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Onde a guerra com o Irã pode interromper as Cadeias de Suprimentos Farmacêuticos - O Que Poderia ser Feito?

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Para países dependentes das rotas marítimas do Oriente Médio ou com estoques de segurança reduzidos, e para a já frágil cadeia de frio, medidas de proteção imediatas são necessárias. Manter o acesso a produtos de alto valor que dependem da cadeia de frio exige o redirecionamento do transporte aéreo por meio de centros de distribuição fora do Golfo, apesar do aumento dos custos de combustível. Os governos também devem considerar a flexibilização regulatória temporária para agilizar fontes alternativas de importação, controlar extensões de prazo e gerenciar as alocações, especialmente para países vulneráveis ​​que não possuem estoques de segurança integrados.

A visibilidade da cadeia de suprimentos é o próximo passo essencial, para que países, empresas farmacêuticas e distribuidores possam entender onde medicamentos e IFA (Ingredientes Farmacêuticos Ativos) retidos estão gerando pressão sobre os estoques.


As crises frequentemente criam o ímpeto político necessário para construir estruturas que perdurem para além das emergências imediatas. As vulnerabilidades da cadeia de suprimentos farmacêuticos expostas pelo conflito no Oriente Médio ressaltam a necessidade de um mecanismo permanente de coordenação do G20 sobre cadeias de suprimentos farmacêuticos — um mecanismo que possa gerenciar riscos durante conflitos, mas também apoiar a produção e distribuição de contramedidas médicas durante emergências de saúde. Uma força-tarefa do G20 poderia agregar informações sobre a cadeia de suprimentos, reunir fabricantes e governos e manter visibilidade em tempo real sobre os fluxos de medicamentos e os gargalos de distribuição. A tecnologia para essa visibilidade já existe por meio do rastreamento digital da cadeia de suprimentos, plataformas logísticas e ferramentas de compartilhamento de dados. O que falta é uma estrutura multilateral estabelecida para hospedar e governar esses sistemas.

A dependência atual dos principais centros de trânsito do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) como corredor principal para o comércio farmacêutico deve ser diversificada geograficamente, e cadeias de suprimentos mais curtas devem ser consideradas sempre que viáveis. A fragilidade das cadeias de suprimentos farmacêuticas globais não é novidade. Esses mesmos problemas surgiram durante a COVID-19, o terremoto e tsunami no Japão em 2011 e o furacão Maria em 2017. A guerra no Irã é mais um lembrete preocupante dos problemas estruturais na cadeia de suprimentos farmacêutica. Esperemos que esse lembrete finalmente leve a ações concretas.


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