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Os perigos escondidos ao ignorar os riscos de ChatGPT Health na sua estratégia farmacêutica

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Ao integrar ChatGPT Health a programas de adesão, enfermarias digitais e campanhas de lançamento, muitas empresas da Indústria Farmacêutica subestimam os riscos que acompanham o uso de IA em saúde. O primeiro perigo é o risco clínico direto: a indústria pode se tornar corresponsável por falhas de triagem que resultem em atraso de atendimento, intensificação de efeitos adversos graves ou piora de condições crônicas. Estudos recentes mostram que, em testes estruturados, o modelo subtriou mais da metade dos casos que exigiam cuidados de emergência, o que, em um ambiente real, poderia gerar sérios desfechos clínicos vinculados ao uso de medicamentos.

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O segundo perigo é o risco regulatório e jurídico. Reguladores globais estão aumentando a pressão sobre a governança de IA em saúde, exigindo que laboratórios comprovem a validação de modelos, a robustez de salvaguardas de emergência e a transparência sobre como decisões são tomadas. Se a empresa adotar um modelo de IA sem documentar fluxos de triagem, sem testes estruturados e sem protocolos de auditoria, pode enfrentar multas, bloqueio de programas digitais e restrições em processos de registro e reembolso. No Brasil, a Anvisa e o Ministério da Saúde já demonstram maior atenção a essas questões, especialmente em terapias de alto custo e oncológicas.


O terceiro perigo é o risco de reputação. Um único caso de erro visível em um programa de IA vinculado a um medicamento pode contaminar a imagem de toda a marca, gerando críticas na mídia, redes sociais e comunidades de pacientes. A indústria deve considerar que a IA não é apenas um “recurso de marketing”, mas um ponto de contato terapêutico. Pacientes e cuidadores podem compartilhar capturas de tela, amplificando falhas de orientação e comprometendo a confiança construída ao longo de anos.

O quarto perigo é o risco de compliance e falhas de segurança de dados. ChatGPT Health, quando integrado a EHR, apps de saúde e wearables, manipula grandes volumes de dados sensíveis. O não alinhamento a normas como LGPD, GDPR e boas práticas de segurança cibernética pode gerar exposição a vazamentos, processos de conformidade e sanções elevadas. A indústria precisa garantir que todo acesso a dados seja auditado, que o treinamento do modelo seja feito com bases anônimas e que exista plano de resposta a incidentes.

O quinto perigo é o risco de HEOR e valor questionável. Se a IA orientar mal a triagem ou a gestão de efeitos adversos, o impacto em dados de resultados reais (RWE) pode distorcer a percepção de benefício‑risco do medicamento. Um aumento aparente de complicações, por exemplo, pode ser causado por falhas na orientação de uso, e não pelo fármaco em si. A indústria corre o risco de perder contratos com gestores de saúde, planos privados e sistemas públicos, que hoje tomam decisões baseadas em evidências de HEOR e de eficácia real.

O sexto perigo é o risco de viés algorítmico. A IA pode internalizar padrões de uso majoritários, marginalizando populações de difícil acesso ou com menor capacidade de digitar relatos completos. Isso pode gerar orientações inadequadas para grupos vulneráveis, como idosos, pessoas com baixa alfabetização em saúde e comunidades de baixa renda, ampliando desigualdades em saúde e colocando a indústria em posição de responsabilidade ética.

O sétimo perigo é o risco de obsolescência se a IA não evoluir. Um programa de IA estático, com base de conhecimento desatualizada, tende a falhar em novas indicações, combinações terapêuticas e diretrizes clínicas. A indústria precisa de ciclos contínuos de atualização, validação e re‑treinamento, caso contrário, a solução passa a ser uma “casca de marketing” sem valor real, enquanto concorrentes avançam em modelos mais robustos e atualizados.

O oitavo perigo é o risco de perda de controle sobre a jornada do paciente. Quando a IA se torna o primeiro ponto de contato, a empresa pode se distanciar da experiência real do paciente, deixando de enxergar problemas de uso, adesão e suporte. A indústria deve manter canais humanos ativos, garantindo que médicos, farmacêuticos e atendentes de call center possam corrigir ou confirmar orientações da IA, reduzindo o risco de falhas de comunicação.

O nono perigo é o risco de desalinhamento interno. Se a área de marketing, a de HEOR e a de regulatório não conversarem, poderá haver campanhas que prometem “orientação inteligente” sem que a realidade clínica e regulatória suporte tais afirmações. Esse descolamento aumenta a exposição a contestações de órgãos de defesa do consumidor e associações de pacientes, além de criar conflitos internos quando ocorrem falhas.

O décimo perigo é o risco de normalizar a dependência de IA sem educação adequada. Usuários podem passar a confiar cada vez mais em recomendações automáticas, subestimando a importância de consultar um profissional de saúde. A indústria deve reforçar, em todos os pontos de contato, que a IA é um suporte, nunca um substituto, e que qualquer suspeita de gravidade deve ser encaminhada imediatamente para atendimento presencial ou telemedicina.

O décimo primeiro perigo é o de não preparar os profissionais de saúde. Médicos e farmacêuticos podem se sentir ameaçados ou desinformados sobre o uso de IA, o que gera resistência e desconexão com programas de suporte. A indústria precisa de treinamentos que expliquem limites, protocolos de encaminhamento e vantagens de uso, criando uma rede de confiança que proteja pacientes e reduza a exposição a riscos inesperados.



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