Sabia que a ponta de Gôndola da sua farmácia pode ser um dos ativos de maior retorno de investimento — ou o maior espaço desperdiçado do seu PDV? A ponta de Gôndola continua sendo vista por muitas operações como um “extra” de exposição, quando na verdade é um verdadeiro ponto de impulso, onde o consumidor decide, em poucos segundos, se leva ou não um produto de maior margem. Em 2024, estudos de varejo apontam que campanhas bem montadas em ponta de Gôndola geram aumento de 15% a 25% no ticket médio de correlatos e produtos de autocuidado em farmácias de médio porte.
A primeira etapa do AIDA — atenção — é direta: a ponta de gôndola é o primeiro lugar onde o consumidor volta os olhos, ainda antes de entrar no corredor. Se aquela área está desorganizada, com excesso de produtos, preços ilegíveis ou sinalização confusa, o shopper já perde a chance de ver a oferta. A pergunta é provocadora: sua ponta de gôndola hoje está vendendo mais, ou só ocupando espaço que poderia ser usado por um produto de maior valor?
A segunda etapa, interesse, começa quando se entende que a ponta de gôndola não é um mini‑corredor, mas sim um espaço de destaque estratégico. Boas práticas de merchandising, como as indicadas por distribuidoras de referência, recomendam que a ponta de gôndola carregue, no máximo, três produtos diferentes, para evitar poluição visual e confusão de compra. Em farmácias que aplicaram essa regra, o índice de compra de item de maior valor aumentou em média 12% em 2024, sem necessidade de desconto agressivo.
Como o Rep Farmacêutico se Torna o Aliado Estratégico do Farmacêutico no Balcão
A terceira etapa, desejo, está ligada ao uso da ponta de gôndola para promover itens em promoção e de margem interessante, e não apenas para “repetir” o que já está exposto no corredor. A dica de especialistas em merchandising é que a ponta de gôndola seja usada com exclusividade para campanhas de valor, com preço bem visível e mensagem clara, de forma que o consumidor associe aquele espaço ao “canto das ofertas”. Em redes de farmácias, campanhas de ponta de gôndola alinhadas a promoções de genéricos, correlatos e nutracêuticos aumentaram a venda desses SKUs em até 28% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A quarta e última etapa, ação, exige que a ponta de gôndola seja pensada como parte de uma estratégia de** “jornada de compra”**, e não como um mero bloco de produtos. A comunicação visual precisa ser simples, direta e focada em benefício: “reduza a dor de cabeça em 15 minutos”, “cuidado completo para pés diabéticos”, “formulação mais segura para hipertensos”. Dados de 2024 indicam que campanhas de ponta de gôndola que usam mensagens de saúde clara, em vez de apenas “preço reduzido”, aumentam a taxa de conversão em até 20% em farmácias selecionadas.
A ponta de gôndola, na indústria farmacêutica, também é um aliado natural de promoções sazonais e campanhas de saúde pública. A combinação de medicamentos de gripe, suplementos, imunização, antissépticos e produtos de higiene em uma ponta de gôndola focada em prevenção gera um aumento de 18% a 22% no ticket médio dessas áreas em farmácias urbanas. Ao invés de apenas expor medicamentos, a ponta de gôndola passa a contar uma história de solução, e não de produto isolado.
A altura dos produtos na ponta de gôndola também precisa ser cuidadosamente pensada. A zona de visão à altura dos olhos continua sendo a mais sensível à decisão de compra, e muitas farmácias insistem em colocar promoções em regiões mais baixas, onde o olhar do consumidor raramente desce. A pergunta é direta: você está usando a ponta de gôndola para atrair o olhar do cliente, ou para esconder o que mais interessa?
A ponta de gôndola também é um ponto de integração entre físico e digital. Fotos bem compostas da ponta de gôndola, com mensagem de promoção clara e preço bem visível, podem ser usadas em redes sociais, WhatsApp de clientes, e‑mails e até em aplicativos de fidelidade, gerando tráfego de volta para a loja física. Em 2025, redes de farmácias que usaram a ponta de gôndola como parte de campanhas de mídia social relataram aumento de 5% a 8% no tráfego de lojas específicas.
A ponta de gôndola bem montada também contribui para a redução de ruptura. A boa prática de exposição de até três produtos, com front bem organizado e reposição clara, gera menos risco de gôndola vazia e mais previsibilidade de estoque. Pesquisas de trade marketing mostram que farmácias com rotina de reposição definida para pontas de gôndola conseguem reduzir a ruptura desses SKUs em até 15% em comparação com aquelas que tratam a ponta como improvisação.
A ponta de gôndola pode ser usada ainda como ponto de atendimento de serviços. A combinação de um medicamento de uso crônico com a oferta de medição de pressão, glicemia, avaliação de pele ou até um cupom de desconto para a próxima compra transforma a ponta de gôndola em um ponto de cuidado, e não apenas de venda. Em 2024, farmácias que associaram campanhas de ponta de gôndola a serviços de consultoria relataram aumento de até 25% no ticket médio dessas áreas.
A rotatividade da campanha de ponta de gôndola também é um ponto de melhoria. Muitas farmácias mantêm o mesmo layout por meses, criando uma “zona de ignorância” para o consumidor, que passa a não mais olhar para aquele espaço. A troca de campanhas a cada 15 a 20 dias, alinhada a sazonalidade, datas de saúde e campanhas de indústria, aumenta em média 18% o engajamento em pontas de gôndola em farmácias que adotaram esse modelo.
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A ponta de gôndola, quando bem estruturada, pode ser um laboratório de testes de novos produtos. A indústria pode usar esse espaço para testar novos medicamentos, novos kombos de correlatos ou novos formatos de embalagem em poucas lojas, antes de escalar campanhas de grande porte. Em 2024, redes que usaram a ponta de gôndola como piloto para novos produtos de saúde crônica e nutracêuticos relataram aumento de 25% a 30% na taxa de adoção quando as campanhas saíram da fase piloto, com ruptura próxima a zero em lojas selecionadas.
A ponta de gôndola também é um espaço de fidelização de marca. A marca que aparece sempre em posição de destaque, com campanha recorrente, preço transparente e mensagem clara, passa a ser lembrada pelo shopper como referência de confiança. Pesquisas indicam que marcas presentes em pontas de gôndola sazonais em farmácias aumentam a lembrança espontânea em até 28% em clientes de médio porte.
A ponta de gôndola, por fim, é um reflexo direto da relação entre indústria e farmácia. Quando a indústria fornece suporte de material, treinamento de equipe e dados de campo, o varejo tende a manter a ponta de gôndola mais organizada, mais renters e mais alinhada à estratégia de venda. Dados de 2024 mostram que campanhas de ponta de gôndola com apoio de trade marketing conseguiram aumento de 20% a 25% em vendas em comparação com campanhas que contaram apenas com a força de vontade do varejo.
A ponta de gôndola, em resumo, é muito mais do que uma “prateleira especial” no final da gôndola. Ela é um micro‑palco de decisão, onde o consumidor, em poucos segundos, escolhe entre continuar a jornada de compra ou simplesmente sair sem o que procurava. A pergunta desafiadora é: a sua ponta de gôndola hoje está sendo usada como trampolim de venda, ou como um depósito de produtos que não se encaixam em lugar nenhum?
Para quem está disposto a encarar esse desafio, a ponta de gôndola deixa de ser um detalhe de layout e passa a ser um ativo de estratégico de trade marketing, onde cada campanha bem montada gera ticket médio maior, ruptura menor e lembrança de marca mais forte. Em um mercado farmacêutico de margens apertadas e concorrência acirrada, a ponta de gôndola bem trabalhada pode ser o diferencial que separa a farmácia que apenas vende medicamento daquela que constrói cuidado, confiança e receita recorrente.


















Excelente análise sobre AIDA e ponta de gôndola! O artigo captura perfeitamente como "a primeira etapa do AIDA – atenção – é capturada pela ponta de gôndola". Interessante notar que não se trata apenas de visibilidade, mas de criar aquela pausa mental no consumidor. Quem já trabalhou com merchandising sabe que esse milésimo de segundo de atenção é ouro puro. Você destacou um ponto crucial: a ponta de gôndola não é só localização, é estratégia de negócio.
ResponderExcluir"Em 2024, estudos mostraram que a ponta de Gôndola gerava um aumento de 15% a 25% no ticket médio" - esse dado é explosivo! Mas quantas farmácias estão realmente aproveitando isso de forma estratégica? A maioria ainda usa ponta de gôndola como "espaço promocional" genérico, sem pensar em categorizacão inteligente ou jornada do cliente. Queria provocar os leitores: como vocês estão MEDINDO o ROI das suas pontas de gôndola? Esse aumento de 15-25% está acontecendo na SUA farmácia ou só na estatística?
ResponderExcluirAdorei a abordagem prática deste artigo! Principalmente quando menciona que "com ofertas direcionadas e concorrência acirrada, a ponta de gôndola bem trabalhada pode ser o diferencial". Trabalho com varejo farmacêutico e vejo muita farmácia perdendo vendas por não entender que ponta de gôndola NÃO é depósito de sobras de estoque. É palco de lançamento, é vitrine de soluções. Alguém aqui já testou rotacionar produtos semanalmente na ponta vs. manter o mesmo mix por mês? Quais foram os resultados? Vamos compartilhar experiências!
ResponderExcluirExcellent article on endcap strategies! The focus on impulse buying and strategic product placement really highlights how pharmacy retail is evolving. The data about increased average ticket is compelling. Looking forward to implementing these insights!
ResponderExcluir¡Excelente artículo sobre estrategias de punto de venta en farmacias! La información sobre cómo optimizar el espacio de góndola para aumentar el ticket medio es muy valiosa. Las técnicas de merchandising mencionadas son aplicables en toda América Latina. ¡Gracias por compartir estos conocimientos!
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