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O Orçamento Público é o principal instrumento legal de planejamento utilizado pelo governo – seja federal, estadual ou municipal – para organizar e controlar suas finanças. Ele estima a receita que o poder público espera arrecadar e define as despesas que serão executadas em um determinado período, normalmente de um ano.
1. O que é o SUS - Sistema Único de Saúde?
2. O que é CONITEC - Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS?
3. O que é CESAF?
4. O que é CBAF - Componente Básico da Assistência Farmacêutica?
5. O que é CEAF - Componente Especializado da Assistência Farmacêutica?
6. O que é LOA - Lei Orçamentária Anual?
7. O que é LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias?
8. O que é PPA - Plano Plurianual?
9. O que é CMED - Câmara de Medicamentos?
10. O que é RENAME - Relação Nacional de Medicamentos Essenciais?
11. O que são PCDTs - Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas?
12. O que é DGITS - Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde?
13. O que é PVP - Preço de Venda ao Público?
14. O que é CAP - Coeficiente de Adequação de Preços?
15. O que é PMVG - Preço Máximo de Venda ao Governo?
No Brasil, esse processo orçamentário é estruturado em três leis que funcionam de forma integrada: o PPA - Plano Plurianual, a LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias e a LOA - Lei Orçamentária Anual. Entender esse conjunto é essencial para quem atua na área da saúde, especialmente na indústria farmacêutica, pois define onde há espaço de mercado, como surgem oportunidades de compra pública e quais programas governamentais tendem a crescer.
Os três pilares do orçamento público no Brasil
PPA - Plano Plurianual
O PPA estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para um período de quatro anos. Ele orienta investimentos, programas e ações prioritárias do governo, funcionando como um “mapa estratégico” de médio prazo.
Para a Indústria Farmacêutica, o PPA é importante porque indica quais políticas de saúde receberão atenção e recursos ao longo de vários anos, ajudando a alinhar estratégias de portfólio, investimento e desenvolvimento de soluções em saúde.
LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias
A LDO é elaborada anualmente e fixa as diretrizes, limites e prioridades para a elaboração da LOA do ano seguinte. Ela define metas fiscais, limites de endividamento, regras para despesas de pessoal e critérios gerais de execução orçamentária.
Assim, a LDO orienta o governo sobre como deve organizar seu orçamento, impactando diretamente a possibilidade de novos programas, ajustes de gastos e revisão de prioridades na saúde.
LOA - Lei Orçamentária Anual
A LOA é o orçamento “propriamente dito”. Ela estima a receita e fixa a despesa para o exercício seguinte, detalhando onde cada real será aplicado, com base no PPA e nas diretrizes da LDO.
É na LOA que se identificam programas, ações e dotações por ministério, o que é fundamental para empresas que desejam acompanhar quanto será investido em saúde e onde podem surgir licitações, compras e parcerias público‑privadas.
Por que o orçamento público importa para a Indústria Farmacêutica?
Em geral, as compras públicas podem ser realizadas somente se houver dotação orçamentária prevista para aquela despesa. Isso significa que, antes de abrir uma licitação para aquisição de medicamentos, insumos ou serviços de saúde, o órgão público precisa verificar se aquela despesa está autorizada na LOA.
Para a Indústria Farmacêutica, esse entendimento é estratégico por alguns motivos:
Permite antecipar demandas de medicamentos e insumos.
Orienta o planejamento comercial e de acesso ao mercado.
Facilita o alinhamento com gestores públicos e tomadores de decisão em saúde.
Ajuda a identificar oportunidades em programas específicos, como Farmácia Popular, assistência farmacêutica e vacinação.
Em outras palavras, o orçamento público é muito mais do que um documento técnico: é um barômetro de mercado para a saúde no Brasil.
Aumento orçamentário do Ministério da Saúde em 2026
No ano de 2026, o orçamento do Ministério da Saúde teve um aumento de aproximadamente 10% em relação ao exercício de 2025:
- 2025: R$ 246,5 bilhões
- 2026: R$ 270,6 bilhões
Esse reforço financeiro sinaliza que o setor de saúde permanece como prioridade no cenário público, mesmo diante de restrições fiscais e de ajustes orçamentários em outras áreas. Para a Indústria Farmacêutica, esse crescimento pode representar maior potencial de compras públicas, novas contratações e ampliação de programas de acesso à população.
Onde o dinheiro está sendo alocado na assistência farmacêutica?
Quando se analisa o detalhamento por componentes da assistência farmacêutica, percebe‑se uma reconfiguração de prioridades, com aumento significativo em alguns programas estratégicos. A seguir, os principais destaques:
Farmácia Popular: destaque de crescimento
O programa Farmácia Popular registrou um aumento de 42,8% em relação a 2025:
- 2025: R$ 4,2 bilhões
- 2026: R$ 6,0 bilhões
Esse salto orçamentário reflete a manutenção da política de ampliação do acesso a medicamentos essenciais para crônicos, como hipertensão e diabetes, além de reforçar a atuação de redes públicas e parceiras privadas.
Para a indústria, esse aumento tende a estimular demanda por medicamentos de uso crônico, produtos de saúde associados a crônicas e soluções de adesão ao tratamento.
CEAF - Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica
O CEAF também registrou crescimento, com aumento de 9,1% em relação ao ano anterior:
- 2025: R$ 15,3 bilhões
- 2026: R$ 16,7 bilhões
Esse componente abrange medicamentos de alto custo, tratamentos complexos e programas estratégicos de saúde pública. O aumento de recursos indica que o governo mantém foco em patologias de impacto, como câncer, doenças raras, HIV e hepatites, o que abre espaço para novos lançamentos, negociações de preço e modelos de acesso diferenciados.
CBAF - Componente Básico da Assistência Farmacêutica
O CBAF cresceu em torno de 10%:
- 2025: R$ 3,0 bilhões
- 2026: R$ 3,3 bilhões
Esse componente inclui medicamentos essenciais à atenção básica, como anti‑hipertensivos, antidiabéticos, analgésicos e muitos outros. O aumento de recursos reforça a importância da linha básica de medicamentos e a necessidade de robustez na cadeia de suprimento para garantir continuidade do atendimento.
CESAF - Componente Especial da Assistência Farmacêutica
Em contrapartida, o CESAF apresentou uma redução de 24,6% em relação a 2025:
- 2025: R$ 686 milhões
- 2026: R$ 517 milhões
Esse componente abrange medicamentos de uso excepcional, muitas vezes de alto custo e indicados para casos específicos. A diminuição pode indicar revisões de políticas, ajustes de portfólio ou reestruturação de programas, o que exige atenção especial de empresas que atuam nesse segmento.
Orçamento de vacinas (programa segregado)
Já o orçamento específico para vacinas registrou aumento de 19,7%:
- 2025: R$ 8,6 bilhões
- 2026: R$ 10,3 bilhões
Esse crescimento reforça o papel central da vacinação na política de saúde pública, com destaque para campanhas de imunização, programas de rotina e preparo para possíveis emergências sanitárias. Para a indústria de vacinas, isso significa maior previsibilidade de compras, mais oportunidades de negociação e possibilidade de ampliação da base de imunização da população brasileira.
Fonte: LOA 2025 e LOA 2026
O que isso significa para a Indústria Farmacêutica?
Para a Indústria Farmacêutica, o conjunto de dados orçamentários de 2026 sinaliza alguns pontos importantes:
Prioridade mantida para a saúde pública, com crescimento de recursos no Ministério da Saúde.
Foco em programas de acesso amplo, como Farmácia Popular e assistência farmacêutica básica e estratégica.
Revisão de recursos em componentes especiais, o que exige análise cuidadosa de portfólio e estratégias de posição no mercado.
Fortalecimento da vacinação, com espaço para desenvolvimento de novos imunizantes e soluções associadas.
Com essas informações, as empresas podem:
- Ajustar previsões de demanda por segmento.
- Refinar estratégias de acesso ao mercado público.
- Fortalecer relacionamento com gestores de saúde.
- Planejar investimentos em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de forma mais alinhada às prioridades públicas.
O orçamento público como aliado estratégico, muitas vezes visto apenas como um tema técnico, é na prática, um instrumento estratégico para quem opera na área da saúde. Ele mostra onde o governo pretende investir, como pretende priorizar programas e, consequentemente, onde há espaço de mercado para parcerias e soluções farmacêuticas.
Em um cenário como o brasileiro, em que o SUS - Sistema Único de Saúde - e programas públicos são responsáveis por grande parte do acesso à medicação e à vacinação da população, entender o orçamento é essencial para tomar decisões mais assertivas e construir relacionamentos mais colaborativos com o setor público.
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