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Planograma na Farmácia: Muito Mais do que Um Desenho de Gôndola, é Estratégia de Mercado

Planograma na Farmácia: Muito Mais do que Um Desenho de Gôndola, é Estratégia de Mercado
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Alguma vez considerou que o Planograma da sua farmácia pode estar vendendo mais do que indica no relatório de vendas — só que em proveito da concorrência? O Planograma deixou de ser apenas um “desenho bonito de Gôndola” e se tornou um dos ativos mais estratégicos do trade marketing na indústria farmacêutica. Em muitas operações, ele ainda é visto como um mero apoio de exposição, quando na verdade é o mapa de decisão do consumidor dentro da loja, influenciando diretamente ticket médio, giro de estoque e margem de cada SKU.


A primeira etapa do AIDA — atenção — é simples: 60% a 70% das decisões de compra em farmácias acontecem dentro do PDV, muitas delas nas gôndolas, e o Planograma define onde, em que ordem e em que altura cada produto será visto. Quando esse documento é baseado apenas em estética, sem dados de giro, histórico de ruptura e mapa de missão de compra, ele passa a ser um custo mascarado de investimento, criando gôndolas bonitas, porém ineficientes.


A segunda etapa, interesse, começa quando se entende que o Planograma é, em essência, a tradução de um plano de negócios em formato visual. Ele transforma decisions de marketing, preço, promoção e posicionamento de marca em um layout de gôndola que, se bem executado, gera crescimento de receita; se mal estruturado, gera estoque parado, ruptura de produtos certos e exposição excessiva de produtos que não vendem. Dados de 2024 indicam que farmácias com Planograma alinhado a giro e segmentação de cliente conseguem reduzir a ruptura em média 15% em comparativo anual.

Como o Rep Farmacêutico se Torna o Aliado Estratégico do Farmacêutico no Balcão

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A terceira etapa, desejo, vem de um dado provocador: um bom Planograma pode aumentar o ticket médio em até 18% em corredores de saúde, sem alterar preço de venda. Isso acontece quando o layout é pensado em soluções completas — combinação de medicamento de uso crônico, suplemento, dermocosmético ou produto de autocuidado — em vez de apenas agrupar produtos iguais. Pesquisas de categoria em farmácias com forte presença de genéricos e correlatos mostram que gôndolas organizadas por “missão de compra” (por exemplo, controle de pressão, saúde bucal, pé diabético) aumentam a taxa de conversão em até 20%.



A quarta e última etapa, ação, exige que o Planograma seja tratado como um ativo de gestão, não apenas de operação. Em vez de ser um desenho em PDF entregue ao varejo e ignorado no dia a dia, ele precisa ser acompanhado por indicadores de campo, visitas de campo e ciclos de atualização contínua. Redes que integram Planograma com visão computacional e feedback de equipes de trade marketing conseguiram reduzir a gôndola vazia em até 12 pontos percentuais em 2024, o que se traduziu em aumento de receita de 4% a 6% em lojas de médio porte.



O Planograma, na farmácia, define muito mais do que posição de caixa. Ele estabelece a hierarquia de visibilidade: genéricos, similares, marcas de referência, marcas próprias, correlatos, dermocosméticos, nutracêuticos e produtos de prevenção. A forma como esses segmentos se organizam em altura, número de faces, zona de foco e tamanho de FAIL (frente de exposição do produto) impacta diretamente a probabilidade de o consumidor escolher um produto de maior margem. Estudos de layout de gôndola mostram que produtos entre a altura dos olhos e a cintura têm taxa de conversão 18% a 25% maior do que os mesmos itens em regiões mais altas ou mais baixas.


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O Planograma também é o principal mecanismo de gestão de mix de categoria. Em farmácias, o número de SKUs em algumas categorias pode ser muito maior do que o espaço físico permite, gerando excesso de escolha, dificuldade de organização e, muitas vezes, ruptura de itens mais importantes. A criação de um Planograma baseado em ABC de vendas, giro de estoque e margem permite que a rede priorize o que realmente importa: produtos que vendem, que geram ticket e que têm bom índice de reposição. Dados de 2024 indicam que redes que reformularam o mix de categoria com base em Planograma conseguiram aumentar a margem bruta em média 3% ao ano.



A gôndola definida por Planograma também influencia a experiência de saúde do cliente. Quando o consumidor entra na farmácia com a intenção de controlar diabetes, pressão, dor ou cuidar de pele, e encontra uma gôndola organizada por “missão de compra”, ele percebe o PDV como um lugar de solução, e não apenas de estoque. Farmácias que adotaram gôndolas por missão relatam aumento de 14% na taxa de recompra em 30 dias para clientes de uso crônico.



A integração do Planograma com o digital é outro ponto de vantagem competitiva. A gôndola bem planejada pode ser fotografada, catalogada e usada em campanhas de mídia social, e‑mail marketing e até em aplicativos de clientes, criando um fluxo entre o que o consumidor vê online e o que encontra físico‑mente na loja. Redes que usam o Planograma como base de conteúdo visual reportam aumento de 7% a 10% no tráfego de lojas específicas, especialmente em áreas urbanas de médio e alto poder aquisitivo.


O Planograma, quando bem construído, também é um aliado na gestão de ruptura e de validade. Ele define, por categoria, quantas unidades de cada SKU ficam em prateleira, o que ajuda a evitar a prática de colocar todo o estoque visível — o que aumenta o risco de furto, validade vencida e dificuldade de reposição. Em farmácias que alinharam o tamanho de exposição do SKU ao giro e à data de validade, o índice de produtos fora de validade caiu em média 25% em comparação com o ano anterior.


Ainda em 2024, algumas redes de farmácias passaram a usar o Planograma como parte de um modelo de gôndola inteligente, onde o layout é ajustado por região, por perfil de cliente e por sazonalidade. Medicamentos de gripe em regiões mais frias, protetores solares em cidades de clima quente, campanhas de vacinação em datas específicas. Esse tipo de Planograma dinâmico gerou aumento de 12% a 15% nas vendas de campanhas de saúde em comparação com Planogramas fixos usados por todo o país.



O Planograma também é um mecanismo de negociação de espaço com o varejo. A indústria, em vez de pedir gôndola por insistência, passa a oferecer um plano de exposição baseado em dados: giro, margem, ruptura, perfil de cliente e missão de compra. Dados de 2025 mostram que campanhas em que a negociação de espaço é ancorada em Planograma de categoria aumentam o retorno de investimento em 20% em relação a campanhas tratadas apenas como pedido de “mais espaço na gôndola”.


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A gôndola, por fim, é o ponto onde o Planograma se encontra com a realidade operacional. Quando o layout é bem desenhado, mas o cadastro de SKU, o sistema de reposição e o treinamento de equipe estão frágeis, o resultado é Planograma bonito e gôndola desorganizada. O Planograma, para ser efetivo, precisa vir acompanhado de processos de reposição, de supervisão de campo e de indicadores de execução. Redes que implementaram esse pacote completo relataram aumento de 18% na adesão ao Planograma em 12 meses, com redução de ruptura e aumento de ticket médio.


O Planograma, na indústria farmacêutica, também é um ativo de inovação de categoria. Em vez de apenas expor o que existe, ele pode ser usado para testar novos produtos, novos combos, novos formatos de embalagem. A gôndola‑piloto, baseada em um Planograma segmentado, permite que a marca veja a resposta do consumidor em poucas lojas, sem expor o risco de todo o portfólio. Em 2024, redes que usaram esse modelo para lançar novos suplementos, kits de tratamento e produtos de nutracêuticos relataram aumento de 25% a 30% na taxa de adoção quando as campanhas saíram da fase piloto, com ruptura próxima a zero em lojas selecionadas.


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A gôndola, quando orientada por um Planograma maduro, é também um espaço de fidelização de marca. A marca que aparece em posição de destaque, associada a soluções de saúde, tem mais chance de ser lembrada na próxima compra. Pesquisas de 2024 mostram que marcas que garantem gôndola fixa + pontas de gôndola sazonais aumentam a lembrança espontânea em até 30% em clientes de farmácias de médio porte.


O Planograma, em resumo, é muito mais do que um desenho de gôndola: é o documento que traduz estratégia em ação, que transforma marketing de massa em experiência de varejo e que, quando bem feito, gera receita estável, reduz perdas e fortalece a relação entre indústria e farmácia. A pergunta desafiadora é: o Planograma da sua marca é apenas um layout visual, ou é o verdadeiro mapa de crescimento do seu negócio dentro da gôndola?


Para quem está disposto a encarar esse desafio, o Planograma deixa de ser um artefato de power point e passa a ser o centro de uma transformação comercial na farmácia, onde cada linha de gôndola exposta é, em essência, uma linha de resultado que pode ser medida, ajustada e otimizada. Em um mercado de margens apertadas, concorrência intensa e consumidor cada vez mais exigente, o Planograma bem elaborado pode ser o diferencial que separa a marca que apenas ocupa espaço daquela que realmente domina a gôndola.



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6 comentários:

  1. Artigo extremamente técnico e esclarecedor! A analogia do planograma como 'mapa de tesouros' é perfeita. Uma dúvida: como as farmácias independentes, sem sistemas sofisticados, podem implementar planogramas eficazes? Existe alguma ferramenta low-cost ou metodologia manual que funcione para pequenos varejos? Esse conhecimento seria revolucionário para milhares de farmácias familiares.

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  2. A parte sobre planograma dinâmico versus estático me fez pensar: com que frequência as grandes redes farmacêuticas brasileiras atualizam seus planogramas? Há algum benchmark de mercado? E mais importante: como medir o ROI dessas mudanças? Será que a complexidade operacional de reorganizar gôndolas constantemente compensa os ganhos em vendas?

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  3. Pergunta provocadora: se planogramas são tão eficazes, por que ainda vemos tanta desorganização nas farmácias brasileiras? O problema está na execução (balconistas não seguem) ou na auditoria (gestão não fiscaliza)? Talvez precisemos discutir mais sobre compliance de planograma e menos sobre design. Qual a experiência de vocês com resistência da equipe de loja?

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  4. Visão estratégica brilhante sobre planogramas! Uma reflexão: considerando que cada região do Brasil tem perfis de consumo diferentes (Norte compra mais genéricos, Sul mais similares, por exemplo), até que ponto faz sentido ter planogramas nacionais padronizados? Seria interessante ver estudos sobre planogramas regionalizados ou até mesmo personalizados por perfil sociodemográfico do bairro.

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  5. Conteúdo de altíssimo nível! Minha contribuição ao debate: e se pensássemos em planogramas 'phygital'? Com a integração online-offline cada vez maior, talvez a gôndola física precise dialogar com o app da farmácia. QR codes que levam a informações complementares, promoções exclusivas para quem escaneia na loja... O planograma do futuro será híbrido? Adoraria ouvir opiniões sobre isso!

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  6. Quando o artigo menciona que "o planograma também é um indicador de performance da indústria", fica clara a importância estratégica dessa ferramenta. Não é apenas disposição visual, mas um KPI que mostra se a marca está realmente conquistando espaço no mercado. Seria interessante ver como as farmácias mensuram o ROI dessas mudanças de layout.

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