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O Impacto sem Precedentes da COVID-19 no Setor Farmacêutico
O ano de 2021 consolidou-se como o período de maior expressão comercial das vacinas e terapias contra a COVID-19 na história recente da Indústria Farmacêutica. A análise do desempenho de vendas de medicamentos prescritos das 50 maiores empresas globais do setor — com dados fornecidos em parceria com a Evaluate Ltd, abrangendo a receita total do ano fiscal mais recente e os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) — revelou uma reconfiguração significativa do ranking, impulsionada pela receita extraordinária gerada pelos produtos pandêmicos.
1. 2020 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec
2. 2021 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec
3. 2022 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec
4. 2023 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec
5. 2024 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec
6. 2025 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec
Pfizer e Moderna: A Liderança das Plataformas de mRNA
A Pfizer registrou vendas totais de medicamentos prescritos de US$ 72 bilhões em 2021, dos quais US$ 37 bilhões foram gerados exclusivamente pela vacina Comirnaty — tornando-a o medicamento de maior venda em um único ano na história, com ampla margem. Apenas no primeiro trimestre de 2022, a Comirnaty gerou US$ 13,2 bilhões em receita. Desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica alemã BioNTech, a vacina já acumula vendas totais comparáveis às de muitos medicamentos blockbuster ao longo de toda a sua existência comercial.
O Paxlovid, antiviral oral da Pfizer autorizado em caráter emergencial pela FDA em dezembro de 2021, registrou US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2022. Com uma projeção de US$ 22 bilhões para o ano de 2022 — com capacidade de produção estimada em 120 milhões de tratamentos —, o medicamento teria potencial para superar o Humira, da AbbVie, como o produto não vacinal de maior receita já registrado. No entanto, a concretização dessa marca enfrentou incertezas, incluindo alertas sobre possível recorrência dos sintomas após o tratamento.
Com esses resultados, a Pfizer saltou da oitava para a primeira posição no ranking global de vendas de Rx, com crescimento de 102%. A receita apenas da Comirnaty, isoladamente, posicionaria a empresa em nono lugar no ranking geral. No segundo trimestre de 2022, a companhia reportou o melhor trimestre de sua história, com receita total de US$ 25,6 bilhões, e projetou receita anual entre US$ 98 bilhões e US$ 102 bilhões para o ano.
A Moderna, por sua vez, ingressou no ranking das 50 maiores pela primeira vez, impulsionada pela vacina Spikevax, que gerou US$ 17,7 bilhões em 2021. A empresa, sediada em Cambridge (Massachusetts), ocupou a 17ª posição com US$ 19,2 bilhões em receita total de Rx. No primeiro trimestre de 2022, a Spikevax gerou US$ 5,9 bilhões, e a empresa manteve a projeção anual de US$ 21 bilhões para o produto. Em nota relevante, a autorização de comercialização da Spikevax no Japão foi transferida da Takeda para a própria Moderna a partir de agosto de 2022.
A Regeneron, impulsionada pelo anticorpo monoclonal REGEN-COV (Ronapreve) para prevenção de sintomas da COVID-19, avançou oito posições para a 20ª colocação, com crescimento de 118%, atingindo US$ 12,1 bilhões em vendas de Rx. O REGEN-COV registrou US$ 5,8 bilhões em 2021.
Outros avanços notáveis foram:
AstraZeneca (AZ): a vacina Vaxzevria gerou US$ 4 bilhões em 2021, contribuindo para um crescimento de 41,5% nas vendas de Rx e elevando a empresa dois posições, para o 9º lugar.
Gilead Sciences: avançou uma posição para 12º, com crescimento de 13,4%, impulsionada pelo antiviral Veklury (remdesivir), que registrou US$ 5,6 bilhões em receita.
Johnson & Johnson (J&J): gerou US$ 49,8 bilhões em vendas de Rx em 2021, ocupando a 4ª posição com crescimento de 15,5%. Sua vacina, comercializada pela unidade Janssen, arrecadou US$ 2,39 bilhões no ano.
Produtos de outras empresas, como anticorpos da Eli Lilly (bamlanivimabe e etesevimabe, com US$ 2,2 bilhões em 2021 e crescimento de US$ 660 milhões no primeiro trimestre de 2022) e o antiviral oral molnupiravir da Merck (US$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2022), também contribuíram para o cenário pandêmico.
Perspectivas de Médio e Longo Prazo para os Produtos COVID
O consenso entre analistas aponta que os produtos desenvolvidos nas fases iniciais da pandemia provavelmente já atingiram ou estão próximos de atingir seu pico de vendas. Fatores como a demanda decrescente por vacinas, desafios de fornecimento, mudanças na origem dos contratos governamentais e a transição para mercados emergentes — onde as margens são substancialmente menores — tendem a comprimir as receitas futuras.
As projeções da Evaluate indicam que as receitas da Comirnaty e do Paxlovid devem se estabilizar entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões, respectivamente, até 2025. O consenso para a Comirnaty em 2023 situa-se em torno de US$ 17 bilhões. Para a Spikevax da Moderna, a estimativa é de aproximadamente US$ 2 bilhões anuais até 2026.
Adicionalmente, a FDA rescindiu a autorização emergencial do REGEN-COV nos Estados Unidos em janeiro de 2022 devido à baixa eficácia contra a variante ômicron. A Roche, que comercializa o produto fora dos EUA em acordo de compartilhamento de lucros, reportou US$ 636 milhões durante o período.
Desafios Macroeconômicos e Estruturais do Setor
O panorama geral do setor biofarmacêutico é marcado por um conjunto de desafios de natureza macroeconômica e estrutural:
Conflito na Ucrânia, afetando cadeias de abastecimento e operações internacionais;
Problemas logísticos relacionados à China, impactando a cadeia de suprimentos global;
Inflação global, pressionando custos operacionais e de P&D;
Clima volátil de fusões e aquisições (M&A), com avaliações de ativos ainda desconectadas das expectativas de compradores e vendedores;
"Inverno de patentes", considerado por analistas como o período mais severo de erosão de vendas de medicamentos de marca em pelo menos 30 anos.
AbbVie: Ascensão Consistente
Sem produtos COVID no portfólio, a AbbVie destacou-se com um crescimento de quase US$ 11 bilhões, atingindo US$ 55 bilhões em receita de Rx em 2021, avançando para a 2ª posição no ranking global. O Humira, carro-chefe da companhia, registrou vendas recordes, que podem ser superadas em 2022 — antes da expiração da patente nos EUA em 2023 e do início da concorrência de biossimilares.
Analistas projetam que o Humira não sofrerá uma queda tão abrupta no mercado norte-americano quanto ocorreu na Europa, em virtude de diferenças no sistema de reembolso, menor propensão dos médicos americanos à substituição por biossimilares, e acordos relacionados à estratégia de proteção de patentes da empresa.
O pipeline de crescimento da AbbVie conta com:
Skyrizi (inibidor de IL-23, para psoríase): em forte expansão desde o lançamento em 2019;
Rinvoq (inibidor de JAK): com crescimento acelerado e novas indicações, incluindo autorização da FDA para dermatite atópica em pacientes a partir de 12 anos, além de resultados positivos em fase tardia para doença de Crohn;
Venclexta: expansão contínua no segmento oncológico (leucemia).
De acordo com projeções estendidas da Evaluate, a AbbVie deve tornar-se a maior empresa farmacêutica em vendas de Rx globais até 2028, seguida de perto por Roche, J&J, Merck e Pfizer.
As Demais Integrantes do Top 10 Global
Novartis (3ª posição): crescimento de 8,3%, com US$ 51,1 bilhões em Rx. A empresa anunciou reestruturação das operações globais em abril de 2022, unindo as divisões farmacêutica e de oncologia para fortalecer sua presença no mercado norte-americano. O medicamento cardíaco Entresto registrou crescimento trimestral de 42%, atingindo US$ 1,1 bilhão.
Roche (5ª posição): queda da liderança anterior, com crescimento de 3,8% para US$ 49,3 bilhões. Líder em investimentos de P&D nos dois anos anteriores, a Roche investiu US$ 13,1 bilhões. O novo medicamento Vabysmo (para degeneração macular úmida relacionada à idade e edema macular diabético), aprovado pela FDA em janeiro de 2022, tem projeção de US$ 1,8 bilhão em 2026. Em parceria com a PTC Therapeutics, a Roche obteve extensão de indicação para o medicamento de atrofia muscular espinhal Evrysdi, agora aprovado para uso em todas as faixas etárias.
Bristol Myers Squibb — BMS (6ª posição): enfrenta pressão significativa com três produtos blockbuster em risco de perda de exclusividade de patente: Revlimid (ex-Celgene) em 2022, Eliquis em 2026 e Opdivo (imunoterapia PD-1 oncológica) em 2028. O Camzyos, aprovado nos EUA em abril de 2022 como o primeiro tratamento para cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva hereditária, pode compensar parcialmente essas perdas.
Merck (7ª posição): o Keytruda (PD-1 oncológico), com US$ 17,2 bilhões em 2021 e múltiplas indicações aprovadas, perderá exclusividade de patente em 2028. A patente da Januvia (diabetes) estava prevista para expirar em junho de 2022. O investimento em P&D atingiu US$ 12,2 bilhões.
Sanofi (8ª posição): em processo de reestruturação com foco no enxugamento do pipeline de medicamentos de uso geral.
AstraZeneca (9ª posição): crescimento de 41,5%, impulsionado pela Vaxzevria; executivos projetaram queda de baixa a média dezena percentual nas vendas da vacina em 2022, mantendo, porém, ativos projetos de anticorpos em P&D.
GSK (10ª posição): em processo de separação de sua divisão de saúde do consumidor para criação da empresa independente Haleon — resultado da combinação das unidades de saúde do consumidor da GSK e da Pfizer em 2019. De acordo com relatórios publicados, a Pfizer pretendia desfazer sua participação de 32% na Haleon, gerando um influxo de caixa de US$ 16 bilhões. Em maio de 2022, a GSK anunciou a aquisição da biofarmacêutica clínica Affinivax por até US$ 3,3 bilhões, acrescentando candidatos a vacinas pneumocócicas ao pipeline. O investimento em P&D da J&J somou US$ 11,8 bilhões.
Outros Destaques no Top 20
Takeda (11ª posição): crescimento de 6,1% em Rx, com dois dos maiores produtos — Vyvanse e Gammagard Liquid — originados de aquisições, refletindo uma postura favorável a transações de M&A, atípica entre empresas japonesas.
Eli Lilly (13ª posição): avanço de uma posição com crescimento de 15% em Rx. A empresa obteve aprovação para o novo medicamento para diabetes Mounjaro, com forte potencial também para obesidade, posicionando-se como concorrente do Wegovy (agonista do receptor GLP-1), da Novo Nordisk.
Investimentos em P&D e Concentração de Capital
Os onze maiores grupos farmacêuticos mundiais somaram, coletivamente, mais de US$ 100 bilhões em investimentos de P&D em 2021 pela primeira vez na história — um crescimento conjunto de 11% impulsionado em grande parte pelos investimentos pandêmicos. A Pfizer liderou com US$ 13,8 bilhões, seguida pela Roche com US$ 13,1 bilhões. A Merck investiu US$ 12,2 bilhões, a J&J US$ 11,8 bilhões, a BMS US$ 9,5 bilhões e a Novartis US$ 9 bilhões.
O Cenário de Fusões e Aquisições
O ritmo de M&A permaneceu lento na primeira metade de 2022. A principal transação de médio-grande porte registrada até então foi o acordo da Pfizer para adquirir a Biohaven Pharmaceuticals por US$ 11,6 bilhões. A perspectiva de reconfiguração significativa do ranking por meio de grandes aquisições mostrou-se limitada para o restante do ano, dado o descompasso entre as expectativas de valoração de vendedores e a disposição de compradores. O movimento predominante passou a ser a realização de aquisições complementares ("bolt-on deals"), estratégia alinhada à preservação de caixa e à prudência financeira em um ambiente macroeconômico adverso.
Considerações Finais
O setor biofarmacêutico global viveu, em 2021, um pico histórico de receitas impulsionado por fatores extraordinários e possivelmente irrepetíveis em curto prazo. A normalização das vendas de produtos COVID, combinada com o vencimento de patentes relevantes, desafios regulatórios, pressões de precificação e instabilidade macroeconômica, configura um ambiente de maior complexidade competitiva para os anos seguintes. O desempenho futuro das empresas líderes dependerá crescentemente da profundidade e da capacidade de execução de seus pipelines de P&D, bem como da habilidade de reposicionar ativos e capturar oportunidades em segmentos terapêuticos emergentes.
Principais Empresas Farmacêuticas em 17 Países:
1. Nov-2023 | Brasil - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Brazil
2. 2020-2021 | Austrália - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Australia
3. 2020-2021 | EUA - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in USA
4. 2020-2021 | China - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in China
5. 2020-2021 | Coréia do Sul - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in South Korea
6. 2020-2021 | Espanha - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Spain
7. 2020-2021 | Reino Unido - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in United Kingdom
8. 2020-2021 | Bangladesh - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Bangladesh
9. 2020-2021 | Rússia - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Russia
10. 2020-2021 | Irã - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Iran
11. 2020-2021 | Arábia Saudita - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Saudi Arabia
12. 2020-2021 | Suíça - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Switzerland
13. 2020-2021 | Alemanha - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Germany
14. 2020-2021 | Paquistão - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Pakistan
15. 2020-2021 | França - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in France
16. 2020-2021 | Japão - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Japan
17. 2020-2021 | Índia - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in India
18. 2020-2021 | Canadá - As 10 Principais Empresas Farmacêuticas - Top 10 Pharmaceutical Companies in Canada
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