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Lições aprendidas: como corrigir um erro típico de IA em triagem na Indústria Farmacêutica

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Um dos cenários mais críticos que a Indústria Farmacêutica tem enfrentado com IA de triagem é a subtriagem de um caso grave vinculado ao uso de um medicamento (Como o ChatGPT Health), com a IA orientando o paciente a manejar em casa sintomas que exigiam atendimento médico, resultando em agravamento clínico e notificação de evento adverso. Esse tipo de falha revela um problema de sistema de saúde digital, e não apenas de algoritmo, e oferece lições valiosas para redirecionar estratégias de implementação, segurança e governança de IA.

O que é RWE - Real World Evidence - Evidências do Mundo Real RWE - Real World Evidence - Os Desafios da Transformação nos Dados de Saúde

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A primeira lição é que qualquer programa de IA em triagem precisa partir do pressuposto de que a segurança do paciente vem antes do custo ou da experiência de uso. Em terapias de alto valor, como oncologia, doenças raras e imunobiológicos, qualquer sintoma de efeito adverso moderado ou grave deve ser tratado como possível emergência, com gatilho automático de encaminhamento humano, não como “caso de monitoramento em casa”. A indústria aprende, muitas vezes por contragolpe, que a prioridade não é evitar “chamadas desnecessárias” à IA, mas evitar atraso de atendimento.


A segunda lição é que falhas de IA não podem ser apagadas da história; elas precisam ser documentadas, analisadas e transformadas em protocolo. A indústria tende a relegar incidentes de IA ao esquecimento interno, para proteger a marca, mas o que se demonstra é que a ausência de registro de falhas gera repetição de erros em diferentes mercados e produtos. A lição aprendida é que cada caso de subtriagem, supertriagem ou falha de salvaguarda deve alimentar um banco de incidentes, com análise de causa‑raiz, revisão de fluxos de triagem e ajuste de regras de encaminhamento.

A terceira lição é que governança de IA precisa ser contínua, e não reativa. A indústria costuma reforçar a governança apenas após uma falha significativa, quando o prejuízo já existe. A lição aprendida é que a IA de triagem deve ser avaliada periodicamente, com testes estruturados, auditorias de decisões, atualização de bases de conhecimento e revisão por comitês multidisciplinares (clínico, jurídico, regulatório). A governança não é um “check‑list” de lançamento, mas um processo contínuo de melhoria, alinhado a diretrizes como FUTURE‑AI.

A quarta lição é que a IA de triagem nunca deve operar em isolamento do fluxo humano de cuidado. A indústria aprendeu que, mesmo nos melhores cenários de engajamento, a IA pode falhar em identificar sinais de gravidade ou em interpretar relatos de pacientes com baixa alfabetização em saúde. A lição é que cada programa de IA deve ter um canal humano claramente definido (telemedicina, call center, contato com o prescritor), com integração de histórico de interações, garantindo que profissionais de saúde possam revisar, corrigir e redirecionar orientações equivocadas.

A quinta lição é que integração de IA com farmacovigilância 2.0 é essencial para aprender com o erro. A IA, ao conversar com milhares de pacientes, capta relatos de sintomas, uso inadequado de medicamentos e possíveis efeitos adversos que, muitas vezes, não chegam a canais tradicionais de notificação. A lição aprendida é que essas conversas devem ser padronizadas, com campos específicos para sinais de alerta, palavras‑chave de risco e níveis de gravidade, para que a farmacovigilância receba dados estruturados, não apenas textos livres, permitindo detecção precoce de sinais de risco e revisão de bulas ou protocolos.

A sexta lição é que a IA precisa ser treinada em cenários específicos de indicação, não em base genérica de saúde. A indústria frequentemente adota modelos de IA “prontos”, ajustando‑os superficialmente a um portfólio de medicamentos. A lição é que a IA de triagem deve ser treinada com foco em efeitos adversos típicos de cada fármaco, com glossários clínicos, Protocolos de Manejo de Efeitos Adversos e diretrizes de uso, garantindo que reconheça padrões de risco específicos (ex.: citoestasede, imunossupressão, alterações de coagulação) e que redirecione adequadamente. Negligenciar isso é repetir o erro de um modelo superficial.

A sétima lição é que a função principal da IA em saúde não é substituir, mas educar e organizar informação. A indústria aprende que a IA de triagem funciona melhor como ferramenta de educação sobre o medicamento, explicação de bula em linguagem simples, organização de lembretes de horário de uso e suporte a dúvidas de rotina. A triagem deve ser usada com extrema cautela, sempre com limites claros definidos por protocolos clínicos, e não como ferramenta de “diagnóstico” ou de decisão de ajuste de dose, funções que continuam no domínio médico.

A oitava lição é que a integração de IA com sistemas de HEOR e RWE transforma o erro em insumo de valor. A indústria que integra IA de triagem a estudos de resultados reais passa a enxergar cada falha de encaminhamento, subtriagem ou falha de salvaguarda como parte de um conjunto de dados que permite medir o impacto real da tecnologia no desfecho de saúde. A lição aprendida é que a IA, quando bem documentada, contribui para aperfeiçoar programas de adesão, ajustar estratégias de lançamento e demonstrar, com evidência, o valor de um ecossistema de saúde digital vinculado ao medicamento.

A nona lição é que a comunicação interna sobre IA precisa ser transparente, ainda que incômoda. A indústria costuma omitir erros de IA em reuniões de marketing, mas as áreas de HEOR, regulatório e compliance percebem esses riscos de forma distinta. A lição é que a empresa deve criar um canal claro de reporte de incidentes, com linguagem acessível, sem criminalização de quem identifica falhas, pois apenas assim será possível construir uma cultura de segurança, reduzindo riscos de crises de reputação, de ações regulatórias e de perda de confiança de gestores de saúde.

A décima lição é que a IA de triagem deve ser tratada como um componente regulatório de programas de lançamento, e não como um recurso de “aplicativo bonito”. A lição aprendida é que cada falha de IA, se não for documentada e corrigida, pode ser usada contra a empresa em processos de registro, renovação de cobertura ou reembolso. A integração de IA com protocolos de farmacovigilância, HEOR, governança de IA e comunicação ao paciente passa a ser tão essencial quanto a qualidade do próprio fármaco.

A décima primeira lição, e talvez a mais crítica, é que a indústria farmacêutica deve assumir responsabilidade compartilhada por IA de triagem, mesmo que o modelo não seja desenvolvido internamente. A lição é que a empresa que adota um chatbot de triagem vinculado a um medicamento é vista, por pacientes, médicos e autoridades, como responsável por seus efeitos. A integração de fornecedores de IA com protocolos internos, com auditorias conjuntas, com alinhamento de metas de segurança e com transparência sobre limites é a melhor forma de transformar o erro em aprendizado contínuo, e não em um risco escondido.



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