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2021 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec

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Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


O Setor Biofarmacêutico no Ano da COVID-19


O ranking anual das 50 maiores empresas biofarmacêuticas globais, elaborado com base nas vendas de medicamentos prescritos e com dados fornecidos em parceria com a firma de inteligência de mercado Evaluate Ltd — incluindo também os totais de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de cada companhia —, reflete o desempenho do setor durante um dos períodos mais desafiadores de sua história recente. O recorte temporal analisado foi amplamente influenciado pela pandemia de COVID-19, que impôs às empresas farmacêuticas uma dupla exigência: manter e expandir suas operações comerciais, ao mesmo tempo em que respondiam a uma crise sanitária global sem precedentes.


Os desafios operacionais foram múltiplos: implementação de políticas de trabalho remoto em escala, interrupções nas cadeias de suprimentos e logística em razão do fechamento de fronteiras, e mudanças profundas nas dinâmicas de relacionamento com pacientes e profissionais de saúde. Em pesquisa conduzida pela empresa Model N com executivos de alto escalão do setor farmacêutico, 58% dos respondentes apontaram a pandemia como o fator de maior impacto sobre a gestão de receitas em suas organizações.


Do ponto de vista do valor de mercado, o desempenho das empresas em 2020 foi heterogêneo e nem sempre atrelado diretamente à presença de produtos COVID no portfólio. Dados compilados pela GlobalData indicam que a AbbVie — sem produtos relevantes voltados à COVID-19 — registrou o maior crescimento percentual de capitalização de mercado entre as dez maiores farmacêuticas globais: 44,4% em termos anuais. A Eli Lilly, que obteve autorização de uso emergencial para seu coquetel de anticorpos contra COVID em fevereiro, viu sua capitalização crescer 28%. A Roche, com forte presença em diagnósticos para COVID-19, e a Regeneron, fabricante de outro coquetel de anticorpos, também registraram aumentos expressivos de valor de mercado.


Embora os resultados de valorização tenham variado entre empresas como Pfizer, Johnson & Johnson, AstraZeneca e Gilead Sciences — todas envolvidas no desenvolvimento acelerado de vacinas ou terapias contra a COVID-19 —, a pandemia se mostrou, em termos gerais, favorável ao desempenho financeiro da indústria farmacêutica. Esse cenário foi evidenciado tanto pelo fluxo de capital para o setor quanto pela valorização das ações. Relatório da consultoria independente de avaliação de marcas Brand Finance apontou crescimento no valor de marca de 6% para a Pfizer, 18% para a AstraZeneca e 58% para a chinesa Sinopharm, como resultado direto da corrida por vacinas.



As Líderes do Ranking: Top 10 em Vendas de Rx


Roche — 1ª Posição


A Roche manteve a liderança pelo segundo ano consecutivo, ainda que sua receita de medicamentos prescritos tenha recuado 1,6%. O anticorpo monoclonal Ocrevus, indicado para esclerose múltipla (EM), ascendeu à segunda posição entre os produtos mais vendidos da companhia, com receita de US$ 4,6 bilhões em 2020, deslocando o histórico Herceptin do trio de líderes. Outros medicamentos recentemente lançados — Tecentriq, Perjeta e Kadcyla, para oncologia, e Hemlibra, para hemofilia — apresentaram crescimento consistente, contribuindo para compensar a concorrência de biossimilares.


A Roche também se manteve como a maior investidora em P&D do setor, destinando US$ 11,3 bilhões à pesquisa — crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior. A companhia contava com 19 novos compostos em fase III de ensaios clínicos ou em processo de aprovação regulatória.


Novartis — 2ª Posição


A Novartis manteve a segunda colocação, com crescimento de 2,4% nas vendas de Rx, atingindo US$ 47,2 bilhões. O medicamento Entresto, indicado para insuficiência cardíaca crônica (ICC), continuou sua trajetória ascendente, com crescimento de 45% em 2020, atingindo US$ 2,5 bilhões — e expansão adicional de 34% no primeiro trimestre de 2021. Em fevereiro, a FDA concedeu ampliação de indicação ao produto para abranger a maioria dos pacientes com ICC, incluindo adultos com fração de ejeção reduzida ou preservada. O biológico Cosentyx, principal produto da empresa, recebeu aprovação para o tratamento de psoríase em placas em pacientes pediátricos.


AbbVie — 3ª Posição


A AbbVie avançou da 8ª para a 3ª posição, impulsionada pela incorporação dos ativos da Allergan após o fechamento da aquisição em 8 de maio de 2020. As vendas totais de Rx saltaram 37%, para US$ 44,3 bilhões. A empresa ainda detém o produto de maior receita global em imunologia: o Humira, com vendas próximas a US$ 20 bilhões em 2020 — representando aproximadamente 45% do total de vendas de medicamentos da AbbVie, uma das maiores dependências de produto único entre as grandes farmacêuticas globais.


Com a expiração da patente do Humira prevista para 2023 e o consequente início da concorrência de biossimilares, a companhia aposta nos medicamentos de nova geração Skyrizi e Rinvoq para compensar as perdas futuras. Aprovados para psoríase e artrite reumatoide, respectivamente, os dois produtos somaram US$ 2 bilhões em vendas em 2020, com projeções corporativas de US$ 15 bilhões combinados até 2025.


O Skyrizi, inibidor de IL-23, encontrava-se em fase avançada de testes para doença de Crohn, artrite psoriásica e colite ulcerativa — com resultados positivos em fase III para Crohn reportados em dois estudos distintos de dosagem. O Rinvoq, inibidor de JAK, avançava em indicações para dermatite atópica (com resultados superiores ao placebo em três estudos de fase III), espondilite anquilosante e artrite psoriásica.


Johnson & Johnson — 4ª Posição


A J&J registrou crescimento de 7,7% na receita de medicamentos prescritos, avançando duas posições para o 4º lugar. A companhia foi amplamente reconhecida por seu papel na resposta à pandemia por meio do desenvolvimento de vacina contra COVID-19 pela unidade Janssen. O investimento em P&D somou US$ 9,563 bilhões, posicionando a J&J como a segunda maior investidora no setor.


Bristol Myers Squibb — 5ª Posição


A BMS manteve a quinta colocação, com crescimento de 3% nas vendas de Rx, atingindo US$ 41,9 bilhões. Dois novos eventos regulatórios posicionaram a empresa para ganhos futuros: a aprovação da FDA para o Zeposia no tratamento de adultos com colite ulcerativa moderada a grave (produto já comercializado para formas recidivantes de EM); e a aprovação do Opdivo — com US$ 7 bilhões em vendas em 2020 e inibidor de PD-1 concorrente do Keytruda da Merck — como adjuvante para câncer esofágico ou da junção gastroesofágica. Em pesquisa clínica, o candidato experimental relatlimab demonstrou, em combinação com o Opdivo, extensão significativa do tempo até progressão em melanoma avançado, em comparação com o Opdivo como monoterapia. O investimento em P&D da BMS foi de US$ 9,237 bilhões, posicionando a empresa em terceiro lugar nesse indicador.


Merck — 6ª Posição


A Merck recuou duas posições, para 6º lugar, embora tenha registrado crescimento de 1,3% nas vendas de Rx. Seu investimento em P&D somou US$ 9,231 bilhões. A companhia possui candidato a vacina pneumocócica em fase avançada de desenvolvimento.


Sanofi — 7ª Posição


A Sanofi ocupou a sétima colocação, com crescimento de 2,5% na receita em relação ao ano anterior.


Pfizer — 8ª Posição


A Pfizer recuou cinco posições para o 8º lugar em vendas de Rx, resultado notável dado o papel central da companhia no desenvolvimento, em parceria com a biofarmacêutica alemã BioNTech, da primeira vacina de uso emergencial contra COVID-19. O investimento em P&D totalizou US$ 8,884 bilhões, com candidato a vacina pneumocócica em fase avançada, assim como a Merck. A reversão de posições no ranking reflete o período de transição antes que as receitas da vacina Comirnaty se materializassem integralmente nas demonstrações financeiras anuais.


GlaxoSmithKline — 9ª Posição


A GSK manteve-se entre as dez maiores, com planos de cisão da organização em duas unidades distintas no ano seguinte. A companhia anunciou a venda de sua participação total na parceira em medicamentos respiratórios Innoviva — empresa de gestão de royalties — por aproximadamente US$ 392 milhões.


Takeda — 10ª Posição


A Takeda encerrou o top 10, apesar de uma queda de 4,6% na receita de Rx. A empresa depositava expectativas em ativos em desenvolvimento para o fortalecimento de seu portfólio nos anos seguintes. O maribavir, ativo estratégico oriundo da aquisição da Shire por US$ 62 bilhões em 2019, recebeu da FDA revisão prioritária e apresentava potencial para tornar-se o único tratamento disponível para infecção refratária por citomegalovírus pós-transplante — a infecção oportunista mais comum em receptores de transplante de fígado. A Takeda planejava seis registros regulatórios ao longo do ano, incluindo um candidato a vacina contra dengue.


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Destaques Adicionais do Ranking


Aprovações regulatórias durante a pandemia: Em 2020, a FDA aprovou 57 novos medicamentos — número superior ao de 2019 —, demonstrando resiliência regulatória mesmo em contexto de crise. Análise da Evaluate Vantage identificou potencial de vendas de US$ 21,5 bilhões no quinto ano para esses medicamentos, cifra comparável à de anos pré-pandêmicos.


Impacto nos ensaios clínicos: Levantamento da Deloitte revelou que, entre março e novembro de 2020, dos 1.210 estudos clínicos impactados pela pandemia, a maioria (66%) sofreu atrasos no início ou na conclusão, e 8% foram encerrados antes mesmo de recrutar qualquer paciente. Do total afetado, 29% eram estudos de fase III — com potencial impacto sobre lançamentos futuros. Em contrapartida, dados da IQVIA apontaram que o financiamento de P&D em fases iniciais e avançadas, bem como as atividades de licenciamento e parcerias, cresceram significativamente em 2020, com o gasto agregado em P&D entre as 15 maiores companhias atingindo novo recorde histórico.



Outros destaques do ranking:


Viatris (19ª posição): empresa resultante da fusão entre a Mylan e a divisão Upjohn da Pfizer, estreou no ranking como nome até então desconhecido entre as líderes globais.


Vertex Pharmaceuticals (26ª posição): avanço expressivo de 13 posições (da 39ª), com crescimento de 49% nas vendas de Rx, impulsionado pelo Trikafta — novo medicamento para fibrose cística que gerou US$ 3,9 bilhões em 2020.


Regeneron (28ª posição): avançou três posições com crescimento de 15% na receita de medicamentos prescritos, impulsionada por seu coquetel de anticorpos contra COVID-19.


Jiangsu Hengrui Medicine — China (38ª posição): gerou mais de US$ 880 milhões adicionais em vendas de Rx em 2020 em comparação com 2019.


Novos ingressantes no ranking: CSPC Pharmaceutical Group (China, 42ª posição) e STADA Arzneimittel (Índia, 50ª posição).



Considerações Finais


O desempenho do setor biofarmacêutico em 2020 demonstrou uma capacidade notável de adaptação e resiliência diante de um cenário de ruptura global. A pandemia de COVID-19 funcionou simultaneamente como catalisador de inovação acelerada — especialmente em plataformas vacinais e terapias antivirais — e como fator de pressão sobre operações, cadeias de suprimentos e modelos de engajamento com o mercado. O equilíbrio entre a geração de valor comercial e a contribuição ao bem público revelou-se um elemento central da estratégia corporativa das principais organizações do setor, consolidando a relevância da inovação biofarmacêutica como vetor tanto de retorno financeiro quanto de impacto sanitário global.



Logo abaixo estão reunidos TODOS os artigos referentes aos respectivos anos:




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