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Brian Ahmedani - Revista TIME100 Saúde 2026 - Líderes Mais Influentes do Mundo na Área da Saúde

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A TIME revelou a terceira edição anual da lista TIME100 Saúde, que reconhece as 100 pessoas mais influentes na área da saúde.



Brian Ahmedani

Prevenção do suicídio por meio da avaliação de risco


Há quase três décadas, Brian Ahmedani fazia parte da equipe do Henry Ford Health que desenvolveu o modelo Zero Suicídio para profissionais de saúde: uma estrutura inovadora baseada na ideia de que o suicídio é evitável quando os sistemas de saúde assumem a responsabilidade de identificar o risco e fornecer cuidados consistentes e baseados em evidências. Isso significa que, por exemplo, todos os pacientes são rotineiramente avaliados quanto ao risco de suicídio, e os médicos e funcionários são treinados para reconhecer o problema e conversar diretamente sobre ele. Em 2025, um importante estudo publicado no JAMA Network Open mostrou que o modelo — que foi adotado nos EUA e em mais de 30 países — reduziu as tentativas de suicídio de até 11,3 para 0,3 por 100.000 pessoas nos centros de saúde participantes. “Buscamos o zero porque não aceitamos que não devamos tentar prevenir todos os suicídios”, diz Ahmedani. “Não vamos parar até conseguirmos.”


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9 comentários:

  1. Brian Ahmedani, com seu trabalho sobre prevenção de suicídio no Henry Ford Health System, representa uma das mais importantes fronteiras da psiquiatria baseada em evidências do século XXI. Sua inclusão no TIME100 Saúde 2026 valida o que pesquisadores e clínicos já sabem: prevenção de suicídio é uma área onde intervenções sistemáticas e baseadas em dados podem salvar vidas em escala. Para a indústria farmacêutica brasileira, esse contexto exige engajamento sofisticado com saúde mental - seja no ativismo para ampliar acesso a tratamentos psiquiátricos pelo SUS, seja no desenvolvimento de abordagens de farmacoeconomia que demonstrem o valor de intervenções preventivas para pagadores públicos e privados.

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  2. O trabalho de Ahmedani nos lembra que o impacto da indústria farmacêutica em saúde mental vai muito além do portfolio de antidepressivos e antipsicóticos. As companhias que operam no segmento de psiquiatria no Brasil enfrentam um duplo desafio: por um lado, a pressão por demonstrar efetividade e custo-efetividade frente a um pagador público com recursos escassos; por outro, a necessidade de transformar a narrativa sobre saúde mental no país, ainda fortemente estigmatizada. O modelo de prevenção baseada em dados - identificando populacões de risco via sinais em prontuários eletrônicos e dados de prescrição - oferece uma oportunidade única para a indústria demonstrar valor real para os sistemas de saúde e para a sociedade.

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  3. O caso de Ahmedani é inspirador não apenas pelo impacto clínico, mas pela demonstração de como sistemas de saúde grandes e complexos podem ser mobilizados para implementar mudanças protocolárias significativas em escala. No Brasil, o SUS tem uma capilaridade territorial que, se bem aproveitada com protocolos baseados em evidências e ferramentas de suporte à decisão clínica, pode alcançar resultados transformáveis para a saúde mental da população. A indústria farmacêutica tem um papel ativo a desempenhar: não apenas como fornecedora de medicamentos, mas como parceira em programas de educação médica continuada, desenvolvimento de fluxogramas de triagem e rastreamento de risco, e financiamento de pesquisa nacional sobre efetividade comparativa de intervenções em saúde mental.

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  4. Brian Ahmedani é uma figura central no campo da prevenção do suicídio e saúde mental, uma área que a list TIME100 Saúde 2026 escolheu destacar com grande sabedoria. A crise global de saúde mental, agravada pela pandemia de COVID-19, colocou profissões como a de Ahmedani no centro das políticas públicas de saúde em todo o mundo. Para a indústria farmacêutica, o segmento de CNS (Sistema Nervoso Central) continua sendo um dos mais desafiadores em termos de desenvolvimento de fármacos e acesso ao mercado. No Brasil, onde dados do IBGE mostram crescimento alarmante dos transtornos mentais, especialmente em jovens e adolescentes, o trabalho de pesquisadores como Ahmedani tem implicações diretas para as estratégias de portfólio e posicionamento de mercado de empresas como Janssen, Eli Lilly e Pfizer no país. Referência essencial.

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  5. A abordagem de Brian Ahmedani ao problema do suicídio, com foco em intervenções baseadas em evidências em sistemas de saúde, é particularmente inspiradora. Seus estudos demonstrando que contatos de saúde anteriores ao suicídio são uma janela crítica de intervenção mudaram protocolos clínicos em múltiplos sistemas de saúde. Para a indústria farmacêutica de CNS, esse tipo de pesquisa tem impacto direto no design de programas de aderencia ao tratamento e no desenvolvimento de protocolos de monitoramento de risco para antidepressivos e antipsicóticos. No Brasil, onde a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) tem capacidade limitada e o acesso a profissionais de saúde mental ainda é restrito principalmente às grandes cidades, estrategias digitais como telemedicina e apps de monitoramento de saúde mental ganham relevância crescente. Uma discussão que precisa entrar na agenda corporativa das farmacêuticas.

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  6. O reconhecimento de Brian Ahmedani na lista TIME100 Saúde 2026 representa uma mensagem poderosa: saúde mental não é um assunto secundário na agenda global de saúde. Para empresas farmacêuticas que atuam no Brasil no segmento de CNS, existe uma responsabilidade crescente em ir além da oferta de produtos e contribuir ativamente para a melhoria dos sistemas de cuidado. Isso inclui parcerias com conselhos regionais de medicina (CRM), programas de capacitação de médicos de atenção primária, suporte a campanhas de conscientização como o Janeiro Branco e parcerias com CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). A perspectiva de Ahmedani de que sistemas de saúde integrados, e não apenas medicamentos, são a chave para resolver a crise de saúde mental deve guiar estratégias farmacêuticas mais abrangentes e sustentáveis. Leitura absolutamente recomendada.

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  7. Brian Ahmedani e seu trabalho em prevenção de suicídio e saúde mental são de importância crítica em um momento em que a crise global de saúde mental atingiu proporções epidemicas. Para a indústria farmacêutica, o campo da saúde mental representa uma das maiores oportunidades terapeuticas da próxima década, com compostos como os antidepressivos de nova geração (esketamina, brexanolona) e psicodeélicos terapeuticos (psilocibina, MDMA) ganhando traction regulatória. No Brasil, onde a depressão e a ansiedade já são a primeira e segunda condições em carga de doença pela DALYs na população entre 15 e 49 anos, o trabalho de Ahmedani em sistemas de triagem preditiva e intervenção precoce tem aplicações diretas nos programas de assistência de pacientes que as farmacêuticas do segmento CNS desenvolvem no País.

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  8. Brian Ahmedani representa uma das mais urgentes missões do nosso tempo na área da saúde: a prevenção do suicídio através de intervenções baseadas em evidências clínicas e sistemas de saúde integrados. Sua inclusão na TIME100 Saúde 2026 ilumina uma área da saúde mental que ainda é profundamente estigmatizada, mesmo dentro da própria indústria farmacêutica. Para as empresas farmacêuticas com portfólio em psiquiatria atuando no Brasil — onde o mercado de antidepressivos e estabilizadores de humor já movimenta bilhões de reais — o trabalho de Ahmedani é de enorme relevância. Seus estudos sobre detecção precoce de risco suicida em ambientes de atenção primária demonstram como médicos generalistas e até farmacistas podem ser pontos críticos de intervenção. No Brasil, com um sistema de saúde mental ainda subfinanciado e uma alta carga de transtornos depressivos e ansiosos, as lições de Ahmedani deveriam informar diretamente o modelo de atuacão dos representantes farmacêuticos em psiquiatria.

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  9. Brian Ahmedani e um pesquisador de grande relevancia no campo da prevencao do suicidio e da saude mental integrada aos sistemas de atencao primaria. A inclusao de sua trajetoria na lista TIME100 e merecida, mas o artigo falha em enderecar algo que seria urgente para o leitor farmaceutico brasileiro: o abismo entre o que a pesquisa de Ahmedani propoe em termos de integracao de saude mental nos sistemas de saude e o que o Brasil efetivamente entrega nessa area. O mercado de psicofarmaceuticos no Brasil e um dos maiores do mundo em volume, mas isso coexiste com uma taxa de subdiagnostico e subtratamento em saude mental que e escandalosa. A Linha de Cuidado para Atencao as Pessoas em Sofrimento Psiquico e Transtornos Mentais do SUS opera com recursos cronicamente insuficientes, e a RENAME de psicofarmaceuticos ainda deixa lacunas criticas no acesso. Os modelos de integracao de saude mental em atencao basica que Ahmedani pesquisa, como o Collaborative Care Model, sao largamente desconhecidos pelos gestores de saude publica brasileiros. Nao conectar a pesquisa de Ahmedani com essa realidade local torna o perfil uma admiracao vazia de qualquer utilidade estrategica para o profissional de saude no Brasil.

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