre construir esse indicador com dupla visão, valor absoluto e participação percentual, porque um crescimento expressivo em reais pode esconder perda relativa de participação se o mercado como um todo estiver crescendo em ritmo ainda mais acelerado no mesmo período.


Época de reportar apenas números absolutos já passou. Um bom indicador de canal digital sempre traz junto sua variação percentual ano contra ano e, sempre que possível, sua variação frente ao trimestre imediatamente anterior, permitindo identificar tanto tendência estrutural quanto sazonalidade de curto prazo.


Ligado a esse indicador principal, é importante construir também um indicador de participação de mercado especificamente dentro do canal digital, separado da participação de mercado tradicional, já que o desempenho competitivo de uma marca costuma variar significativamente entre o ambiente físico e o ambiente online.


Uma boa prática técnica ao construir esse tipo de medida em ferramentas como Power BI é sempre utilizar funções que respeitem corretamente o contexto de filtro aplicado, evitando o erro comum de remover filtros de forma indiscriminada, o que pode gerar indicadores de penetração zerados ou distorcidos quando cruzados com a dimensão de calendário.



Indicadores de decomposição de crescimento são o próximo nível de sofisticação analítica, separando a variação total observada entre componentes como volume orgânico, efeito de lançamento de novos produtos e efeito de preço e mix, o que ajuda a entender de onde realmente vem o resultado apresentado.


Zonas de comparação regional também merecem indicador próprio, estruturando a análise por unidade federativa sempre que a base de dados permitir esse nível de granularidade, já que o comportamento do consumidor digital farmacêutico não é homogêneo em um país do tamanho do Brasil.


Bandeiras de farmácia individualmente também precisam de indicador dedicado, especialmente para marcas que dependem fortemente de poucas redes para grande parte do seu volume de venda digital, já que a concentração de risco comercial nessas redes específicas costuma passar despercebida em análises apenas nacionais.


Estruturar um indicador de ranking competitivo, mostrando a posição da marca frente aos principais concorrentes dentro de cada classe terapêutica relevante, ajuda a transformar número absoluto em contexto competitivo, que é o que realmente importa para quem toma decisão comercial.


Recomenda-se também construir indicadores de importância do canal por marca específica, medindo qual proporção da venda total de cada produto já vem do ambiente digital, já que essa informação orienta diretamente decisões de investimento em mídia digital direcionada por portfólio.


Nenhum indicador deveria ser publicado sem um padrão visual consistente de cores e de sinalização, utilizando indicadores visuais claros para marcar quando uma bandeira ou uma categoria está performando acima ou abaixo da média do mercado, facilitando a leitura rápida por parte da liderança executiva.


A documentação técnica de cada medida criada, incluindo a lógica de cálculo utilizada, é uma prática que evita retrabalho e garante governança sobre o modelo de dados, especialmente em equipes onde mais de uma pessoa constrói ou mantém o mesmo painel ao longo do tempo.


Respeitar uma frequência clara de atualização para cada indicador, alinhada à frequência disponível na base de dados de origem, seja mensal, semanal ou diária, evita expectativas equivocadas dentro da organização sobre a atualidade da informação apresentada em cada análise.


Definir alertas automáticos para variações relevantes, como queda de participação de mercado acima de determinado patamar em qualquer bandeira relevante, transforma o painel de indicadores de uma ferramenta passiva de consulta em uma ferramenta ativa de gestão de risco comercial.


Estender esses indicadores a ferramentas de inteligência artificial de apoio à decisão, sempre que possível, amplia o valor do painel, permitindo que a liderança faça perguntas em linguagem natural sobre o comportamento do canal digital sem depender exclusivamente de relatórios pré-formatados.


Se o objetivo de qualquer painel de indicadores é apoiar decisão, então a régua de qualidade não deveria ser quantos números o painel exibe, e sim quantas decisões concretas de negócio esse painel realmente ajudou a tomar dentro de um determinado período de tempo.





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Ferramentas de Data Lake recomendadas para a Indústria Farmacêutica 2026

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e-Book - Será que a Indústria Farmacêutica precisa dos Representantes de Vendas Tradicionais? (Indústria Farmacêutica | Orientações para Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

Em 2026, a Indústria Farmacêutica já não discute se deve ter um data lake, mas como estruturar um data lake robusto, seguro e escalável que integre dados de R&D, fabricação, comercial, saúde real‑world e farmacovigilância em um único ecossistema de dados. Para isso, combinar uma plataforma de armazenamento em nuvem escalável (AWS, Azure ou Google Cloud) com ferramentas de governança, ingestão, ETL/ELT, processamento e BI é o caminho mais comum entre grandes players globais e farmacêuticas brasileiras de médio a grande porte.

A escolha de ferramentas de data lake segue uma lógica simples: o armazenamento em nuvem precisa ser capaz de suportar grandes volumes de dados não estruturados e semi‑estruturados, enquanto a camada de governança e análise precisa entregar qualidade, integridade e velocidade de insight para time de P&D, market access, comercial e farmacovigilância. Em um cenário de mercado brasileiro previsto para crescer 10,6% em 2026, com maior pressão de preços, de compliance regulatória e de demanda por evidências de valor, a arquitetura de dados passa a ser um dos principais drivers de vantagem competitiva.


A base de qualquer data lake farmacêutico é a plataforma de armazenamento em nuvem. O trio AWS Lake Formation + Amazon S3, Azure Data Lake Storage (ADLS) Gen2 + Azure Synapse e Google Cloud Storage (BigLake) + BigQuery compõe a tríade de opções mais utilizadas atualmente. A S3 atua como armazenamento de dados brutos em qualquer formato, integrada naturalmente a Glue, Athena, Redshift e serviços de IA/ML da AWS, enquanto a ADLS Gen2 integra com Synapse, Power BI e Azure Purview, favorecendo empresas que já vivem no ecossistema Microsoft.

A camada de ingestão e orquestração é responsável por trazer dados de R&D, fábrica, comercial, saúde real‑world e farmacovigilância para o data lake de forma estruturada e controlada. Ferramentas como AWS Glue, Azure Data Factory e Google Dataflow atuam como “ETL/ELT as a service”, com scheduling, monitoramento e integração com fontes diversas, incluindo ERP, MES, LIMS, sistemas de farmacovigilância e EHRs de hospitais e CROs.

e-Book - Um Dia na Vida do Representante da Indústria Farmacêutica (Indústria Farmacêutica | Orientações para Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

Para cenários de alta velocidade e dados em tempo real, soluções como Apache NiFi, Apache Kafka e Apache Flink são usadas para ingerir dados de sensores da linha de produção, monitoramento de qualidade, relatórios de non‑conformidade e até logs de sistemas de ensaios clínicos distribuídos. Essa combinação de ETL gerenciados e ferramentas de streaming permite que a farmacêutica não só centralize dados, mas também detecte anomalias em tempo quase‑real, o que é crítico para QC, planejamento de capacidade e suporte a submissions de alteração de processo.

A parte central do “motor” de qualquer data lake farmacêutico é o processamento de dados em larga escala, geralmente baseado em Apache Spark ou similares. Plataformas como Databricks, EMR e Google Dataproc são amplamente usadas para processamento distribuído de grandes volumes de dados de R&D, farmacovigilância, world‑wide sales, registros de ensaios clínicos e dados de saúde real‑world. Quando integradas a frameworks de IA/ML, essas ferramentas permitem treinar modelos de previsão de eventos adversos, análise de variabilidade de lotes, identificação de biomarcadores e modelos de adoção de terapia.

e-Book - Os 7 Comportamentos que Apenas 1% dos Principais Representantes da Indústria Farmacêutica Fazem De Maneira Diferente (Indústria Farmacêutica | Orientações para Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

Para consultas SQL ad‑hoc e BI sobre o data lake, o mercado de 2026 privilegia Presto/Trino, Amazon Athena, Google BigQuery e Azure Synapse SQL como opções de “SQL engine” nativa para dados armazenados em S3, ADLS ou BigLake. Isso permite que analistas de negócio, times de market access, financeiro e regulação façam perguntas complexas sobre dados de pacientes, prescrição, distribuição e resultados clínicos sem precisar exportar dados para bancos tradicionais ou planilhas, o que acelera a geração de insights para negociações de reembolso, contratos de performance e análise de concorrência.

O Dremio tem ganhado espaço em estudos de data lake em saúde como um “data lakehouse” que conecta diretamente Power BI, Tableau e outras ferramentas de BI ao data lake, reduzindo a necessidade de ETL intermediários e facilitando o consumo de dados complexos por usuários de auto‑service. Em farmacêuticas, isso é particularmente relevante para cenários de market access, onde equipes de saúde pública e negociação de preços precisam de dashboards rápidos, porém baseados em dados de ensaios clínicos enriquecidos com dados de saúde real‑world.

e-Book - Representante da Indústria Farmacêutica: — Já fez a Transição de Rep Generalista para Rep Especialista? (Indústria Farmacêutica | Orientações para Consultores, Propagandistas e Representantes) - André Luiz Bernardes

Governança de dados é um dos pilares mais críticos em qualquer data lake farmacêutico, dada a exigência de integridade, rastreabilidade e conformidade com LGPD, 21 CFR Part 11 e normas de Anvisa e CFB. Ferramentas como AWS Glue Data Catalog, Azure Purview, Google Dataplex e soluções de governança como Collibra e Alation ajudam a catalogar dados de pacientes, registros clínicos, farmacovigilância, submissions regulatórias e operacionais, com metadados, lineage e políticas de privacidade bem definidas.

Monitoramento de qualidade e integridade de dados é feito por ferramentas como Datadog, Prometheus, CloudWatch, Azure Monitor e Google Cloud Logging, que acompanham latência de pipelines, erro de transformação, volume de dados ingeridos e padrões de acesso a informações sensíveis. Esses sistemas alertam automaticamente quando há desvios de qualidade, o que é vital para evitar que modelos de IA sejam treinados com dados viciados, incompletos ou desatualizados.

A integração com BI e visualização de dados costuma ser feita por plataformas como Power BI, Tableau, QuickSight e Looker, que conectam-se diretamente ao data lake via drivers nativos ou gateways de dados. Para farmacêuticas, Dashboards de adesão de tratamento, compliance de ensaios clínicos, desempenho de produto por região, pacientes reais por terapia e custos de saúde por linha de tratamento são exemplos de artefatos de alto valor de negócio alimentados diretamente do data lake.

A escolha de stack em 2026 acaba sendo mais estratégica que técnica. Em empresas 100% Microsoft, o combo Azure Data Lake Storage + Synapse + Power BI + Purview costuma ser o mais natural, com curva de aprendizado menor e maior facilidade de alinhar dados de comercial, R&D e fábrica em dashboards de performance. Já em ambientes AWS, S3 + Lake Formation + Athena + SageMaker + QuickSight oferece um ecossistema muito fechado e integrado para IA, analytics avançados e governança granular, embora exija mais investimento em skills de engenharia de dados.

O Google Cloud, por sua vez, oferece BigLake + BigQuery + Vertex IA como um stack altamente otimizado para consultas SQL rápidas, analytics avançados e IA/ML, com forte integração entre armazenamento e model training. Para farmacêuticas que priorizam IA e modelos de predição de risco, ADA e resposta a terapia, o Google Cloud tem se tornado uma alternativa relevante, especialmente em projetos de pesquisa colaborativa e consortia de saúde digital.

Em 2026, uma tendência crescente é a arquitetura híbrida, onde a camada de processamento de dados e IA roda em AWS ou Google Cloud, enquanto a camada de consumo (BI, dashboards de comercial e market access) é mantida em Azure com Power BI. Essa divisão permite aproveitar o melhor de cada ecossistema: AWS para saúde real‑world e IA, Google Cloud para análise avançada e Azure para consumo corporativo, sem perder governança centralizada.

Ainda em 2025/2026, estudos de mercado mostram que empresas farmacêuticas que já estruturaram um data lake com governança adequada conseguem reduzir em até 30% o tempo de preparação de dados para ensaios clínicos e em até 20% o tempo de geração de relatórios de compliance, tudo enquanto aumentam a confiança regulatória no uso de modelos de IA. Esse ganho de eficiência se traduz em ciclos de R&D mais rápidos, maior capacidade de resposta a mudanças de preço e de acesso, e mais margem de manobra em negociações com ANS, planos privados e governo brasileiro.

Para uma farmacêutica brasileira, o roteiro de adoção de data lake costuma ser dividido em 12–18 meses, com foco em: mapeamento de fontes de dados, definição de governança, padronização de metadados, construção de pipelines de ETL/ELT, integração com BI e criação de primeiros use cases de IA e saúde real‑world. Nesse processo, escolher a combinação correta de ferramentas é o que determina se a empresa vai acelerar inovação terapêutica, melhorar compliance ou ficar presa em um “lago de inconsistências” mal governado.

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