#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #IndústriaDeMedicamentos #ANVISA #IEMA #IDA #IGBT #IICH #IOMS #IOPAS #IPEP #ISRA #ITAGWLA #IWLAO selo da WLA - WHO-Listed Authority - fundamentalmente, a substituição de um modelo antigo e um tanto político por um sistema transparente e baseado em evidências.
Até pouco tempo atrás, a indústria farmacêutica se guiava pelo conceito de Stringent Regulatory Authority (SRA), que beneficiava automaticamente agências pertencentes ao conselho do ICH (focado na Europa, EUA e Japão), sem que passassem por uma auditoria formal da própria OMS.
Para conquistar esse selo, a OMS exige que a agência passe por uma verdadeira "maratona" de auditorias baseada em duas ferramentas principais: o Global Benchmarking Tool (GBT) e o Processo de Avaliação de Desempenho (PEP).
Nota técnica: A submissão para se tornar uma WLA é voluntária.
O país precisa solicitar a avaliação da OMS.
Abaixo detalhamos as exigências técnicas de cada etapa dessa jornada:
1. Atingir o Nível de Maturidade 3 (Maturity Level 3)
A porta de entrada (o critério de elegibilidade) para pleitear o selo WLA é passar pelo Global Benchmarking Tool (GBT).
Para ser considerada elegível ao selo, a agência precisa comprovar que atingiu, no mínimo, o Nível 3 (ML3), que significa ter um sistema regulatório estável, bem integrado e em pleno funcionamento.
2. Comprovar Excelência em 8 Funções Regulatórias
Não basta ser bom apenas em analisar dossiês de registro. A auditoria do GBT escrutina a agência em oito funções vitais para o ciclo do produto:
Sistema Regulatório Nacional:
A base legal e a independência política da agência.
Registro e Autorização de Mercado:
A qualidade e o rigor científico na análise de dossiês.
Farmacovigilância: A capacidade de rastrear e agir contra eventos adversos de produtos já no mercado.
Vigilância de Mercado e Controle:
O combate a medicamentos falsificados e subpadrão.
Licenciamento de Estabelecimentos:
A fiscalização da cadeia de fornecimento.
Inspeção Regulatória: As auditorias de Boas Práticas de Fabricação (GMP) nas fábricas.
Testes Laboratoriais:
A capacidade de realizar testes de controle de qualidade independentes.
Ensaios Clínicos: A supervisão ética e técnica de estudos com humanos.
3. O Processo de Avaliação de Desempenho (PEP)
Uma vez que a agência prova ter a estrutura (Maturity Level 3), ela entra na fase de Avaliação de Desempenho. Aqui, a OMS não olha mais apenas para os processos descritos no papel (SOPs), mas avalia os resultados (outputs) reais.
Inspetores internacionais e painéis da OMS verificam se as decisões da agência ao longo dos anos têm sido cientificamente sólidas, consistentes e alinhadas aos padrões internacionais de Boas Práticas Regulatórias (GRP).
4. O Crivo Final: TAG-WLA
Para garantir que não haja viés político na aprovação, o veredito final não é dado por burocratas da OMS, mas pelo Technical Advisory Group on WHO Listed Authorities (TAG-WLA).
Este é um conselho consultivo formado por experts globais independentes.





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