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Como uma farmacêutica otimizou adesão com IA em triagem (sem comprometer segurança do paciente)

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Um laboratório de grande porte, atuando em oncologia e doenças raras, percebeu que, mesmo com programas robustos de suporte ao paciente, a adesão a terapias de alto custo ainda sofria com esquecimentos, duvidas de uso e atrasos na busca de atendimento para efeitos adversos graves. A partir de 2025, a empresa decidiu testar um modelo de IA de triagem integrado a seu app de acompanhamento, com foco em educação ao paciente, organização de lembretes e filtragem de casos graves para canais humanos, e não em substituir a decisão médica. O desafio era usar IA sem expor a marca a riscos de subtriagem clínica, algo que se tornou ainda mais relevante após estudos sobre ChatGPT Health apontarem falhas de triagem em casos de emergência.

O que é RWE - Real World Evidence - Evidências do Mundo Real RWE - Real World Evidence - Os Desafios da Transformação nos Dados de Saúde

RWE - Real World Evidence - A Importância das Evidências do Mundo Real RWE - Real World Evidence - Gerando Insights

RWE - Real World Evidence

A estratégia começou com a definição de escopo estrito: a IA atuaria em três eixos — explicação de bula em linguagem simples, organização de lembretes de horário de medicação e suporte a dúvidas sobre efeitos adversos leves, com redirecionamento imediato para telemedicina ou call center sempre que houvesse qualquer sinal de gravidade. A empresa criou um fluxo de triagem híbrido, em que o modelo identificava palavras‑chave e padrões de linguagem ligados a emergências (ex.: dor torácica, falta de ar, ideação suicida, sangramento) e acionava alertas internos, registrando toda a interação em um sistema de governança de IA.


A fase de implantação envolveu treinamento específico por indicação terapêutica, com foco em medicamentos oncológicos, imunobiológicos e terapias de doenças raras. A base de treinamento incluiu relatos de efeitos adversos, registros de farmácias e dados de HEOR já coletados em estudos de RWE anteriores, permitindo que a IA entendesse não apenas o sintoma, mas o contexto do uso de cada fármaco. Após o treinamento, o modelo passou por teste estruturado com 80 casos clínicos padronizados, semelhante ao protocolo usado em estudos de ChatGPT Health, com foco em acertar a classificação de emergência e em manter a ativação de salvaguardas coerente.

Os resultados foram impactantes: em 12 meses, o programa registrou redução de 28% de falhas de adesão em pacientes de alto risco, aumento de 37% na utilização de recursos de educação digital e queda de 19% em retornos de farmácias por dúvidas de uso. Ainda mais relevante, o modelo mostrou taxa de subtriagem de menos de 5% em casos genuinamente graves, com todos os casos de alerta verificados por profissionais de saúde antes de serem encaminhados aos pacientes. A indústria conseguiu demonstrar, em dados de HEOR, que a IA não apenas aumentou a adesão, mas também reduziu atrasos em internações evitáveis e melhorou a segurança clínica.

O sucesso do estudo de caso veio acompanhado de forte governança de IA clínica, alinhada a diretrizes internacionais como FUTURE‑AI. A empresa implementou logs de decisões, auditorias mensais, comitês de revisão multidisciplinares (clínico, jurídico, regulatório) e protocolos de resposta a incidente, com atualização contínua da base de conhecimento da IA com novas diretrizes e relatos de segurança. Toda falha crítica foi registrada em banco próprio, com análise de causa‑raiz e ajuste de fluxos de triagem, transformando o erro em insumo de melhoria, não em risco escondido.

A indústria também investiu em integração com sistemas de HEOR e farmacovigilância, garantindo que as interações de IA contribuíssem para novos dados de eficácia real. A IA passou a capturar relatos de sintomas, uso de medicação e grau de adesão, com padronização suficiente para alimentar modelos de HEOR que avaliam impacto de programas de suporte. Os gestores de saúde passaram a enxergar o programa de IA como um diferencial de valor, ligado a melhores desfechos clínicos, não apenas a um canal de comunicação.

O caso também demonstrou a importância de alinhamento com profissionais de saúde. A empresa treinou oncologistas, clínicos gerais e farmacêuticos para entender o papel da IA no fluxo de cuidado, reforçando que a máquina filtrava dúvidas e organizava informações, mas que a tomada de decisão permanecia com o profissional. Médicos passaram a usar os relatórios de IA como insumo para consultas, reduzindo tempo de triagem em 30% e aumentando a qualidade da interação com o paciente.

Do ponto de vista regulatório, o programa de IA foi construído para ultrapassar a barreira de “app de marketing” e se posicionar como componente de sistema de saúde digital integrado. A empresa documentou protocolos de conformidade, demonstrou robustez em testes de triagem, atestou a ativação de salvaguardas em casos de crise e criou um plano de comunicação para pacientes, explicando limites da IA e reforçando a necessidade de buscar atendimento imediato em emergências. Esse tipo de estruturação passou a ser considerado referência em apresentações de novo medicamento em negociações de reembolso.

O aprendizado desse estudo de caso é claro: a Indústria Farmacêutica consegue usar IA em triagem para aumentar adesão, segurança e valor, desde que a ferramenta seja integrada a um ecossistema clínico‑regulatório bem definido. O modelo de “IA híbrida”, com filtros digitais e supervisão humana, mostra que é possível equilibrar inovação comercial, compliance e proteção ao paciente, tornando a IA não apenas um ativo de experiência, mas um pilar estratégico de lançamentos e programas de suporte.



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