Propósito

✔ Brazil SFE® Pharma Produtivity, Effectiveness, CRM, BI, SFE, ♕Data Science Enthusiast, ✰BI, Big Data & Analytics, ✰Market Intelligence, ♕Sales Force Effectiveness, Vendas, Consultores, Comportamento, etc... Este é um lugar onde executivos e profissionais da Indústria Farmacêutica atualizam-se, compartilham experiências, aplicabilidades e contribuem com artigos e perspectivas, ideias e tendências. Todos os artigos e séries são desenvolvidos por profissionais da indústria. Este Blog faz parte integrante do grupo AL Bernardes®.

2020 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec

2020 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec#BrazilSFE #IndústriaFarmacêutica #Top50 #Pharma #PharmaCompanies #AbbVie #Amgen #AstellasPharma #AstraZeneca #BauschHealthCompanies #Bayer #Biogen #BoehringerIngelheim #BristolMyersSquibb #CSPCPharmaceuticalGroup #CSL #DaiichiSankyo #Eisai #EliLilly #EndoInternational #Fresenius #GileadSciences #GSK #Grifols #Hikma #Ipsen #JazzPharmaceuticals #Johnson&Johnson #JiangsuHengruiMedicine #KyowaKirin #Lupin #Merck&Co. #MerckKGaA #Menarini #Moderna #Novartis #NovoNordisk #Organon #OtsukaHoldings #Pfizer #RegeneronPharmaceuticals #Roche #Sanofi #SandozGroup #ShanghaiPharmaceuticalsHolding #Shionogi #SinoBiopharmaceutical #STADArzneimittel #SunPharmaceuticalIndustries #Takeda #TevaPharmaceuticalIndustries #UCB #VertexPharmaceuticals #Viatris


@AbbVie

@Amgen

@Astellas Pharma

@AstraZeneca

@Bausch Health Companies

@Bayer

@Biogen

@Boehringer Ingelheim

@Bristol Myers Squibb

@CSPC Pharmaceutical Group

@CSL

@Daiichi Sankyo

@Eisai

@Eli Lilly

@Endo International

@Fresenius

@Gilead Sciences

@GSK

@Grifols

@Hikma

@Ipsen

@Jazz Pharmaceuticals

@Johnson & Johnson

@Jiangsu Hengrui Medicine

@Kyowa Kirin

@Lupin

@Merck & Co.

@Merck KGaA

@Menarini

@Moderna

@Novartis

@Novo Nordisk

@Organon

@Otsuka Holdings

@Pfizer

@Regeneron Pharmaceuticals

@Roche

@Sanofi

@Sandoz Group

@Shanghai Pharmaceuticals Holding

@Shionogi

@Sino Biopharmaceutical

@STADA Arzneimittel

@Sun Pharmaceutical Industries

@Takeda

@Teva Pharmaceutical Industries

@UCB

@Vertex Pharmaceuticals

@Viatris

 

Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


O Setor Farmacêutico sob a Sombra da COVID-19


O ranking anual das 50 maiores empresas da Indústria Farmacêutica global, baseado na receita de medicamentos prescritos e elaborado em parceria com a firma de inteligência de mercado Evaluate Ltd — incluindo também os totais de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) —, apresentou em 2020 sua vigésima edição em um contexto histórico singular. Com grande parte da atenção mundial voltada para a crise global da COVID-19, e governos, comunidades de saúde e entidades diversas concentrados nos esforços de resposta, recursos e pesquisa para conter a pandemia, a análise do desempenho comercial do setor biofarmacêutico adquiriu uma dimensão ainda mais estratégica e reveladora.



A pandemia evidenciou, de forma inédita, o escopo e a força necessários para combater não apenas doenças como o câncer ou condições crônicas debilitantes, mas também surtos virais imprevisíveis — como a própria COVID-19, o Ebola, a gripe suína e o HIV/AIDS anteriormente, bem como os inevitáveis eventos pandêmicos futuros. Muitas das companhias presentes no ranking estavam na linha de frente no enfrentamento da crise, atuando por meio de tratamentos, ações de conscientização, educação e pesquisa. Algumas lançaram iniciativas próprias; diversas trabalharam de forma colaborativa — a exemplo do consórcio COVID-19 Therapeutics Accelerator, composto por 12 organizações presentes no ranking —; e outras firmaram parceria com governos, como o acordo entre a AstraZeneca e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (Operation Warp Speed) para acelerar o desenvolvimento e a fabricação de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford.


A capacidade coletiva dessas companhias de gerar receitas e sustentar investimentos é o que, em última análise, viabiliza a transformação de novas descobertas científicas e inovações promissoras em produtos aprovados e em avanços terapêuticos relevantes. O comprometimento de US$ 500 milhões da Pfizer, no início de junho de 2020, para uma série de biotecnológicas em estágio clínico — com acesso aos recursos da empresa em pesquisa, desenvolvimento clínico e manufatura — exemplifica esse papel estruturante.



Impacto Financeiro Limitado da COVID-19 nos Dados de 2019


Construído a partir das receitas anuais de medicamentos prescritos mais recentes disponíveis — referentes ao exercício fiscal de 2019 —, o ranking de 2020 teve influência financeira ainda reduzida da pandemia. Ainda assim, o top 10 vivenciou sua maior reconfiguração em vários anos, impulsionada em parte por um par de megafusões de alto impacto.



As Líderes do Ranking: Top 10 em Vendas de Rx

2020 | Pharm Exec’s Top 50 Pharma Companies - As Top 50 Principais Empresas da Pharm Exec

Roche — 1ª Posição


A Roche encerrou um reinado de quatro anos da Pfizer na liderança do ranking, ao registrar crescimento de 8,3% nas vendas de medicamentos prescritos e avançar uma posição. O Avastin — responsável por 15% da receita farmacêutica total da companhia — permaneceu como o produto mais vendido, embora enfrente, assim como o Herceptin e o Rituxan, a crescente concorrência de biossimilares nos anos seguintes.


Entre os principais motores de crescimento da Roche destacam-se o Ocrevus (esclerose múltipla), o Hemlibra (hemofilia) e os oncológicos Tecentriq e Perjeta. Em um feito raro entre as grandes farmacêuticas, a Roche conquistou simultaneamente o primeiro lugar em receita de medicamentos e em investimento em P&D, destinando US$ 10,3 bilhões à pesquisa — sendo a única empresa a superar dois dígitos bilionários nessa métrica.



Novartis — 2ª Posição


A Novartis avançou da terceira para a segunda posição, com crescimento de 6% nas vendas de medicamentos. Em janeiro de 2020, a companhia concluiu a aquisição da The Medicines Company por US$ 9,7 bilhões, incorporando o inclisiran — uma potencial terapia de primeira classe para redução do colesterol, baseada no mecanismo natural de silenciamento de RNA do organismo.


O medicamento para insuficiência cardíaca Entresto cresceu 74% no quarto trimestre de 2019, atingindo US$ 1,7 bilhão no ano — e US$ 569 milhões somente no primeiro trimestre de 2020. A terapia gênica Zolgensma, lançada em junho de 2019 para atrofia muscular espinhal, consolidou momentum no mercado, com pagadores demonstrando disposição para custear o tratamento de dose única, mesmo em razão de seu alto custo.



Pfizer — 3ª Posição


A Pfizer recuou duas posições, para terceiro lugar, em razão de queda de 3,6% nas vendas de Rx — reflexo, em parte, da deterioração das receitas de Lyrica (dor neuropática) no quarto trimestre, com diversas versões genéricas concorrentes disponíveis. Em contrapartida, o Ibrance (câncer de mama) registrou crescimento de 20,5%, e a empresa projetava crescimento adicional de marcas como Eliquis, Xeljanz, Xtandi e Inlyta, além de lançamentos recentes e esperados — como Vyndaqel/Vyndamax, Braftovi, Mektovi e biossimilares oncológicos. Em julho de 2019, a companhia concluiu a aquisição da Array BioPharma, focada em oncologia, por US$ 11,4 bilhões.



Merck & Co. — 4ª Posição


A Merck registrou crescimento de 9,5% nas vendas de Rx, impulsionada pelo desempenho do Keytruda (imunoterapia oncológica), que cresceu 54,5%, atingindo US$ 11,1 bilhões — fruto da acumulação contínua de aprovações para novas indicações terapêuticas. O investimento em P&D posicionou a Merck em terceiro lugar nessa métrica.



Bristol Myers Squibb — 5ª Posição


A BMS avançou expressivamente da 11ª para a 5ª posição, impulsionada pela incorporação de estimativas de receita de Rx da Celgene — adquirida por US$ 74 bilhões em novembro de 2019, após anúncio em janeiro do mesmo ano. O Revlimid, medicamento de referência da Celgene para mieloma múltiplo, liderou o portfólio combinado com quase US$ 11 bilhões em vendas. O Eliquis, anticoagulante produzido em parceria com a Pfizer, registrou crescimento de 23% ano a ano; e no primeiro trimestre de 2020, impulsionado pela demanda relacionada à COVID-19, o produto cresceu 37%, para US$ 2,6 bilhões. Juntas, BMS e Celgene investiram cerca de US$ 9,4 bilhões em P&D, ocupando a segunda posição nessa métrica.


A Johnson & Johnson e a Merck ocuparam, respectivamente, o terceiro e o quarto lugares em investimento em P&D. A J&J foi reconhecida, no início de 2020, pela consultoria independente de avaliação de marcas Brand Finance como a farmacêutica de maior valor de marca do ano — em razão de seu robusto portfólio de P&D, notadamente em antimicrobianos. A empresa foi uma das primeiras a anunciar o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus durante o surto na China.



AbbVie — 8ª Posição


A AbbVie, que ocupava a 8ª colocação no período analisado, havia concluído recentemente — no mês anterior à publicação do ranking — a aquisição da Allergan (então classificada em 18º lugar) por US$ 62 bilhões, com projeções de elevação da empresa para o grupo das cinco primeiras colocadas no ciclo seguinte.



Takeda — 10ª Posição


A Takeda consolidou sua entrada no top 10, avançando da 16ª para a 10ª posição, impulsionada pela integração da Shire. Em seu primeiro ano fiscal completo após a aquisição de US$ 62 bilhões, a farmacêutica japonesa registrou crescimento de 67,8% na receita de medicamentos prescritos.



Fusões, Aquisições e o Cenário de M&A em 2020


A pandemia de COVID-19 paralisou a conclusão de diversas transações de fusão e aquisição no setor de saúde que haviam sido anunciadas antes do surto. Operações mais recentes — como a aquisição da biotecnológica oncológica Forty Seven pela Gilead, em março de 2020 — foram realizadas possivelmente antes de a extensão total da crise ser plenamente compreendida, embora se avaliasse que fossem menos vulneráveis à disrupção gerada pela pandemia.


Independentemente das incertezas em M&A, as grandes farmacêuticas mantinham perspectivas relativamente otimistas para o restante de 2020 — considerando tanto o contexto pandêmico quanto a proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos. A Merck foi a única empresa que, até meados de maio, havia reduzido sua projeção de receita anual (em US$ 1,7 bilhão). Entre as companhias que reportaram crescimento significativo de demanda em 2020, destacaram-se BMS, Novartis, GSK e Lilly.



Destaques Adicionais do Ranking


Fora do top 10, merecem atenção as seguintes movimentações:


Astellas Pharma (Japão, 19ª posição): avanço de quatro posições.


Incorporação de quatro empresas asiáticas: Meiji Holdings (Japão, 27ª), Yunnan Baiyao Group (China, 37ª), Shanghai Pharmaceuticals Holding (China, 48ª) e Aurobindo Pharma (Índia, 50ª).


Regeneron Pharmaceuticals (31ª posição): avanço da 38ª posição, com crescimento de 18% nas vendas de Rx e elevação de 19% no investimento em P&D — posicionando a empresa em 17º lugar nessa métrica.



Pesquisa e Desenvolvimento em Tempos de Pandemia


A pandemia de COVID-19 — e as restrições sanitárias e medidas de quarentena adotadas por estados e países — causou perturbações significativas nos estudos clínicos em andamento para doenças não relacionadas à COVID. Paralelamente, a pesquisa por terapias e vacinas contra o coronavírus avançou em ritmo acelerado, com múltiplos projetos submetidos a prazos exigentes.


Dados de fase III divulgados para o remdesivir, tratamento experimental da Gilead utilizado sob autorização de uso emergencial da FDA, demonstraram eficácia: os resultados indicaram que o medicamento foi mais efetivo em pacientes submetidos a regime de cinco dias do que naqueles que o utilizaram por período duas vezes maior ou nos que receberam o padrão de cuidado convencional. Os dados clínicos completos, com avaliação de outros endpoints críticos, ainda não haviam sido divulgados.


Mais de 175 candidatos a vacinas estavam em desenvolvimento, abrangendo uma ampla diversidade de plataformas tecnológicas. A mRNA-1273, da Moderna Therapeutics, figurava como o candidato de maior proeminência naquele momento, embora as grandes farmacêuticas estivessem amplamente engajadas tanto no desenvolvimento quanto na manufatura dessas soluções. Além da AstraZeneca e da J&J, projetos relevantes de vacinas foram lançados por Merck, Pfizer, Sanofi e GSK.


A Regeneron desenvolvia um "coquetel de anticorpos" para o tratamento do coronavírus. O teste de anticorpos para COVID-19 da Roche, que recebeu autorização de uso emergencial, apresentava perspectiva de implantação em mais de 200 laboratórios comerciais e hospitalares nos Estados Unidos nas semanas seguintes à publicação do ranking.



Considerações Finais


O ranking de 2020 das 50 maiores empresas biofarmacêuticas globais oferece um retrato do setor em um momento de transição histórica: por um lado, a consolidação de estratégias comerciais robustas — por meio de fusões transformadoras, expansão de portfólios terapêuticos e liderança em P&D —; por outro, a emergência de uma responsabilidade coletiva sem precedentes diante da pandemia. A conjunção desses fatores reforça o papel estrutural da Indústria Farmacêutica não apenas como geradora de valor econômico, mas como agente fundamental na resposta a crises sanitárias globais e no avanço sustentado da inovação em saúde.


Logo abaixo estão reunidos TODOS os artigos referentes aos respectivos anos:




Série: Consultores, Propagandistas e Representantes


 Principais Empresas Farmacêuticas em 17 Países: 

👉 Siga André Bernardes no Linkedin. Clique aqui e contate-me via What's App.

Comente e compartilhe este artigo!

brazilsalesforceeffectiveness@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilhe sua opinião e ponto de vista: